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quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Sobre a alegria de dirigir o "Auto da Barca do Inferno"



Mais um ano de aulas, de encerramento de curso de teatro com alunos e o "normal" seria fazer uma montagem simples, com uma apresentação. Mas com 16 alunos da Turma Grandes Autores Teatrais Módulo II que durante o ano, além da aulas fizeram leituras dramatizadas mensais no Aroma Café Literário, não podia ser assim Tinha que ser diferente, num espaço diferente, num horário diferente. Eis que nos vem Gil Vicente, autor português, com seu "Auto da Barca do Inferno" peça que há muitos anos queria dirigir, mas não surgia aquela ânsia criadora...
Decidimos então montar no Grande Hotel Canela, com cinco sessões a meia noite e não é que deu certo?

Ficha Técnica:
Texto: Gil Vicente (adaptação )
Direção: Lisiane Berti
Cenário: Lisiane Berti
Sonoplastia: Erick Bolt e
Preparação Corporal: Luana Serrão
Figurinos: Lu Benetti
Máscaras: Kira Luá
Iluminação: Márcio Holloff
Produção: Giovane Nunes, Isabel Scheid, Rosane Warken e Edel Ramos
Programação Visual: Charle Oliveira

Elenco:
Anjo – Aline Collet
Demônio – Rita Reis
Fidalgo – Odarlan Mapelli
Onzeneiro – Rosane Warken
Sapateiro – Eduardo Rohden
Parvo – Jeovane Fraga
Frade – Raymundo Dantas
Brísida Vaz – Edel Ramos
Judeu – Erick Bolt
Corregedora – Silvana Grade
Procuradora – Nataly Hackenhaar
Enforcada – Núbia Gallas
Cavaleiro – Giovane Nunes
Demônios – Amallia Brandolff e Giu Chiodi
Anjo – Giulia Sironi

Ingressos:
     R$ 30,00 (Aroma Literário, Empório Canela e no local)
     Você pode escolher sentar no céu ou no inferno (há somente 100 lugares)
     Mais informações e reservas de ingressos: (54) 8104.4404
  Datas das apresentações:
Dias 07, 14, 21, 22 e 28 de dezembro

O Inferno

A recepcionista

O onzeneiro

A Procuradora

Demônio e enforcada

Cavaleiro Templário

O Parvo

O anjo

O frade

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Leitura de junho: Édipo Rei


Elenco da leitura de junho

No dia 24 de junho nos reunimos novamente no Aroma Café e Literatura para desta vez lermos "Édipo Rei" de Sófocles.
Sófocles foi um dramaturgo grego, um dos mais importantes escritores de tragédia ao lado de Ésquilo, dentre aqueles cujo trabalho sobreviveu. Suas peças retratam personagens nobres e da realeza. Filho de um rico mercador, Sofilos era dono de uma fábrica de armas e armaduras, nasceu em Colono, perto de Atenas.
Sófocles escreveu 123 peças durante sua vida, mas apenas sete sobreviveram em uma forma completa. Por quase 50 anos, Sófocles foi o mais celebrado dos dramaturgos nos concursos dramáticos da cidade-estado de Atenas, que aconteciam durante as festas religiosa Dionísia. Sófocles competiu em cerca de 30 concursos, venceu 24 e, talvez, nunca ficou abaixo do segundo lugar; em comparação, Ésquilo venceu 14 concursos e foi derrotado por Sófocles várias vezes.
Também trabalhou como ator. Foi ordenado sacerdote de Asclépio, o deus da medicina, e eleito duas vezes para a Junta de Generais, que administrava os negócios civis e militares de Atenas. Dirigiu o departamento do Tesouro, que controlava os fundos da Confederação de Delos.
Vida
Nasceu por volta de 496 a.C., em Colono, cidadezinha dos arredores de Atenas, e ali morreu por volta do ano 406 a.C., aos 90 anos de idade. Teve dois filhos: Iofon de sua esposa Nicostrata e Ariston, de uma concubina. Durante sua vida, foi ator e autor de peças trágicas e sarcásticas. As 7 peças que sobreviveram por inteiras são:
Ajax (450 a.C.) – Historia do segundo melhor soldado grego, Aquiles
Antígona (442 a.C.) – Historia da filha de Edipo com Jocasta
Édipo Rei (430 a.C.) 
Electra (425 a.C.)
Traquinianas (entre 420 a.C. e 410 a.C.) – Historia que conta sobre a mulher de Hercolis... 12 trabalhos
Filoctetes (409 a.C.)
Édipo em Colono (401 a.C.) – Historia de Édipo após os acontecimentos de Édipo rei
Sofocles morreu aos 90 anos, mas como icônico foi durante sua vida, sua morte não poderias ser diferente. Alguns dizem que morreu sem folego após declamar um verso muito extenso de Antigona, sem pausas para respirar, outros dizem que morreu sufacado com uma uva em um festival em Atenas e outros dizem que morreu de felicidade ao ser premiado novamente em uma competição.

