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segunda-feira, 22 de setembro de 2014

O Bom e Velho Tapa na Cara


Um bom tapa na cara tem seu valor: ético, moral, porque não, filosófico! Quando falo no tapa na cara, não falo de agressão física e do ato em si, mas sim da forma como as coisas acabam sempre chegando até nós e nos atropelando todos os dias, de forma brutal. A verdade não dita que chega e nos machuca, o fim de algo que não queríamos e relutávamos mas sabíamos que já acabara, a resistência ao novo! O tapa nos tira do eixo, nos "sacode", mexe com nosso íntimo, nos dá raiva, nos deixa por um tempo com "rosto marcado". Minha avó sempre dizia que quem dá o tapa esquece mas quem recebe, jamais! É mais ou menos assim mesmo, a marca fica ali, não no rosto, mas na alma. Dói, lateja, pode até sangrar. Dói tanto que não acreditamos e colocamos a mão no lado que foi agredido, como se isso aliviasse a dor...seres hipócritas que somos! 
Pior que receber o tapa é ver arrependido quem o deu, quem não pensou e agiu por impulso, afinal, tapas não são planejados, eles simplesmente acontecem. De forma imprevisível!
Com o tempo a gente acaba evoluíndo e acaba até oferecendo a outra face, já sabemos o quanto dói e o que devemos fazer para não sangrar. A vida ensina! Sempre! 
Benditos tapas nossos de cada dia! Nos fortalecem como seres irracionais que somos às vezes...

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Os Labirintos da Vida


O labirinto do qual Teseu escapou, graças ao fio de Ariadne, fora construído por Dédalo, um artífice habilidoso. Era um edifício com inúmeros corredores tortuosos que davam uns para os outros e que pareciam não ter começo nem fim, como o Rio Meandro, que volta sobre si mesmo e ora segue para adiante, ora para trás, em seu curso para o mar.  Dédalo construiu o labirinto para Minos, mas, depois, caiu no desagrado do rei e foi aprisionado em uma torre. Pôs-se a fabricar asas para si mesmo e para seu jovem filho, Ícaro. Quando as asas ficaram prontas, pediu a ele que não voasse alto demais por causa do sol e nem baixo demais por causa da umidade. Os dois alçaram voo. Exultante com o voo, o menino abandona seu pai e tentou alcançar o céu. O ardente sol amoleceu a cera das asas, acabando por mergulhar nas águas azuis do mar que, daquele dia em diante, recebeu seu nome.
Partindo do mito, vamos a nossa vã realidade. Os piores abismos são os criados por nós, quando alimentamos ilusões, quando forjamos nossa intuição com inverdades construíndo castelos de areia, sonhos de mentiras...e acabamos presos. Presos em nós mesmos, e não existe pior prisão que essa, porque somos prisioneiros de nossas facetas, somos habilidosos em nos auto destruir. Aguçamos nossa mente a tal ponto que ela nos leva ao nosso extremo. Dédalo perdeu o filho e depois tentou matar o sobrinho porque era mais habilidoso que ele, e sua vaidade o envenenou.
Quando nos esquecemos da nossa essência para dar voz as nossas sombras, aquelas das quais fugimos o tempo todo, somos aniquilados pelo dedo do destino que é sempre implacável, ele nos prende por um tempo e nos sentimos ameaçados, fracos, inertes. Mas só porque não andamos, não significa que não estejamos em movimento. Só porque não vemos a lua não significa que ela não esteja no céu, só porque choveu não significa que não haja sol, sempre há! Mas nem sempre queremos ver além do óbvio!
Ver o que ninguém vê, ofício de poucos...sentir o que muitos desconhecem, entregar-se ao acaso seguindo o coração. Ter coragem de dizer sim quando todos acreditam que o melhor é não ir... Não voar alto demais por causa do sol e baixo demais por causa da umidade, mas sempre "voar"...seja para onde for, seja para cair tantas vezes forem necessárias...eu sempre escolherei voar, e por mais que caia no mar umas cem vezes e outras tantas por terra, nada nem ninguém vai impedir meu voo, porque eu sei exatamente onde quero chegar e com quero chegar...
É provável que caia em muitos labirintos criados por mim, mas com o passar dos anos a gente também vai ficando mais habilidoso na arte de escapar de si mesmo, porque quando queremos, somos nossos piores torturadores.
Agora voo com calma, já tive pressa, já tive impaciência, junto as penas, colo com cera, aprendi que perto do sol derretem, vou mais devagar, traço rotas de fuga, ando com pequenos "kits sobrevivência", caso me prenda em labirintos, agora quando caio neles, faço desenhos nas paredes, assim já sei por onde andei, não perco tempo repetindo passado, não me lanço no futuro...meu voo é plano, é contemplativo, é planejado!  Desafio o mar e as tempestades e se quiserem interromper meu voo e se lançar no meu caminho, terão que ter no mínimo a mesma força que eu, não luto mais com inimigos fracos e pequenos, que venham os grandes e poderosos, os respeito, mas já aviso, não desisto fácil, afinal sei o trabalho que dá juntar pena por pena para reconstruir minhas asas...poderíamos parar de perder tempo com lutas desgastantes e unicamente seguir, o céu é grande e há espaço para todos que sabem onde querem chegar...EU SEI!

Dédalo e Ícaro



sábado, 3 de maio de 2014

O Amor se quebra ou rompe barreiras?

Ouvi de uma amiga querida que a distância sempre aumenta tudo...a dor...a saudade...o amor... ela também me disse que não escuto o que ela diz porque só dou ouvidos ao "que quero escutar" e pensando cá com meus botões, ela tem razão...
Então poderia definir a "distância" como uma personagem melodramática, exagerada, que sofre com tudo no contexto e lá no final, terá um final feliz...
Eu já acreditei bastante em finais felizes, não aqueles dos contos de fadas porque na prática a gente sabe que o "felizes para sempre" não existe, mas aqueles em que tudo de certa forma se encaminha para o melhor, mesmo que esse melhor não seja "o melhor" para a gente no momento.
A mesma amiga me disse também uma vez, que eu era muito corajosa, porque ela jamais teria a coragem de dar seguimento em alguns relacionamentos como eu dou...às vezes acho mesmo que seja coragem outra vez acredito que beiro à loucura. A loucura de acreditar...acreditar que nada nos acontece por acaso, acreditar que mesmo que lá atrás deu errado, não significa que tudo vai se repetir, a não ser que não tenhamos aprendido a lição.
Tenho prestado atenção na letra de uma música, aqui do Sul mesmo, chamada "Os Cardeais" de Cézar Passarinho que diz:

