Páginas

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Adeus 2013...um ano Memorável...


Mais um ano se vai...o que muda? Em tese, nada! Continuaremos sendo as mesmas pessoas, dos mesmos tamanhos (talvez mais cheios de álcool depois da virada), dormiremos na mesma casa, e no outro dia tudo segue igual...em tese! Na prática sabemos que não é bem assim, sempre renovamos sonhos, queremos acertar mais no ano vindouro e não há como não fazer uma retrospectiva do que passou, do que ficou, do que se foi, do que voltou, do que doeu, do que aprendemos...

Minha retrospectiva começa com uma frase de Ernesto Sábato que diz: "O acaso está intimamente ligado ao destino. Só se encontra o que se procura e o que se procura está no mais profundo de nosso coração." 2013 não teve nada de acaso, porque desde o início do ano eu procurei com o íntimo do meu coração o que queria, lembro-me de cada dia, cada mês, cada situação e de como eu me posicionei para as situações e nem todas foram agradáveis, nem todas foram fáceis, mas as respostas vieram logo e 2013 foi generoso comigo.

Desta vez não vou enumerar, só quero AGRADECER e pretendo seguir com minhas metas em 2014, de emagrecimento, de trabalho, de construções e demolições... a vida é minha, sigo meu destino, aceito e recebo a cada dia o que me comprometi.


Podem me derrubar quantas vezes conseguirem, mas eu sempre vou tentar de novo, levanto e sigo sem medo! Aprendi a ser forte e descobri que tudo que nos acontece é sempre para o nosso melhor...

sábado, 7 de dezembro de 2013

Então você tem medo de amar? Me poupe...


Então você tem medo de amar? É daquelas pessoas que sempre "enche a boca" para dizer que é melhor estar sozinho, que sabe viver melhor sozinho, que não quer compromisso, afinal  comprometer-se dá trabalho e de "trabalho" você está cheio. Isole-se! Mas isole-se logo! Preferencialmente bem longe, ou finja estar bem pelas redes sociais onde todo mundo "sabe e conhece" todo mundo e na verdade não reconhece-se mais como pessoa. Ah, não é bem assim você vai argumentar...afinal, de argumentos e desculpas você entende, há anos usa as mesmas para fugir das relações, das emoções, das complicações...É assim, sim! Você sabe muito bem disso e por isso teme tanto...Medo! Palavra pequena, significado amplo...percebe que sempre temos medo do que nos deixa feliz? Pensa comigo: medo de mudar de escola, medo de um novo emprego, medo de uma grande decisão, e geralmente sair da nossa zona de conforto é mesmo difícil, mas permanecer nela é absolutamente desagradável. 
Chega uma hora, ou melhor uma certa idade em que nos damos conta dos amores perdidos, das oportunidades doadas a outros, dos medos que nos fizerem perder e dos medos que nos fizeram brilhar...Amar...falar disso em tempos modernos chega a ser quase irônico. Por trás da "vida em um click" da internet, das relações fáceis que começam e acabam em uma noite, dos beijos trocados sem gosto por aí, da afogada de mágoas no primeiro drink, amar ainda pode dar certo e pode ser sim a melhor opção para você, ser pensante, ser contemporâneo, ser super decidido, ser amadurecido, ser que filosofa frases feitas, que sempre tem um conselho interessante para os outros, mas nunca age para o próprio bem. Quem é você? O que você quer afinal? Cabeça cheia de ideias ou coração pulsante de emoção? O que te preenche mais? Dinheiro no bolso ou abraço apertado em dia de chuva? Cá para nós, você já está bem crescidinho para esses "joguinhos", não acha que já pode partir de verdade para uma relação. Não importa quanto tempo ela dure, jogue-se, vá em frente, alimente seu coração, sua alma, viva o instante da vida! Uma porta abre outra, coisas boas atraem outras melhores ainda, talvez este não seja o amor da sua vida, talvez não dê certo, talvez...talvez...mas você só vai saber se tentar. Não tenha medo! Saia do casulo, aprenda a acreditar que as pessoas não são iguais, não compare relações passadas com as futuras, desapegue-se para apegar-se quantas vezes achar necessário...ir e vir...SENTIR! Sinta e sinta muito! Sinta amor, sinta raiva, sinta solidão, sinta abrangência, mas sinta...sinta algo, sinta logo, sinta-se cheio!
Não espere mais! Não perca tempo com posicionamentos mesquinhos e egoístas, aposte em você! Primeiro na relação linda de amor de você para você, ame-se e depois vá de encontro ao outro, mas sem nunca perder você de vista, sem nunca deixar de comprometer-se com você, seus valores, seus sonhos...porque se você souber fazer isso, nunca vai estar sozinho, nunca vai estar isolado.
Gente "cheia" e senhora de si nunca está sozinha!

domingo, 17 de novembro de 2013

Começando bem os 37...