Édipo Rei é uma peça de teatro grega, em particular uma tragédia, considerada esta obra o mais perfeito exemplo de tragédia grega.
Édipo Rei centra-se na família de Édipo, descrevendo eventos com mais de 8000 anos. A história desta família é determinada por uma profecia que Édipo irá matar o seu pai e casar com a sua mãe. Sua leitura será feita por:
Édipo - Odarlan Mapelli
Sacerdote - Erick Bolt
Creonte - Jeovane Fraga
Coro - Edel Ramos e Rita Reis
Jocasta - Aline Collet
Mensageiro – Rita Reis
Servos – Edel Ramos
Lacaio - Eduardo Rohden
Corifeu - Giovane Nunes
Tirésias - Amallia Brandolff

O Coro

Plateia prestigiando

Sófocles, café e frio
Próxima leitura: "O Inspetor Geral" de Tolstói

terça-feira, 2 de junho de 2015

Leitura de maio: As Três Irmãs

Anton Pavlovitch Tchekhov
"As Três Irmãs"

No importante grupo dos escritores russos do século 19, Anton Tchekhov ficou consagrado como o mais ousado transgressor da tradição literária clássica e um importante precursor das formas e da linguagem artística contemporânea. O escritor de múltiplas faces, Tchekhov, antes de tudo, é um reconhecido mestre de narrativas curtas. Ao mesmo tempo, Tchekhov é um grande renovador da arte dramática, criador de um novo paradigma estético do drama contemporâneo.

Anton Tchekhov nasceu na pequena cidade de Taganrog, situada no sul da Rússia. Passou sua infância em um meio muito patriarcal. Seu pai era dono de uma pequena mercearia. A numerosa família (os Tchekhov tiveram seis filhos) vivia apertada. Em 1876, o pai arruinou-se. Obrigados a vender a casa, os Tchekhov mudaram-se para Moscou. Mas Anton, sozinho, ficou mais três anos em Taganrog para terminar seus estudos no Liceu. Sem o controle paterno, ele se sentiu mais livre para se dedicar ao que gostava desde a infância – ao teatro e à literatura. Tchekhov começou a escrever cedo. Quando foi a Moscou, aos 19 anos, para fazer o vestibular de medicina na Universidade, em sua pasta já havia muitos contos humorísticos e um texto dramático. Médico dedicado e magnânimo, Tchekov produziu simultaneamente uma vasta obra literária e dramática. Dizia: "A medicina é a minha legítima esposa; a literatura é apenas minha amante."

Em 1888, Tchekhov recebe o prêmio Púchkin, maior láurea literária concedida pela Academia de Ciências da Rússia. Seu talento amadurecido se concentra cada vez mais em recriação de sutilezas da interioridade “fluida e contraditória” do ser humano, como ocorre, por exemplo, em contos: O monge negroEnfermaria nº 6Estudante e Os homens. Ao ler e analisar essas obras primas de Tchekhov, Virginia Woolf deixa destacado que o escritor russo “é o analítico mais sutil das relações humanas. Quando lemos estas Histórias sobre quase-nada, o nosso horizonte estende-se e ganhamos um espantoso sentido de liberdade”.