Não chora, menina, não chora por que foram-se os cardeais (Desculpa aí, mas eu choro sim quando tenho vontade)
Se cantavam, na prisão campo a fora cantam mais (será mesmo que cantam mais?)
Tanta gente, anda vagando sem saber onde pousar (ah isso eu concordo!)
Mas as aves, só voando é que podem se encontrar (então...acho que preciso "voar")
(Você ainda não sabe o que cabe nesta paz
Quando a gente, abre as asas nunca mais, nunca mais) Bis (verdade...nunca mais...)
Era tão triste menina não tinha aceno este cais
Na despedida eram dois depois, depois serão mais (que assim seja!)
A gaiola abriu as asas por que até a prisão se trai
E o campo se fez casa para o canto dos cardeais
Então vejo o quanto sinto falta de pequenas coisas, o quanto o menos é mais...enquanto as pessoas se prendem a "fuxicos" e detalhes supérfluos, meu foco e minha preocupação está em outras coisas, bem longe daqui, muito além daqui... Ando ultimamente tentando simplificar mais a vida e entendê-la sem filosofar tanto, mas quem disse que sou capaz disso? Quem disse que a vida foi feita para entender? Vive-se para viver, aprender...quantos aprendizados ultimamente. Trocando de pele...novo ciclo, nova forma de pensar e agir...por sinal tenho ficado mais quieta, mais "off" que "on", obviamente isso desperta a curiosidade de alguns, o espanto de outros e comentários inúteis dos "sempre maldosos de plantão" ...mas não me importo mais...assim como os cardeais, preciso sair "campo afora", cantar mais...e amar...bem...amar me deixa em estados...estados que por ora me energizam, por ora me desestruturam... Eu não consigo fingir não ser, fingir não querer, fingir não gostar...busco o controle, mas como todos, me descontrolo. Tenho ânsias absurdas de mim, do outro, de nós...mas logo passam...
Minha filha me diz que quero tudo para ontem...que estou sempre em estado de "urgente" e nem sempre é tão urgente assim...respiro! Leio, ouço músicas até riscar os cds (somente as preferidas), trabalho, sigo, sonho...sonho muito...
Em mim agora repousa uma mistura de amor e solidão, de vontades e desejos, de medos e desafios...uma outra etapa passou. Seguiu. Outra nova começa. Uma atrás da outra e tenho tido tempo de respirar. Falando com meus alunos adultos estes dias, brinquei com eles se quando choravam já se olharam no espelho pensando em um personagem que estivesse naquele estado...incrivelmente logo a vontade de chorar passa...quando não vem seguida de uma risada...
Sei que tenho de ser paciente, respirar, esperar...mesmo que isto me dê calafrios é o que se tem... mas isso não significa que esperarei inerte, que ficarei à disposição, eu não sou assim. Por isso questiono: Amor se quebra ou rompe barreiras? Amor é tudo ou nada? Maldita distância que corrói...palavras não ditas podem ser mal interpretadas, palavras ditas secamente passam a ser questionadas, na ausência celebra-se a presença mas e quando se está perto?  O que é estar perto realmente? É estar ao lado o dentro da pessoa? Sentimentalismo a parte sem nem de longe estar em TPM, divago aqui...para mim...cá com meus "botões" no meu blog onde não corro o risco de "querer dizer algo a alguém"...só estou escrevendo, porque amo escrever e isso sempre me fez bem...talvez outros leiam e se identifiquem ou detestem...honestamente não importa porque não estou no momento para me preocupar com opiniões alheias...sabe quando não interessa? Então...não interessa!
Sigo amando...do meu jeito...atropelamentos a parte, acho que amo bem, amo com vontade e autenticidade, amo com verdade, amo com entrega mesmo querendo urgência. Sem muito romantismo, mais realista, mais questionadora, mais presente... e se meu amor não serve, me deixem ir com os cardeais, afinal, depois que a gente ama e abre as asas...nunca mais...nunca mais!

domingo, 29 de setembro de 2013

Escolher...escolher...colher!

 



Uma das frases mais marcantes que ouvi em minha vida, foi num momento muito delicado, de muita dúvida a meu respeito e de meu trabalho e quem uma pessoa até então muito próxima me disse: " Estamos plantando coisas diferentes. Eu sei o que plantei e o que vou colher e a minha plantação não igual a sua. " mais ou menos assim, complementando ainda que eu tinha péssima energia e por aí vai, tendo se afastado de mim. Lembro-me que na época foi uma grande dor, eu chorava e buscava respostas: "como assim?", Será mesmo que tenho uma energia ruim que afasta pessoas?", "quais são meus sonhos?", "quem sou eu afinal?" e durante muito tempo fique mal... Um amigo me visitou em casa e me disse: "Lisi não tenta entender, apenas aceita e vira a página!". E quanta dificuldade em virar aquela página, quanta dor, afinal amigos meus de anos que se ima sem se despedir, sem me olhar no olho, sem me dizer o que realmente ocorria...laços rompidos! Seleção natural. Dor e aprendizado!
Mas continue "plantando" e minha colheita realmente é diferente, porque sei exatamente cada semente que joguei na terra, cada passo que dei, cada luta que travei, cada dia da minha vida que trabalhei, e minha colheita deu frutos, e os frutos eram bons...vieram as respostas e vieram rápidas...trabalho, amor, família...repostas que nem lembro de ter pedido...mas vieram.
Hoje olho para trás e sem rancor, entendi agora o porque de tudo isso e agradeço. Agradeço por que graças a isso e a essas pessoas que hoje não tenho contato nenhum, estou travando minhas batalhas pessoais, afinal depois de "colher" é preciso "adubar e cuidar da terra" pensando nas colheitas futuras. Um ciclo atrás do outro.
Eu precisei cair, sofrer, colocar meu trabalho em dúvida, colocar quem eu era em dúvida, para colher tudo que estou colhendo hoje. E sim, também fiz escolhas, continuo fazendo, me responsabilizando pelo meu destino, sabendo que cada passo dado tem um efeito, e que mais cedo ou mais tarde vou senti-lo.
Hoje sou de poucos amigos, muitos conhecidos é verdade, mas pouquíssimos amigos, raros. Escolho quem entra e sai da minha casa, escolho com quem saio para festas, escolho com que falo de projetos, com quem falo de amores, escrevo, tomo café, saio de casa sempre e quase nunca (sempre porque trabalho muito, quase nunca nos poucos tempos de folgas e feliz solidão caseira que tenho). Muitos pensam que me conhecem bem, mas meu mundo é o encanto do mundo das ideias, troco qualquer coisa por um bom momento inspirado escrevendo. Sou do grupo da insônia criativa...não faço versos é verdade, nem sou poetisa mas me arrisco a brincar de...
Agora acredito no amor, agora e sempre, mesmo que me decepcione mil vezes, mil e uma vezes acreditarei nele e na força infinita que ele move dentro de mim, a inspiração que me dá, o bem que me faz, e nem que chore mil vezes e me descabele mil e quinhentas, vale a pena sentir poucas vezes essa grandeza toda.
Não sou de meias palavras, meios amores, meios amigos, sou toda, sempre! Não suporto gente pela metade, gente que não se posiciona, gente "neutra". Sempre tomo partido e há um tempo atrás decidi tomar partido de mim...sei que entrei e sairei deste mundo sozinha...trabalho agora o desapego me apegando, sou simples, sou livre, sou ondas no mar a navegar, sou vento que passa calmaria, sou tempestade em copo dágua, sou neurótica às vezes, mas quem não é...
Sou coração! 
Sou...escolho e colho as páginas que quero escrever na minha vida.
E nunca mais, nunca mais vou deixar alguém me fazer duvidar de quem eu sou!



quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Meus temporais internos são ricos!!!





