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domingo, 29 de setembro de 2013

Escolher...escolher...colher!

 



Uma das frases mais marcantes que ouvi em minha vida, foi num momento muito delicado, de muita dúvida a meu respeito e de meu trabalho e quem uma pessoa até então muito próxima me disse: " Estamos plantando coisas diferentes. Eu sei o que plantei e o que vou colher e a minha plantação não igual a sua. " mais ou menos assim, complementando ainda que eu tinha péssima energia e por aí vai, tendo se afastado de mim. Lembro-me que na época foi uma grande dor, eu chorava e buscava respostas: "como assim?", Será mesmo que tenho uma energia ruim que afasta pessoas?", "quais são meus sonhos?", "quem sou eu afinal?" e durante muito tempo fique mal... Um amigo me visitou em casa e me disse: "Lisi não tenta entender, apenas aceita e vira a página!". E quanta dificuldade em virar aquela página, quanta dor, afinal amigos meus de anos que se ima sem se despedir, sem me olhar no olho, sem me dizer o que realmente ocorria...laços rompidos! Seleção natural. Dor e aprendizado!
Mas continue "plantando" e minha colheita realmente é diferente, porque sei exatamente cada semente que joguei na terra, cada passo que dei, cada luta que travei, cada dia da minha vida que trabalhei, e minha colheita deu frutos, e os frutos eram bons...vieram as respostas e vieram rápidas...trabalho, amor, família...repostas que nem lembro de ter pedido...mas vieram.
Hoje olho para trás e sem rancor, entendi agora o porque de tudo isso e agradeço. Agradeço por que graças a isso e a essas pessoas que hoje não tenho contato nenhum, estou travando minhas batalhas pessoais, afinal depois de "colher" é preciso "adubar e cuidar da terra" pensando nas colheitas futuras. Um ciclo atrás do outro.
Eu precisei cair, sofrer, colocar meu trabalho em dúvida, colocar quem eu era em dúvida, para colher tudo que estou colhendo hoje. E sim, também fiz escolhas, continuo fazendo, me responsabilizando pelo meu destino, sabendo que cada passo dado tem um efeito, e que mais cedo ou mais tarde vou senti-lo.
Hoje sou de poucos amigos, muitos conhecidos é verdade, mas pouquíssimos amigos, raros. Escolho quem entra e sai da minha casa, escolho com quem saio para festas, escolho com que falo de projetos, com quem falo de amores, escrevo, tomo café, saio de casa sempre e quase nunca (sempre porque trabalho muito, quase nunca nos poucos tempos de folgas e feliz solidão caseira que tenho). Muitos pensam que me conhecem bem, mas meu mundo é o encanto do mundo das ideias, troco qualquer coisa por um bom momento inspirado escrevendo. Sou do grupo da insônia criativa...não faço versos é verdade, nem sou poetisa mas me arrisco a brincar de...
Agora acredito no amor, agora e sempre, mesmo que me decepcione mil vezes, mil e uma vezes acreditarei nele e na força infinita que ele move dentro de mim, a inspiração que me dá, o bem que me faz, e nem que chore mil vezes e me descabele mil e quinhentas, vale a pena sentir poucas vezes essa grandeza toda.
Não sou de meias palavras, meios amores, meios amigos, sou toda, sempre! Não suporto gente pela metade, gente que não se posiciona, gente "neutra". Sempre tomo partido e há um tempo atrás decidi tomar partido de mim...sei que entrei e sairei deste mundo sozinha...trabalho agora o desapego me apegando, sou simples, sou livre, sou ondas no mar a navegar, sou vento que passa calmaria, sou tempestade em copo dágua, sou neurótica às vezes, mas quem não é...
Sou coração! 
Sou...escolho e colho as páginas que quero escrever na minha vida.
E nunca mais, nunca mais vou deixar alguém me fazer duvidar de quem eu sou!



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