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segunda-feira, 22 de setembro de 2014

O Bom e Velho Tapa na Cara


Um bom tapa na cara tem seu valor: ético, moral, porque não, filosófico! Quando falo no tapa na cara, não falo de agressão física e do ato em si, mas sim da forma como as coisas acabam sempre chegando até nós e nos atropelando todos os dias, de forma brutal. A verdade não dita que chega e nos machuca, o fim de algo que não queríamos e relutávamos mas sabíamos que já acabara, a resistência ao novo! O tapa nos tira do eixo, nos "sacode", mexe com nosso íntimo, nos dá raiva, nos deixa por um tempo com "rosto marcado". Minha avó sempre dizia que quem dá o tapa esquece mas quem recebe, jamais! É mais ou menos assim mesmo, a marca fica ali, não no rosto, mas na alma. Dói, lateja, pode até sangrar. Dói tanto que não acreditamos e colocamos a mão no lado que foi agredido, como se isso aliviasse a dor...seres hipócritas que somos! 
Pior que receber o tapa é ver arrependido quem o deu, quem não pensou e agiu por impulso, afinal, tapas não são planejados, eles simplesmente acontecem. De forma imprevisível!
Com o tempo a gente acaba evoluíndo e acaba até oferecendo a outra face, já sabemos o quanto dói e o que devemos fazer para não sangrar. A vida ensina! Sempre! 
Benditos tapas nossos de cada dia! Nos fortalecem como seres irracionais que somos às vezes...

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