Gratidão! Expresso minha gratidão antes de escrever qualquer coisa. Gratidão pelo que se foi e está perdido, gratidão pelo que agora foi achado. Pelo que era e pelo que realmente é. Pelas nuvens negras no caminho, quantas tempestades eu enfrentei. Nem sempre estava com "guarda-chuva", outras vezes eles nem adiantariam...Os piores momentos da minha "caminhada" foram aqueles que mais me fortaleceram, que mais me fizeram crescer, e se hoje sou algo, e acho que não sou muito, é porque lá trás vieram as turbulências, as separações bruscas, os cortes, as desilusões, os sofrimentos, as perdas sem sentido (que agora fazem todo o sentido).
Gratidão à vida! Por descobrir que é preciso ser fraco para ser forte, que é preciso chorar muito para rir de novo, que é preciso desapegar-se para receber outros presentes, que é preciso recolher-se em si mesmo para voltar aos círculos de pessoas.
A vida não tem regra! A vida não é um jogo de cartas marcadas, mas sim, a vida é curta, e estamos aqui como mero aprendizes...Que eu não precise mais aprender pela dor, que eu consiga ter discernimento, paciência, perseverança, que eu não tenha medos bobos de dar novos passos, ter ficado sozinha durante muito tempo (sozinha de familia, de amores, de amigos mas nunca sozinha de mim) me fez ser mais "gente", mais ser humano, mais verdade menos conceito, mais ar menos ruptura, mais simples menos arrogante. 
Me aproximo e recebo o que preciso. Já aceito sem discutir. Procuro tratar a todos, até mesmo os que não merecem, da mesma forma e ternura, e com o mesmo amor, não me cabe julgá-los. Aprendi a me proteger mais, a falar menos...
Agora espero as nuvens negras, elas sempre aparecem e de desfazem da mesma forma, não me assustam mais. Meus temporais internos são ricos!
Aprendi que independente de mim, ou qualquer coisa o sol sempre volta a brilhar, todos os dias, e não há nada que dure para sempre, inclusive nós! Pequenos, frágeis e tolos em nossa ambiguidade. Tolos seres humanos...perdemos tempo com o que não importa e nos perdemos nos detalhes quando tudo é muito simples e claro. Fácil, nós que complicamos. Não temos coragem de seguir e fingimos ser "flor" quando estamos em puro lodo...pior é o lodo interno! Mas esse, cada um precisa limpar a seu tempo...
Eu vou para o sol! Vou para a vida! Vou por aí rumo ao desconhecido de coração aberto e livre. Não tenho medo de ser quem sou, de dizer "eu te amo" tantas vezes eu acredite que ame mesmo, o amor é meu, dou a quem quiser, recolho, regenero e me entrego. Eis meu processo! Não quero promessas, nem admiração exagerada, quero só verdade e não precisa ser falada, por ser só sentida. Porque eu sempre sinto quem é de verdade!Sempre! Minha gratidão aos "de verdade"...

    

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Na solidão da garrafa jogada ao mar


Das profundezas do seu ser chega um chamado que diz que é preciso partir, mudar, trocar, modificar. Mas você ainda não tem coragem de lançar-se no desconhecido, você ainda hesita e perde tempo, perde noites de sono, perde vida. Na solidão da garrafa lançada ao mar, apenas uma carta, poucos dizeres e não se sabe se chegará ao seu destino. Existe destino afinal? Palavras lançadas ao vento! Num mar de mistérios, sobre uma calma fingida.
Me reergo de novo, depois de outra queda, depois de outras dores e são tantas...mas as dores já não me bloqueiam, aprendi a tirar proveito delas...sigo no meu porto solidão. Não! 
Não quero fingir, ser quem não sou, mas também não procuro entendimento. Só , quero estar só e desfrutar a maldita solidão. Que as ondas se encarreguem de levar e trazer o que tiver de vir. Cá estou, pronta, pés descalços na areia, mirando o horizonte. Sei que algo está por vir...só não consigo identificar se é bom ou ruim...desta vez não temo, me entrego ao meu destino...Existe destino, afinal?...

sábado, 20 de abril de 2013

Coisas boas estão por vir...


As pessoas sempre acham que te conhecem, que são próximas, íntimas o suficiente pra vir te "aconselhar", dizer aquelas frases feitas de solidariedade, dizer que "foi melhor assim", dizer que "já passei por isso, sei o que sente", ou dar um veredito final "esquece", "segue outro caminho". Na ânsia de ajudar esquecem de nos ouvir, esquecem que não podemos atropelar o que somos, quem somos e o que sentimos. Algumas nem fazer por mal...Outras adoram tocar no assunto para ver como você reage, se fica sem jeito e tal...
Graças a deus que somos seres únicos, capazes, fortes na essência e quando nos esquecemos disto a vida vem e nos mostra que precisamos evoluir, seguir o caminho que nos comprometemos a trilhar, a missão com a qual nos responsabilizamos. E então ela nos tira de "circulação", como seres frágeis que somos, sofremos porque nossa ignorância não nos deixa entender. E não, não temos que entender nada, temos que aceitar e seguir, porque não dá para ficar esperando que as soluções caiam do céu, que a dor vai estancar de um dia para o outro, que o amor vai acabar de um dia para o outro (apesar de já ter ouvido isso não acredito que se ele for de verdade acabe assim), que Deus não seria terrível com as criaturas que ele mesmo criou, que nada é para nosso mal...
Filosofia? Talvez...Aos pouquinhos a gente vai entendendo algumas coisas, vai sentido outras tantas, vai se desvencilhando de velhos pré-conceitos, ouve uma frase solta aqui, recebe um elogio lá e percebe que a vida só te dá aquilo que você projeta. 
Nunca me perdi da minha essência, dos meus valores, da minha sensibilidade e intuição...nunca deixei de ser quem realmente sou, sempre estive comigo, sempre! Duvidei muitas vezes de quem eu era, mas sempre me reencontrei em mim...e me amo! Me amo pelo que sou, como sou, de onde vim, tudo que já fiz, alunos que ensinei, pessoas que trabalhei, textos que escrevi (assim como este), e nunca, nunca passei por cima de ninguém, nunca tratei mal, inclusive nos relacionamentos...dos piores aos melhores, nunca mudei pra agradar, nunca deixei de dar minha opinião, nunca deixar de fazer nada do que fazia, sim, eu cedi assim como eles, mas sempre sendo EU. 
Agora me deparo em um novo momento da minha vida, com novas escolhas, algumas que fui obrigada a fazer, sozinha de novo, trabalhando sozinha, morando sozinha, vivendo sozinha, amando sozinha, atuando sozinha, escrevendo sozinha...mas não sozinha de mim. Se é que me entendem...Um momento difícil por um lado, mas tão rico de descobertas nessa introspecção toda. Tão rico de ideias, de criação, de silêncios...de chuvas...de cafés pensativos, de música alta, de dança, de poesia, de riso fácil, de lágrimas bobas que aparecem de vez em quando...Já não sofro como outrora...entendo as coisas de um outra ângulo e mesmo que todos me digam milhões de coisas, ainda escuto meu coração, afinal ele está comigo desde o dia que nasci. Ele sabe de mim, ele me conhece, ele me escuta, ele me diz...vou contra tudo e todos sim! Porque a voz do meu coração sempre falou mais alto! No trabalho, na familia, nos amores, e sei que muitas vezes isso teve um preço alto e doloroso, mas ao mesmo tempo libertador!
E eu vou assim...bem desse jeitinho, seguindo, andando, devagar, com mais calma, chorando sim quando sinto vontade, rindo de coisas bobas, sendo desastrada nos afazeres domésticos como só eu consigo ser (esses dias bati a cabeça na estante ao ligar o dvd, arroxou e ficou ridículo, não acreditei que consegui essa façanha). Minha vida! Minhas escolhas! Meu amor! Minhas dores! Minha bagagem de vida! E onde todos veem coisas ruins, fins eu vejo recomeços, inclusive de uma nova Lisi. Uma Lisi que eu sempre escondi, e sufoquei por anos...
E olha, amigos e nem tão amigos assim, num futuro bem, mas bem próximo eu vejo só coisas boas. Me desculpem, mas é o que meu coração diz, agora é só uma pausa dolorosa e estratégica para o que virá e já está a caminho...