Inovador no mundo das letras, Tchekhov era ainda mais radical na inovação da arte dramática, naquela verdadeira virada para o novo drama que se manifestou, pela primeira vez, na genial tessitura teatral da peça A gaivota. Ainda que a primeira montagem desse drama, em 1896, tivesse sido um grande fracasso, dois anos mais tarde, a encenação de A gaivota, realizada por K.Stanislávski obteve um sucesso inacreditável que marcou o nascimento do novo sistema dramático já aberto para o século 20.  Desde então, Tchekhov escreve suas peças especialmente para o Teatro de Arte de Moscou: em 1899, estreia Tio Vânia; em 1901, As três irmãs; e em 1904, o último drama, O jardim das cerejeiras.

Anton Tchekhov quebra todas as regras que existiam antes no ofício dramático. Em comparação às peças dos antecessores, que possuíam uma trama dramática espetacular, parece que nada acontece no teatro de Tchekhov, pois suas peças sempre têm um final aberto. Se o teatro clássico falou dos dramas que acontecem na vida, Tchekhov foi o primeiro a mostrar no palco o drama da própria vida – da vida “regular, plana, comum, tal como ela é na realidade”.

Nas peças de Tchekhov, sempre existe algo mais importante de que o plano dos acontecimentos, algo que estabelece a ligação entre o cotidiano da vida humana e a eternidade. Essa ligação é estabelecida através do principal motivo do teatro tchekhoviano: o tempo. O dramaturgo irrompe no tempo teatral para abrir a ação dramática à eternidade da vida. Como são importantes, por exemplo, as estações do ano (o tempo cíclico da natureza) para o desenvolvimento da ação de As três irmãs. O primeiro ato começa na primavera. É o despertar da natureza e o despertar das esperanças das três irmãs Prósorov – Irina, Olga e Macha – depois de um ano de luto pela morte do pai. O último, o quarto ato, passa-se no outono: “A neve pode cair a qualquer momento… Os pássaros já começam a emigrar…”, diz Macha, como se esses pássaros de arribação levassem consigo todos os sonhos e a esperança de felizes mudanças na vida das três irmãs.


Tchekhov morreu em 1904, em Badenweiler, na Alemanha, para onde havia ido para tratar-se da tuberculose que já alcançava um estado terminal. Assim Olga relata os últimos momentos de vida dele:

Anton sentou-se extraordinariamente ereto e disse em voz alta e clara (embora ele não soubesse quase nada de alemão): Ich sterbe ("Estou morrendo"). O médico acalmou-o, pegou uma seringa, deu-lhe uma injeção de cânfora, e pediu champanhe. Anton pegou um copo cheio, examinou-o, sorriu para mim e disse: 'Fazia um bom tempo que não bebia um copo de champanhe.' Ele bebeu, e inclinou-se suavemente para esquerda, e eu só tive tempo de correr em sua direção e de colocá-lo na cama e chamá-lo, mas ele tinha parado de respirar e estava dormindo tranquilamente como uma criança…

Fonte:
Elena Vássina. Um clássico contemporâneo da literatura russa. In: http://revistacult.uol.com.br/home/2010/03/anton-pavlovitch-tchekhov/


Ficha técnica
As Três Irmãs, peça em 4 atos, de Anton Tchekhov, adaptada para Leitura Dramatizada.
Leitura pelos alunos do Curso “Grandes Autores de Teatro” Módulo II, direção de Lisiane Berti.

Com:
Andrei Prozoróv - Giovane Nunes
Natália Ivanóva - Ana Rocha
Olga - 
Rosane Costa Warken
Macha - 
Silvana Heloisa Grade
Irina - Tania Limberger
Fiódor - 
Erick Bolt
Nikolai Tuzenbakh - 
Eduardo B Rohden
Ivan Romanovitch - 
Ronaldo Almeida

Lisiane Berti – narradora

Próxima leitura: Édipo Rei de Sófocles no Aroma

Elenco da leitura de maio

domingo, 3 de maio de 2015

Retorno das Leituras Dramatizadas

Em parceria com a Aroma Literário - Livros em Café a Cia Lisi Berti retomou o projeto Ciclo de Leituras Dramatizadas que não acontecia desde 2011.
Culminando com o Curso Grandes Autores Teatrais Módulo II que acontece desde março na D'arte em Canela, ministrado por Lisiane Berti, ao final de cada autor, toda última quarta do mês, estaremos realizando uma leitura dramatizada feita pelos alunos do curso.
A nossa primeira leitura do ano aconteceu dia 29 de abril com o texto "As Cadeiras" de Ionesco. No elenco Paula Lovatto (a velha), Ronaldo Almeida (o velho), Núbia Gallas (orador), Odarlan Mapelli (entrelinhas).

