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quarta-feira, 14 de maio de 2014

Definir o presente?


Será necessário definir o presente para falar de futuro? O presente seria uma vertigem ilusória de momentos passados e futuros? Einstein disse que" o universo é um aglomerado de acontecimentos energéticos superpostos não-simultâneos..." Sim, o mundo está em crise e o nosso desafio nunca foi tão emocional ou emocionante?  O mundo se tornou um gueto criado pelo nosso próprio silêncio. Estamos no meio de um massacre psicológico.  
Minha definição para o presente é vórtice, um turbilhão que se move constantemente para frente e nosso desafio é como o jogo três-marias, cada vez que o peso cai, mais pesos tem que ser pegos de uma só vez. Envolve uma forma de magia natural, com velocidade e destreza e joga com todas as possibilidades que se multiplicam geometricamente. Seria muito mais criativo dar um salto até o futuro e deixar os rastros dos ventos no presente.
Incrivelmente, nada é novo. Não existe numa história de momento, dois momentos semelhantes, eis a contradição. Precisamos ser mais críticos de nós mesmos, entender o que se passa no âmago, dentro de nós. Aí não há silêncios, há um mundo a ser explorado cheio de descobertas inovadoras. Precisamos ser mais experimentadores de si, criar manifestos pessoais, com clarezas, com buscas, com trajetos de caminhos a seguir, a voltar, a desviar...
Essa discussão é tão antiga, como disse, nada é novo. Vivemos a repetição de lições que não aprendemos, e como não aprendemos precisamos repetir...Até quando? Ando me consumindo pelo que está por vir... preciso significar algumas páginas das últimas lições para receber outras.
Descobri embaraçosamente que tenho estado cansada de "gente". Cansada de gente especializada em "representar" dentro e fora dos palcos. Cansada de gente que assim como alguns médicos do mercado negro, se especializam em neurocirurgia sem estudar anatomia. Gente sem firmeza, quero me livrar delas, sabe... quero gente próxima com mais significado como verdade...DE verdade!
Acho que os seres humanos estão se degradando com o passar do tempo, estão falindo enquanto seres ditos "humanos", e se faliu, precisa fechar, precisa parar, precisa reconhecer o que foi e já não é...Precisamos refletir mais sobre o que constitui o visível e invisível, o que realmente nos serve e o que nunca deu certo...o que é nosso por direito e o que precisamos descartar, desapegar...
O sangue está correndo nas veias e correr é escrever...ritmado pelo coração. Meu coração está calmo hoje, meu punho sempre acelerado...há tanto ainda a escrever e escrevendo me relaciono comigo, este é meu jeito de mergulhar em mim...meu lugar de linguagem e espaço. E aqui sigo...escrevendo...escrevendo...escrevendo!

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