E pra mim...estas "grandes" são as mais simples que tanto sonhei...

sábado, 9 de março de 2013

Em tempos de desmoronamento...


Desde sempre eu aprendi a lidar com a dor de duas formas: atuando ou escrevendo! Assim eu a sinto de verdade e procuro entendê-la, até que ela possa seguir seu caminho e eu o meu. A dor não é para sempre! A tristeza não é para sempre, o amor não é para sempre, nada é para sempre!
Com o passar dos anos a gente vai aprendendo a lidar um pouquinho mais com a dor, não que consigamos exterminá-la, mas a gente já consegue tomar um café olhando olho no olho sem tanto medo e tanta pressa que ela vá embora.
Em "tempos de desmoronamento", quando tudo desaba, e num piscar de olhos, o choque é tão grande que primeiro ficamos inertes, confusos, não conseguimos nos mover. Mas aos poucos, lá está ela, a dor vai tomando conta do corpo todo, rasgando suas entranhas e você se dá conta que já conhece aquela sensação, afinal já teve tantas na sua vida... 
Sabemos que existem outros caminhos, outros trabalhos, outros amores, novas perspectivas, mas precisamos nos entregar um pouco sabe, sentar no meio da caminho, respirar e chorar e sentir essa maldita dor. Sentir! Não finja que nada está acontecendo, pois está! Não tente agir  como se estivesse tudo bem, não está! E quanto mais você mentir para si mesmo, mais vai sofrer, mais vai doer e você vai se aniquilar, ao pouquinhos, como se cada parte fosse arrancada do seu coração com pequenos rasgos, que se tornam difíceis de juntar.
Lá na frente, quando você decidi seguir seu caminho novamente, guardando o que restou dos pedaços de você que se rasgaram, você sente que nada foi em vão, a dor nunca é. As lágrimas sentidas não são, as perdas, sejam elas emocionais, profissionais, familiares, nunca são por acaso. Talvez tenha que se perder tanto agora e desmoronar por completo para ganhar algo lá na frente e ser feliz.
Não sei lidar por completo com a minha dor nas horas de desmoronamento, mas já aprendi a respeitar o momento dela e o meu. Durante o dia, não deixo ela tomar conta, a noite quando ela costuma bater mais forte, eu coloco uma música triste, deixo ela vir, sinto, sofro, desligo o som, enxugo as lágrimas e sigo! Não dou mais tanto espaço como antigamente, mas também não a escondo de mim.
Agora estou desmoronando um pouco todo dia, não me permito mais cair por completo, de uma só vez. Assim, dói menos! O complicado é sempre o recomeço, sacudir a terra toda por cima de você, levantar-se e juntar cada pedaço seu que se perdeu no meio disso tudo.
Mas dá para juntar? Dá para recomeçar? Esquecer? São processos! Processos do nosso insuportável ser...
Não existem respostas mágicas, infelizmente! Minha impaciência sempre me faz pensar nelas. Seria tão mais fácil apertar um botão e PLIM, resposta recebida com sucesso! Escolhas que você tomaria com a certeza de não ter que voltar atrás quando desmoronasse tudo.
Agora a certeza que tenho no meio dos escombros que restaram de mim é quem eu sou, o que eu quero, quem eu amo e para onde vou...Já é algo, não? Não sou do tipo de se lamentar demais, não vou ficar muito tempo parada limpando "restos". Vou! Coração partido, é verdade, mas com a certeza de que lá na frente, algo melhor me espera!






sábado, 23 de fevereiro de 2013

A vida passa...será que já estou "passada"?


Se me perguntassem como estou hoje e como estaria vendo as coisas, seria mais ou menos como a figura acima. Chuva, porque a chuva sempre me atraiu ( e acalmou!). Sei que há luzes, há uma estrada, tem gente na minha frente, mas ainda está tudo meio embassado. O tempo está passando, cada vez mais depressa, cada vez mais prepotente e sem piedade e eu já não acompanho mais tanta mudança.
Eu tento! Juro que tento!. Eu vou lá corro, realizo, busco, retorno, erro, acerto, mas quem é que estou tentando enganar? Já foi meu tempo de  "dançar na chuva" pensando que amanhã pode ser diferente. Já aprendi dolorosamente que não vai. Trabalhos perdidos não retornam, amores que vão não voltam, pessoas que se perderam não ressurgem, minutos perdidos não retornam, oportunidades questionadas foram lançadas na mão de outros...
Deprimida? Não! Só estou triste hoje e quem sabe amanhã não esteja. Por que estar triste é um estado, e nem sempre tem motivo, é meio assim como gripe, sabe? Vem de repente e daqui a pouco passa, mas acaba nos "derrubando".
Talvez eu esteja "passada", sabe fruta que não é colhida e passa do ponto? Talvez eu tenha perdido tempo, me preocupando com quem não devia, perdendo tempo com quem não merecia e aí quando me olhei no espelho...onde eu fui parar? Onde estou? Aonde cheguei? Para onde quero ir realmente?
Qual minha meta? São tantas, eu ainda tenho tantos planos, mas ninguém mais acredita. Eu sonho todo dia, tenho ideias, invento moda, crio, escrevo, busco, sou uma insatisfeita positiva, mas acho que caí no descrédito. No meu próprio descrédito. Paulo Coelho, que há muito deixei de ler, dizia que todo guerreiro da luz tem que duvidar às vezes do seu caminho para não pecar por orgulho. Não sou orgulhosa mas sempre estou em dúvida. Sempre! Em todos os sentidos, e disfarço bem, pois ninguém percebe. Será que receberei minha espadinha de guerreira da luz?
Tem gente que acha que sou uma líder, outros super determinada e decidida, serena (rárárá), e tantas outras coisas...eu rio por dentro. Se soubessem...se sentissem tudo o que eu sinto todo dia...mas aprendi a lidar com a emoção, não guardo nada, falo sempre, hoje em dia sem tanto impulso, mais pensado, mais ponderado, mas falo.
E escrevo! Terapia funcional, principalmente nos abençoados dias de chuva...
Tento ser autêntica, mas descobri que isso incomoda muito. De alguma forma ou outra, eu sempre incomodo. 
Que chova então! Pelo menos da minha janela, mesmo embassada, ainda vejo luzes coloridas e sei que meu caminho está lá, mesmo que eu o tenha perdido de vista.
O que é meu, virá!


segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Palavra-chave: VERDADE!