O velho e a velha

O orador

Entrelinhas

Público participativo
A aluna Isabel Scheid, explanou um pouco sobre o autor Ionesco antes do início da leitura. Segue um breve relato:
Eugene Ionesco é o máximo expoente do teatro do absurdo, junto com Samuel Beckett. O Teatro do Absurdo é incoerente por natureza. O humor sempre está presente neste tipo de texto, que muitas vezes apresenta elementos como vazio, frustração e personagens perdidos no mundo. Nasceu na Romênia em 1909 e morreu em Paris em 1994. Filho de pai romeno e mãe francesa, passou a maior parte da infância na França mas no princípio da adolescência regressou para a Romênia, onde se formou como professor de francês. Voltou à França em 1938 para concluir sua tese de doutoramento. Apanhado pela eclosão da guerra, em 39, Ionesco permaneceu na França e revelou-se como escritor de talento. Também incursionou no cinema, tendo dirigido nos anos 60 um dos episódios do filme Os sete pecados capitais,ao lado de nomes como Roger Vadim, Godard, e Jean Louis Trintignan. Morreu aos 85 anos de idade, e está enterrado no cemitério de Montparnasse.
Ionesco não queria que suas peças fossem categorizadas como Teatro do Absurdo, preferindo em vez de absurdo, a palavra insólito – um aspecto ao mesmo tempo pavoroso e maravilhoso diante da estranheza do mundo. O Rinoceronte, A Lição e As Cadeiras são obras significativas na vasta produção teatral e literária deste autor. Para lá de ridicularizar as situações mais banais, retratam de forma tangível a solidão do ser humano e a insignificância de sua existência.

Na peça As Cadeiras, escrita em 1952, um casal de idosos, ele com 95 e ela com 93 anos, tenta encurtar os momentos solitários e aborrecidos da velhice que insiste em manter-se. Apesar de estarem juntos, sentem-se sós. Estes momentos parecem-lhes eternos, e decidem, reviver histórias do passado. Agora que estão no final de suas vidas, tentam perpetuar vivências reais misturadas com delírios. Em delírio, convidam desde as mais ilustres figuras às mais modestas para preencher as cadeiras da platéia que vai receber a tão esperada mensagem do idoso. No final... as cadeiras revelam-se vazias. As suas vidas continuam vazias. A impossibilidade de comunicação, desolação e destruição são os sentimentos finais desta farsa trágica.
"Mergulhar, sem limites, no espanto e na estupefação; deste modo podes ser sem limites, assim podes ser infinitamente." 

quinta-feira, 12 de março de 2015

Quando é preciso parar...

Começo meu texto com uma breve citação de "Uma Estadia do Inferno" de Arthur Rimbaud, o único livro que o jovem publicou em vida, custeado por ele e pela mãe que vendeu pouquíssimos exemplares:

"Antigamente, se bem me lembro, a minha vida era um festim, onde se abriam todos os corações, corriam todos os vinhos. Uma noite, sentei a Beleza no meu colo - e a achei amarga. E a xinguei. Me armei contra a justiça. Fugi. Ó bruxas, ó miséria, ó ódio, meu tesouro foi confiado a vocês!(...) E a primavera me trouxe o medonho riso do idiota.
E ultimamente, estando quase ao ponto de dar minha última nota falsa!, pensei procurar a chave do antigo festim, onde reencontrarei talvez o apetite." 