Eu não podia começar meu novo ciclo de 37 anos sem refletir e claro, escrever...Começo no ano passado, dia 16 de novembro, quando fiz 36. Era apresentação da minha filha, voltei para casa e recebi uma festa surpresa do meu então, marido, dos amigos. Mesmo sem gostar muito de festas surpresas, foi interessante, porque hoje entendo que era uma despedida, de uma Lisi para uma outra Lisi, mais segura, mais forte, mais comprometida consigo. De lá para cá, veio a busca por uma saúde melhor, dieta acompanhada com nutricionista, não para os outros ou pelos outros, mas para mim, o desengavetar do projeto do meu primeiro livro, a separação dolorosa mas crucial para encontrar o que sempre pedi, amor calmo, tranquilo e com profundidade alicerçado na arte, a certeza da minha melhor amiga, minha filha linda que sempre posso contar, o trabalho escolhido e feito com amor, o teatro que sempre está comigo em todos os momentos, as pessoas que vieram, as pessoas que se foram, os aprendizados, as batalhas pessoais, as dores sofridas no meu pobre e velho travesseiro. Tanta coisa...tanta coisa...tantos acontecimentos...e agora com 37, olha a minha estrada percorrida e vejo que não tenho nada para me envergonhar, sempre segui meu coração, sempre busquei tratar bem toda as pessoas com quem trabalho, sempre fui fiel aos meus princípios, nada do tenho (e não tenho muito) veio sem suor, sem batalha, portanto valorizo cada minuto do meu trabalho.
E não como não ter gratidão, à vida, ao universo que tem sido genereso comigo, aos amigos, a família que mesmo não estando tão presente, está presente quando preciso...que bom que a vida dá voltas, que bom que existe os "nós", as "tempestades", a fases "ruins", as "perdas", as "dores", as "angústias", os "medos", elas nos fortalecem para o próximo dia, é dela que vem os preciosos aprendizados. OBRIGADO!
Eu quero! Eu posso! Eu consigo! Este é meu lema!
Um brinde à vida e aos meus 37 que começam com muita saúde, trabalho, amor, família e projetos...que assim seja!


Minha filha amada, Ísis que completou 12 anos...









         

                  Um dos sonhos "desengavetado"...eu disse "um dos"










A chegada inesperada do amor...






Um novo trabalho...um presente pra mim...

Gracias a la vida...que me ha dado tanto...

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Estreia de "Cartas de Além Mar"


“Cartas Portuguesas”, autoria atribuída à freira Mariana Alcoforado (1640-1723) e destinadas ao Cavalheiro De Chamilly, oficial do exército francês, que serviu em terras lusas, são um dos mais ardentes escritos de que se tem notícia sobre a solidão e agonia amorosa, o retrato de um romance mal-aventurado que atravessou gerações.
Adaptado e interpretado por Lisiane Berti , “Cartas de Além Mar” nos remete a uma paixão devastadora, uma entrega sem exigências a um amor desesperado cheio de solidão e ansiedade, onde as dores da ausência vão se transformando em inúmeras cartas como uma forma de aliviar a dor.  Apenas uma mulher, vivendo distâncias absurdas de si mesma...

Texto: adaptação de Lisiane Berti das “Cartas Portuguesas” de Mariana Alcoforado
Direção: Eduardo Lucas
Iluminação: Lennon Ortiz
Trilha Sonora Original: Alindor Estrella Figueroa, Flavio Martinez Beltran e Sergio Eli Vela Ioung
Gravações: Garun Estúdio Trujillo/ Peru
Figurinos: Fabrício Ghomes
Cenários: Lisiane Berti
Programação Visual: Tiago Melo
Fotos: Sérgio Azevedo
Produção e Realização: Cia Lisi Berti

ESTREIA 
25 e 27 de outubro às 21h 
na D'arte Espaço Multicultural (Praça da Matriz, 40 - 2º andar)
Ingressos: R$ 15,00 (antecipado na Fundação Cultural e D'arte), no local R$ 20,00




domingo, 29 de setembro de 2013

Escolher...escolher...colher!