Após o intensivo "O Ator e Sua Verdade", ministrei uma oficina de clown, a pedido para um grupo de Taquara, a "Oficina de Clown - Uma Experiência da Nobre Arte de ser Palhaço". Novamente jogamos com a verdade em cena, a pureza, a inocência e eu vi e ouvi tanta coisa maravilhosa. Pessoas disponíveis, entregues ao processo de expor seu ridículo e fraquezas.

Encerramento do Curso de Clown no Alpen Park

Ambos os cursos foram permeados pela questão da verdade em cena, da verdade do ator e eu me vi questionando a minha verdade. A minha verdade enquanto diretora, atriz, professora...não consegui mais parar de pensar nisso, pois não posso ir contra minha natureza e contra os princípios que eu mesma "prego". Afinal, qual é minha verdade agora? A minha verdade é que ando trabalhando com um bando de gente hipócrita, que me tem como "mão-de-obra barata e qualificada", porque não me valorizam, não falo da questão financeira, mas de respeito mesmo. Agem conforme convém, e não são justos como deviam, não mesmo. Me questiono diversas vezes sobre o que adianta estudar pra caramba, pesquisar, tratar as pessoas com respeito, ser honesta comigo e com os outros, trabalhar com disciplina, com verdade, se pessoas a minha volta fazem exatamente o oposto e são muito mais valorizadas e "ovacionadas" do que eu? Sempre digo que artista gosta de carinho, antes de qualquer coisa, então quando nos magoam, isto tem um efeito colateral inimaginável...somos muito mais sensíveis que os seres "ditos normais", sofremos mais...erramos mais!
Tenho procurado seguir uma linha de pensamento lógico, com boas ações, entre elas, mas às vezes, acho que não tenho saído do lugar. Por que eu não puxo saco dos diretores como a maioria dos meus colegas fazem? (detalhe, eles acabam conseguindo mesmo o que querem com isso...pasmem!)Por que eu não baixo a cabeça e concordo, apenas? Por que eu não levanto bandeiras de partidos, siglas ou compro guerras pessoais, só pra fingir que me importo como tanta gente faz...Assim como palhaço, devo ser uma fracassada! Uma ridícula por acreditar nas coisas quem ninguém mais dá bola! E sinto que é chegada a hora de seguir outras verdades minhas, que ando deixando de lado. Não consigo disfarçar, fingir ou ignorar. 
Tenho aprendido importantes lições com todos que tenho trabalhado, desde o segurança ao coordenador geral, desde a faxineira a produtora executiva e por aí vai...
Só peço mais respeito, sabe? Respeito pelo meu trabalho, por quem sou, pela minha história...não sou melhor do que ninguém, mas coloco sempre verdade e coração nas coisas que faço, mesmo que muitos achem insignificante ou atropelem o que pra mim era um ato cênico especial. Tenho muita "estrada", mas não faço questão de ficar falando nas rodas sociais, ou nas redes sociais postando fotos, para me gabar como vejo os meus "colegas" com um toque de "sinta-se um lixo sei mais que você" fazer. Pobres criaturas desalmadas!Desalmadas de sutilezas e sensibilidades, inerente aos VERDADEIROS artistas.
Então, eu sou palhaça, vivo de instantes...
E apesar de tudo isso, também tem gente muito boa e especial que tenho convivido em mágicos instantes que a arte sempre me proporciona! E isso, caríssimos "empreendedores do meio artístico", "leiloeiros do entretenimento", isso vocês NUNCA vão entender, e NUNCA vão comprar. De mim, jamais!


quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Adeus 2012...hola que tal, 2013?


Eu não podia começar 2013 sem me despedir à altura de 2012. A melhor palavra que define este ano foi RECONSTRUÇÃO! O ano que comecei a me reerguer depois de mudanças sofridas e doídas que 2011 deixou. O ano que descobri amigos novos que me estenderam a mão quando eu pensei estar sozinha, o ano de trabalhos maravilhosos que surgiram unicamente pelo esforço do meu trabalho como UCS, Maratona de Monólogos, turmas de teatro, Chegada do Papai Noel em Canela, Korvatunturi e a direção do "Xará-xaxá" que foi longe, bem mais do que pensei, e de "Esperando Noel" onde a emoção aflorou.
Acabei o ano trabalhando muito, no Korvatunturi, nos Boticários do Natal, encerrando turmas, vivendo arte...
Organizei algumas pendengas financeiras, me aproximei de alguns familiares, cuidei mais do meu espiritual, me diverti muito com pouco, fui feliz de forma simples, terminei dois de  estágios de Artes Visuais que havia desistindo e me preparo para a formatura em 2013. Escrevi, ensaiei muito, estudei, li, reli, refiz, rabisquei,mas sempre segui!
Perdi aqui e ganhei ali. A vida e seus ciclos! Meu saldo em 2012 foi positivo, ano difícil em alguns aspectos mas extremamente vitorioso em outros. Nunca tive medo de lutar! De recomeçar, de aprender, de fazer , muito menos de trabalhar. E trabalhei, como trabalhei em 2012, com o que mais amo: TEATRO!
Também tive o amor, o carinho, a força o apoio, do meu grande parceiro de sempre, o "Kohler" como carinhosamente o chamo, tivemos um atrito sério no meio do ano, mas que nos deixou mais fortes e certos do quanto ainda temos a aprender um com o outro...e como aprendi com ele, nossa!Isso é amor! Amor de verdade move montanha e nos dá força para fazer coisas inimagináveis...
Minha filha linda, querida, passou, não ficou doente, e foi uma filha querida na maioria das vezes. Também amo muito e sempre e ela sabe disso!
O mundo não acabou, a vida continua, os sonhos, as buscas pessoais e profissionais e tem tanto ainda a realizar, tem tanta coisa que eu quero fazer, lugares a conhecer, sensações a experimentar, fiz 36 anos e me sinto com 15...bem doida e muito feliz! SIM!
Este ano vou arriscar em outras áreas, em outros lados, em outras cidades e países, quero ir mais, na minha busca pessoal...vou tentar coisas que nunca me passaram pela cabeça, unicamente por tentar, seguindo sempre meu coração e minha intuição.
Adeus 2012, obrigado por todo o aprendizado que você me trouxe e momentos tão especiais, mesmo os doloridos...
Boas festas com Kohler
2013 meu caro, hola! Como esta? Bienvenido!
Fotos de uma breve retrospectiva:


Ao lado "Xará- xaxá" no Vidigal no RJ em setembro


"Os Boticários do Natal - 2012"



Eu atuando em Korvatunturi










sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Pessoas e Afinidades...