Rimbaud realmente vivenciou o inferno, assim como outros poetas, diz a verdade, não são metáforas. O jovem poeta de uma grande obra literária escrita antes dos 20 anos de idade, assim como nosso poeta brasileiro Álvares de Azevedo. Uma força absurda da verdade que ele profere...

Quem nunca esteve preso em seus infernos pessoais? Decepções, desilusões, injustiças, dores, amores, absurdos sentimentos contraditórios, tempos que vem e vão...essas "descidas necessárias" ao inferno pessoal são grandes lições que com o tempo e a idade aprendemos a entender. Aprendemos que não vamos "partir ao meio" , que sobrevivemos, que resistimos, que é possível sim, seguir apesar das amarras... Para que carregar decepções, desafetos e desgostos por longos tempos se podemos descer ao nosso inferno e exorcisá-los?

Que mentiras devo falar? Que corações devo quebrar porque quebraram o meu? A quem vou arrendar-me para conseguir favores lucrativos? A quem vou atacar com minhas duras palavras? Sentamos e sufocamos?
É preciso parar...parar de ressecar a alma com atitudes tão impulsivas e baixas como essas... parar de ouvir os outros, parar de fazer o que é bom para os outros, parar de enganar-se, parar de odiar-se, parar de maltratar-se, parar de comprar guerras e levantar bandeiras que não são suas, parar de pisar na lama e fingir que está em jardim florido... parar...pára! Silêncio!

O meu inferno é cheio de espelhos, noite de inverno com vento forte (porque odeio ventos), uma única lâmpada pendurada, mal vejo meu rosto, há várias imagens minhas refletidas e elas me desejam secamente "boa sorte". Bilhões de trovoadas, sapos aparecem para meu maior pavor e não consigo lembrar...de nada...esse é meu maior pavor, meu inferno pessoal.

Não quero mais ter os olhos fechados, não quero mais ouvir todas as bobagens que ando ouvindo, não quero mais ler sobre a deficiência de caráter da atual natureza humana, sou bicho forte! Posso ser salva! Não quero ficar no meio desse povo  onde a loucura circula disfarçada de gente "cult", gente "descolada", gente "moderna"...em pensar que já admirei um pouco essa gente na minha vã ignorância das dores do mundo....

Minha felicidade vem em primeiro lugar pela verdade do meu trabalho, da energia que sempre coloco nele, desprezo pessoas que usam o trabalho como desculpa...não procuro consolo, nem devoção, nem fãs, nem admiradores...só faço meu trabalho! E sigo, caíndo e subindo do meu inferno com muita honra! Minha carga é pesada suficiente, não me dá tempo de bisbilhotar a carga alheia, não floresce em mim sentimentos de inveja, raiva ou egoísmo, aprendi a deixá-los presos nas bocas dos sapos do meu inferno... A vida tá virando farsa, mas e eu começo a ter "brancos", porque não consigo mais interpretar tais personagens...

Não quero estar nos círculos das "modas", não quero fazer o que todo mundo faz, não quero arte por pechincha, não quero atuar somente para dizer que subi ao palco, não quero dar aula para ser mais "uma professora", não quero me envolver para dizer "não estou sozinha", não quero ter um milhão de amigos, só os verdadeiros, não quero parecer feliz e por dentro estar decapitada, não quero raso, vivo de profundo!

Chega! Não vou me acostumar e como é ruim o som dessa palavra "acostumar"... não vou jamais me adaptar a isso. Não quero felicidade costumeira, quero felicidade na íntegra e simples, do jeito que ela sabe que gosto...bem simples na verdade...
Todo humano tem fraquezas, mas só o ser humano de verdade as admite e segue...
Eu só preciso parar de acreditar demais nas pessoas...




terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Aulas de Teatro Cia Lisi Berti


 A Cia Lisi Berti está com inscrições abertas para cursos de teatro nas cidades de Canela e Gramado.
Confira!!

1. EM GRAMADO - PÚBLICO ADULTO INICIANTE



2. EM CANELA - PÚBLICO ADULTO


3. EM CANELA - PÚBLICO INFANTIL - ETAPA I



Mais informações e ficha de inscrição: lisiberti@gmail.com
Telefones: (54) 3282.9503 ou (54) 8104.4404

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