Pessoas e afinidades...não há como não concordar que nos aproximamos das pessoas pelas afinidades que temos e óbvio, nos separamos delas quando deixamos de nos "afinar"...Primeiramente existe uma aproximação, que pode ser formal ou informal, logo estabelece-se uma relação que vem geralmente com uma certa simpatia pela forma como a pessoa expressa suas ideias, ou pelo simples fato como sorri. Então começam a afinidade dos gostos, sejam eles grotescos ou elegantes. E pronto, estamos em afinidade completa com a pessoa.
Não estou aqui falando da afinidade homem x mulher não, ou de relações amorosas, estou falando das afinidades de caráter, de conduta, de amizades, afinidades que nos levam a fazer escolhas que por vezes nos colocam em conflito com nossos próprios valores. 
Poderíamos trocar afinidade por "energia", sim, as pessoas se aproximam por energias, e aí acontecem as famosas "seleções naturais", quando vemos estamos perto de pessoas que jamais sonharíamos e distantes de outras que colocávamos a "mão no fogo". O tempo passa...a vida segue seu rumo e muitas vezes é implacável conosco. Nem sempre temos escolha, mas sempre podemos retornar! 
Mas e quando descobrimos instantaneamente que não temos afinidade nenhuma com  as pessoas que são colocadas em nossa vida? E temos que conviver um certo tempo com este desafeto? Mesmo que você queira ou tente, a afinidade é restrita ou quase inexistente. É espontâneo, não tem como fingir!
Dizem que nada acontece por acaso não é? Talvez...mas quando nos colocam pessoas que não estão em "sintonia" conosco, devemos pensar: "O que nessa pessoa me incomoda tanto?", "Por quê?", "O que preciso aprender com esta situação?" Exercitar tolerância e paciência é um dom de poucos, mas é válido aqui!.
Se não nos afinamos com a pessoa, de certa forma estamos nos "afinando" enquanto gente, enquanto ser que pensa, que intui, que reage, que busca, que sonha, que ama, que luta, que vive de verdade, e quando nos colocam pessoas que vivem num "embate", podemos assim dizer de valores conosco, não há como "engolir", não há como "disfarçar", não há como "fingir". A ânsia é imediata!
No meio em que estamos, procure pessoas que tenham "afinidades" com você, sejam poucas ou várias, mas que você possa sentir-se a vontade de ser quem você é e como é, sem precisar provar nada a ninguém. Quem se "afina" se aceita e sobretudo respeita o outro!
Eu estou farta de gente que não agrega e só dissimula, só desafina o todo em prol de si. Isso tem me feito muito mal ultimamente!

sábado, 25 de agosto de 2012

Amor...amor...


Então, alguém sabe afinal o que é o amor? Poetas falam sobre ele há séculos, pessoas passam a vida o procurando e lamentam quando não conseguem. Segundo o site da Wikipédia 
 "A palavra amor (do latim amor) presta-se a múltiplos significados na língua portuguesa. Pode significar afeição, compaixão, misericórdia, ou ainda, inclinação, atração, apetite, paixão, querer bem, satisfação, conquista, desejo, libido, etc. O conceito mais popular de amor envolve, de modo geral, a formação de um vínculo emocional com alguém, ou com algum objeto que seja capaz de receber este comportamento amoroso e enviar os estímulos sensoriais e psicológicos necessários para a sua manutenção e motivação. É tido por muitos como a maior de todas as conquistas do ser."

Interessante definição! Oscar Wilde, um grande dramaturgo, diz que "Não é o perfeito, mas o imperfeito, que precisa de amor" ou ainda, "O segredo do amor é maior do que o segredo da morte."
Ah sim...há segredos no amor, isso há! Há indefinições nas próprias tentativas de definições afinal, as pessoas não são iguais, e o que é amor para um, pode não ser para outro. O amor que deu certo para alguns com suas fórmulas (se é que existem fórmulas) pode não ser tão eficaz para outro casal...
Maria Rita, cantora brasileira maravilhosa, filha de Elis Regina, em música diz que :


"Se perguntar o que é o amor pra mim 
Não sei responder
Não sei explicar
Mas sei que o amor nasceu dentro de mim
Me fez renascer
Me fez despertar
Me disseram uma vez
Que o danado do amor
Pode ser fatal
Dor sem ter remédio pra curar
Me disseram também
Que o amor faz bem
E que vence o mal
E até hoje ninguém conseguiu definir
O que é o amor

Quando a gente ama, brilha mais que o sol
É muita luz
É emoção
O amor
Quando a gente ama, é um clarão do luar
Que vem abençoar
O nosso amor"
E para mim? O que significa amor pra mim? Bom, hoje eu penso bem diferente em relação ao amor. Na adolescência eu confundia paixões avassaladoras com amor, não era. Acabei descobrindo das piores formas. Então achei que o pai da minha filha seria meu amor, ate foi um tempo, mas era uma amor diferente e acabou de uma forma tão ruim, amarga, e penso hoje, será que era amor mesmo? Aí passei anos procurando o amor em pessoas e lugares errados e nem sei se era amor o que buscava ou apenas companhia. Então, sem saber, de mansinho, ele apareceu de novo em minha vida, e desta vez, completamente diferente, calmo, respeitoso, carinhoso, forte, intenso...e eu não entendi essa mudança. Fiz a burrada de compará-lo com amores passados e agir da mesma forma, e isso não foi bom! Amor é único, sem fórmula ou acabamento. Ele não vem pronto, se constrói a dois. Troca! De ideias, de sensações, de sentimentos, e claro, entrega! Você precisa correr o risco! E esse é um risco só seu, não pode jogar a culpa no outro, porque ele, ele também se arrisca. Abrir nossa caixa de memórias e mostrá-la ao outro, com todos os nosso defeitos e virtudes é difícil, quase doloroso. Nos expor e expor quem verdadeiramente somos, é algo muito complicado. Mas o outro quando nos ama de verdade, nos recebe de braços abertos, nos emociona com bobagens, nos entende sem que precisemos falar, nos ouve quando mentimos que não precisamos ser ouvidos, nos dá carinho, quando fingimos que não precisamos...amor eu acho que é isso... Não ter medo de "estar", apenas "ser" e sentir, tudo o que vem com ele. Não enganem-se que com o amor só vem coisas boas, não! Ele não é perfeito! Ele também traz suas "nhacas" e não tem como não trazer, afinal somos apenas seres humanos e na ânsia de acertar, vivemos errando. Ainda há muito o que aprender com ele e sobre ele. O importante é nunca barrar o amor, deixe ele entrar na sua vida, o receba bem, trate com carinho, pelo tempo que tiver de ser...pois ele também tem prazo de validade, ele também se esgota, ele também cansa, ele também sofre, ele também chora, fica triste, desiludido, amor não é estranho, brota de nós mesmos, de dentro sabe, e como tal, precisa sair, precisa ser compartilhado. Não da para amar sozinho! Mas também meus amigos, não dá mesmo para viver sem ele, principalmente depois que você conheceu seu "gostinho".
Seguimos amando então?






quarta-feira, 25 de julho de 2012

Ponto Morto

 

E então você "desengata" as marchas, já não pode dar ré, só resta andar em ponto morto, até saber onde tudo isso vai parar. Não é que esteja entregando os pontos, mas deixando de querer ter o controle de tudo...
Você se arrisca, claro, mas não peca por medo da entrega. Nessa "levada" observa os vidros da vida e vê quem passou por ela, quem você tirou da sua vida e nem sequer deu uma segunda chance, quem você insiste em afastar, no banco do  carona , não há ninguém sentado. Mais uma vez você encontra-se só! Não, não é triste, a escolha foi sua lembra? No porta-malas há apenas uma mala, com poucas coisas, afinal você viveu se desafazendo de tudo, só ficaram lembranças e estas, nem sempre são boas!
No rádio nada sintoniza. Talvez você esteja fora de sintonia, sem transmissão alguma. Um nada!
Quando aprendemos a dirigir passamos por inúmeros testes, desde teóricos até práticos, e finalmente tiramos nossa "habilitação" como condutores...Nunca falam em ponto morto, pelo contrário, dizem que não é bom deixar o carro assim em descidas, pode até ser perigoso...Não nos explicam muitas coisas e a gente vai "guiando" pela cidade com medo. Medo de estacionar, de bater, de dar ré, medo de dirigir por si! Quando estamos em "ponto morto" só precisamos manejar a direção, não é preciso trocar marchas, basta "seguir o embalo"...mas uma hora ele para! Sempre pára!
Na rota da vida, ninguém nos ensinou a lidar com a gente, com os sentimentos frustrados, com a sensação de medo, solidão, perdas, danos, amores...Não nos passaram esta lição. Nos deram a chave do carro e disseram: "Dirija"! Siga! Ande! Cuidado com as imprudências! E como é difícil dirigir sozinho, ou ter deixado os companheiros de viagem na parada anterior. Algumas viagens são só suas de mais ninguém, afinal você não pode colocar outras vidas em risco quando se está em "ponto morto".
Você tem várias possibilidades, afinal a chave ainda está com você, mas você também pode sair deste ponto, abandonar tudo e seguir a pé, de um novo ponto.Você pediu amor, recebeu! Pediu trabalho, recebeu! Recebeu coisas que não pediu, talvez não aqui, mas teve de aceitar. Ouvi que a "felicidade não é deste mundo". Sim, estamos de passagem na rodovia na vida, mas será mesmo que nos colocariam com a chave nas mãos se não fosse para ser feliz? Talvez não exista felicidade plena, completa, mas poxa vida, eu já fui feliz várias vezes e tanto...Só me perdi no caminho agora, peguei atalhos, dirigi em alta velocidade onde não precisava estacionei em lugares errados e permaneci errando por tanto tempo...Atropelei pessoas que não cumpriram minhas exigências (e quem penso que sou para exigir algo). Fui atropelada, arranhada, batida, riscada diversas vezes por pessoas que achei, eram perfeitas! A minha estrada está um pouco deserta, cheia de solidão e pó...mas ainda não parei de dirijir. Se peguei a estrada errada, posso tentar mudar de direção, ainda dá tempo, afinal o ponto morto tem movimento. E as marchas, bem elas esperam insistentes para serem trocadas. TUDO DEPENDE DE MIM!



segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Essa tal intimidade...



Você passa muito tempo querendo alguém que te conheça na sua “intimidade”, e claro, que respeite seu espaço. Então, finalmente você conhece alguém, se apaixona, faz promessas, quase juras de amor, em qualquer instante do dia, é só nela que você pensa. O tempo todo.

Então você se entrega! Entrega seu corpo, seu coração, sua alma, se entrega como há muito tempo não fazia, só fingia! E o amor vai bem obrigado. Agora não se dividem apenas juras, mas realidades, contas, espaços da casa, espaços na vida um do outro. Moram juntos. Unem escovas, dividem gavetas, cada um tem seu espaço na cama. Cada um tem um espaço maior na casa e na vida do outro. Junto com esse espaço, vem também tudo aquilo que você mais ama no outro e claro, aquilo que você nem sabia que detestava.Pasmem, a tal “intimidade”.

Ser íntimo de alguém é ouvir reclamações sobre você: o quanto você ocupa espaço e é desorganizada, o quanto você deve cuidar quando ir no banheiro para não deixar nenhum cabelo na pia, pois isso irrita seu parceiro. Cuidar, limpar, organizar, fazer, ouvir...os verbos de ação começam a fazer parte do seu vocabulário. No outro você também tem que dividir as músicas que ele ouve e claro, nem sempre são as que você mais gosta, dividir  programas de televisão, adaptar-se assim como um camaleão a este novo meio, que passou a ser a casa de vocês. Difícil? Muito! Todo dia é um exercício de paciência, de compartilhamento de adaptação. Agora, não existe mais aquele cuidado inicial, quando você cuidava o que falava porque mal conhecia o outro e temia que ele também conhecesse o seu monstro interno, que estava pronto para ser acordado.

Passam-se os dias. Sua calma é testada e você se pergunta: “ Até que ponto vale tudo isso?”, será que você quer mesmo partilhar da sua “intimidade” e conhecer a do outro? Muitas perguntas, algumas ainda sem resposta. Juntar “escovas” é um ato de coragem, sobretudo de amor. Nos tempos modernos em que amor virou “piegas” e sexo é vendido barato, até dentro da sua casa numa sucessão de inversão de valores, quando você toma coragem e assume viver a sua vida ao lado da outra pessoa, é sim, um grande ato de amor e coragem.

Íntimos. Sempre! Você divide a parte chata e até se estressa com ela, mas é bom ter ao lado alguém que te conhece tanto, que você não precisa falar, basta olhar ou respirar. Se colocasse na balança, as qualidades do outro,  são muito maiores que seus defeitos e você só tem que se policiar e pensar no que é bom, deixando o “não tão bom” para momentos “íntimos” e que se fala sobre isso numa boa, tentando melhorar a convivência diária. Conviver! Não fomos feitos para viver sozinhos, mas passamos a vida tentando provar aos outros que sim, somos eremitas das nossas emoções.

A intimidade é uma ponte entre você e seu amor, você e seus filhos, você e seus amigos. Depende unicamente daquilo que você quer ou não compartilhar, mas para dar é preciso receber, ouvir e também entender a intimidade do outro. Se não é fácil para você, também não deve ser nada fácil para seu parceiro. Pense nisso! Ah, e preocupe-se mesmo quando não houver nenhuma reclamação sobre essa tal intimidade, aí sim, as coisas fugiram do controle. Enquanto houver intimidade de verdade haverá sempre reclamações, faz parte e pode ser bem divertido se você souber tirar proveito da situação e dar boas risadas. (Lisi Berti – 03/02/12 - POA)





domingo, 25 de dezembro de 2011

O Natal é um estado, não um evento!

25 de dezembro de 2011. Pelos rumores e calendário maia ano que vem o mundo terá acabado...(piadinha!) Aproveito e escrevo este ano, então! Na fé cristã, hoje seria o nascimento do menino, do Salvador, de Jesus! Não sou muito cristã, mas tenho fé! Nesta época do ano somos atrolhados de amigos secreto, festas, comilanças, reuniões e jantares com família. Por vezes até gostamos, outras tantas cumprimos obrigações. Nossas cidades possuem decorações que deixam os turistas enlouquecidos, espetáculos natalinos, trânsito caótico...e por aí vai.
Me pergunto: Natal é um estado ou um evento? Quando falo que não gosto de Natal, as pessoas me olham atravessadas, como se eu estivesse profanando este "espírito natalino". Nem quando criança gostava, morria de medo do Papai Noel e na maioria das vezes nunca ganhei nada do que pedi. Minha família nunca foi tradicional, existia uma tentativa de "unir" a família no Natal, mas sempre lembro de passar essa data com vizinhos, amigos ou simplesmente não comemorar. Natal sempre teve um tom melancólico, eu nunca entendi bem porque...Agora começo a entender...
Não gosto de Natal não pelo que realmente representa, mas como ele tem sido na mídia, na vida real...consumo, reuniões, presentes trocados, abraços dados, quase ritualísticos. Gosto do simples, gosto da quebra do ritual. Acho hipócrita reunir família quando esta, briga o ano todo (aqui falo da minha unicamente). Qual o sentido de trocar presente e abraçar pessoas que não querem isso. É preciso existir uma vontade, um querer de coração e não sinto isso...
Trabalhar no Natal sempre pareceu uma boa saída para mim, até ter uma filha que adora Natal, árvore, enfeites,e todo o hohoho que vocês já sabem. Procurei não quebrar o ritual dela, mas não mudei o meu modo de pensar. Me diverti mais apenas, confesso...
Natal não é um evento, uma data, um ritual, um "reunir", um "presentear", uma "comilança absurda", Natal na verdade é uma data inventada por nós, seres humanos que passou a ser celebrada no mundo, com diferentes tradições. Palavra chave: "tradição"
Me desculpem os cristãos, os tradicionais, os natalinos convictos, os "família unida", os doentes por ceias exuberantes, os malucos por árvores e enfeites, Natal pra mim é um estado de espírito que deveria durar todos os dias...porque presentear só no fim do ano? Por que reunir a família para ceia só no fim do ano? Por que fazer amigo secreto só no fim do ano? Por que enfeitar a casa  e tantas outras coisas só no fim do ano...e pior, por que só refletir e pensar na vida só nesta época?
Tenho sido forçada a fazer isso em todo 2011, então posso dizer que pra mim, pela reflexão, Natal foi todos os dias...me reuni com muitos, recebi sim muitos abraços, nem todos eram verdadeiros, mas recebi. Me afastei de pessoas que nunca pensei ser possível, fui afastada também por outras que diziam me amar, amei, fui amada, na mesma proporção que excluí e fui excluída...Vida real meus caros!
Se eu tinha medo do Papai Noel na infância agora tenho medo da vida real, mas não fujo dela como fazia com o Noel e chorava, encaro, mesmo com dor, com medo, frustrada, desacreditada, eu vou!
Peito aberto! Peito cheio de cicatrizes das batalhas travadas em guerras pessoais, seguindo!
Nessa época em que todos tem frases feitas para postar, frases célebres para falar, religiões para celebrar, amigos "de fé" para se apoiar...eu vou indo! Não me apoio em nada. Pés no chão, mãos livres, olhos mesmo marejados, mas firmes!
Não me entrego ao acaso, não desisto por pouca coisa, não julgo sem ter certeza e quando o faço se possível, revejo e me desculpo. Sou eu, mais velha, mais lúcida, menos "tradicional". 
Que possamos viver cada Natal não como um evento consumista, mas como um estado de espera e de busca, de palavras silenciosas, de procura acabada...que possamos brindar a vida, com a saúde que nos foi dada, com o talento que cada um tem e sabe que tem, com a fé...independente de qual for...
Isso pra mim é o "estado" de Natal...um estado constante de alerta sobre nós mesmos!!!
Então, feliz natal a todos nós, seres em alerta constantes...


terça-feira, 22 de novembro de 2011

Mandela e eu...

Nelson Mandela diz: "Nosso medo mais profundo não é crer que somos inadequados. Nosso medo mais profundo é saber que somos poderosos além da conta. É nossa LUZ que nos assusta. Nos perguntamos: Quem sou eu para me sentir brilhante? Mas, na realidade, quem é você para não se sentir assim? Seu jogo de ser insignificante não serve ao mundo. Não tem nada de iluminação em fazer-se menor com a finalidade de outras pessoas não se sentirem inseguras ao seu redor. Todos podemos brilhar, tal como fazem as crianças. Todos nascemos para manifestar a Glória de Deus, que se encontra em nosso interior. Esta Glória não está dentro de uns, está dentro de todos nós. E, quando permitimos que nossa própria luz brilhe, inconscientemente damos oportunidade à outras pessoas para fazer o mesmo. Á medida que vamos liberando nossos medos, nossa presença libera os outros automaticamente."
Nesse momento, quem sou eu para não brilhar e não acreditar na minha luz, ora bolas! Mesmo que a luz esteja um pouco fraquinha agora, ela voltará com intensidade total e logo, ah voltará!!!

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

PASSANDO MINHA VIDA À LIMPO!!!

Sim, a vida está corrida mesmo, que tenho passado pouco por aqui. Entre projetos, sonhos e realidade, eu, meu grupo, meus amigos estamos seguindo. 
A sensação é única: passar a vida à limpo! Tirar de vez o que não serve, o que já foi, desengavetar velhos sonhos, arrumar novos projetos, não ter medo de errar, dizer sim mesmo quando tudo indica não!
Milhões de coisas acontecendo. Milhões de coisas ainda por vir até fim do ano. Respostas sendo aguardadas, outras dadas de forma brusca. Convicções de velhas decisões, que estavam acertadas.
Busca! Tempo passando, todos nós correndo, mas não mais contra o tempo, agora, JUNTO COM ELE!!!

domingo, 18 de setembro de 2011

Dividida entre o mar e o riacho...

A imensidão do mar, a força do mar, a obscuridade do mar, a aparência calma com profundidade que só ele tem. Tantas vezes me senti assim. Pés na areia, olhos fixos nele, linha do horizonte... Molho os pés, mexo na água, piso em falso, mergulho a cabeça , sinto o cheiro, até mesmo o gosto, volto pulando ondas. Mesmo desconhecido, me sinto em casa. Desconfortável para uns, revitalizante pra mim. Não tenho medo, me sinto parte dele. Justamente após a forte tempestade é quando ele está mais pleno e bonito. O movimento das suas ondas, que tudo levam e tanto trazem...Já tive fases como o mar...de ondas calmas, ondas turbulentas, bandeira branca, bandeira vermelha, por vezes preta. Mas não tinha nenhum salva-vidas. Era só eu e ele. Nadar ou morrer no mar...entregar-se ao seu fluxo ou estagnar na areia. 
Agora estou um pouco mais riacho...
A calmaria do riacho, a serenidade do riacho, a transparência do riacho, o fluxo do riacho.
Agora sento na pedra, molho os pés e consigo enxergar outras pedrinhas...O mesmo som...
O mesmo caminho...a diferença? Pedras com limo. Vegetação próxima. Cheiros...Não quero mergulhar, quero fechar os olhos apenas e sentir... Uma pausa estratégica para o que virá...Já sei lidar com chuvas tempestivas ou com pedrinhas lisas, já sei pular ondas ou atravessar o rio apoiando os pés na pedra...sei tanto mas que serve pouco...
As dualidades...as dúvidas...os medos...as diferenças...os ciclos...as alternativas...as milhões de perguntas...as várias respostas...os confrontos...as neuras...os balanços de vida, os recomeços...as novas ideias despertando e sobrepondo-se as velhas ideias que um dia já foram novas...mas o rio em algum ponto encontra o mar...e juntos misturam-se...unem forças, agregam-se.
Agora me vejo entre o poder e a força do mar contraponto a calma e vivacidade do riacho. Um pé lá outro cá...Não sei viver sem os dois...mas sei que juntos só no fim, e eu ainda estou no meio do caminho!
No meio em todos os sentidos, em todas as relações, humores e afetos.
Que eu saiba então me redimir do meu lado maremoto e use a força dos ventos para navegar em mares turbulentos ou que apenas eu sinta que algumas coisas simplesmente precisam seguir da mesma forma para o mesmo lugar, durante muito tempo até terminar seu curso como o riacho...