 



Uma das frases mais marcantes que ouvi em minha vida, foi num momento muito delicado, de muita dúvida a meu respeito e de meu trabalho e quem uma pessoa até então muito próxima me disse: " Estamos plantando coisas diferentes. Eu sei o que plantei e o que vou colher e a minha plantação não igual a sua. " mais ou menos assim, complementando ainda que eu tinha péssima energia e por aí vai, tendo se afastado de mim. Lembro-me que na época foi uma grande dor, eu chorava e buscava respostas: "como assim?", Será mesmo que tenho uma energia ruim que afasta pessoas?", "quais são meus sonhos?", "quem sou eu afinal?" e durante muito tempo fique mal... Um amigo me visitou em casa e me disse: "Lisi não tenta entender, apenas aceita e vira a página!". E quanta dificuldade em virar aquela página, quanta dor, afinal amigos meus de anos que se ima sem se despedir, sem me olhar no olho, sem me dizer o que realmente ocorria...laços rompidos! Seleção natural. Dor e aprendizado!
Mas continue "plantando" e minha colheita realmente é diferente, porque sei exatamente cada semente que joguei na terra, cada passo que dei, cada luta que travei, cada dia da minha vida que trabalhei, e minha colheita deu frutos, e os frutos eram bons...vieram as respostas e vieram rápidas...trabalho, amor, família...repostas que nem lembro de ter pedido...mas vieram.
Hoje olho para trás e sem rancor, entendi agora o porque de tudo isso e agradeço. Agradeço por que graças a isso e a essas pessoas que hoje não tenho contato nenhum, estou travando minhas batalhas pessoais, afinal depois de "colher" é preciso "adubar e cuidar da terra" pensando nas colheitas futuras. Um ciclo atrás do outro.
Eu precisei cair, sofrer, colocar meu trabalho em dúvida, colocar quem eu era em dúvida, para colher tudo que estou colhendo hoje. E sim, também fiz escolhas, continuo fazendo, me responsabilizando pelo meu destino, sabendo que cada passo dado tem um efeito, e que mais cedo ou mais tarde vou senti-lo.
Hoje sou de poucos amigos, muitos conhecidos é verdade, mas pouquíssimos amigos, raros. Escolho quem entra e sai da minha casa, escolho com quem saio para festas, escolho com que falo de projetos, com quem falo de amores, escrevo, tomo café, saio de casa sempre e quase nunca (sempre porque trabalho muito, quase nunca nos poucos tempos de folgas e feliz solidão caseira que tenho). Muitos pensam que me conhecem bem, mas meu mundo é o encanto do mundo das ideias, troco qualquer coisa por um bom momento inspirado escrevendo. Sou do grupo da insônia criativa...não faço versos é verdade, nem sou poetisa mas me arrisco a brincar de...
Agora acredito no amor, agora e sempre, mesmo que me decepcione mil vezes, mil e uma vezes acreditarei nele e na força infinita que ele move dentro de mim, a inspiração que me dá, o bem que me faz, e nem que chore mil vezes e me descabele mil e quinhentas, vale a pena sentir poucas vezes essa grandeza toda.
Não sou de meias palavras, meios amores, meios amigos, sou toda, sempre! Não suporto gente pela metade, gente que não se posiciona, gente "neutra". Sempre tomo partido e há um tempo atrás decidi tomar partido de mim...sei que entrei e sairei deste mundo sozinha...trabalho agora o desapego me apegando, sou simples, sou livre, sou ondas no mar a navegar, sou vento que passa calmaria, sou tempestade em copo dágua, sou neurótica às vezes, mas quem não é...
Sou coração! 
Sou...escolho e colho as páginas que quero escrever na minha vida.
E nunca mais, nunca mais vou deixar alguém me fazer duvidar de quem eu sou!



domingo, 1 de setembro de 2013

Meu livro...meu recomeço...


E ele chegou! Tímido, sem fazer muito alvoroço, ainda sem lançamento oficial previsto para outubro, mas chegou!
A sensação de pegá-lo, toca-lo, e ver todas as minhas peças é única! Eis o que escrevi na introdução:

Desde sempre eu aprendi a lidar com a dor de duas formas: escrevendo ou atuando! Assim eu a sinto de verdade, procuro entende-la, até que ela possa seguir o seu caminho e eu o meu. A dor não é para sempre, a tristeza não é para sempre, o amor não é para sempre! Nada é para sempre!
Desde que me conheço por gente escrevia, depois comecei a atuar no que escrevia, depois chamando pessoas para ler e atuar o que escrevia e assim sucessivamente. Sabe o tipo de pessoa que tem caderninho ao lado da cama para anotar os sonhos, que sai com amigos pega guardanapo e rabisca, que ouve uma frase e diz  “essa frase vai virar peça de teatro”, essa sou eu!
Escrever é orgânico, é simples, é uma companhia agradável numa tarde chuvosa e uma boa xícara de café. Não consigo me imaginar fazendo outra coisa. Demorei para entender isso, é verdade, mas nunca abandonei de fato o ato em si de escrever. Nos últimos anos tenho aprendido a não confiar cegamente nos métodos que sempre deram certo, um dia eles realmente podem não dar. Não deram! Ter planos de contingência, preparar alternativas para situações imprevistas...só escrevendo!
Gosto de estudar, gosto de olhar, gosto de conhecer pessoas, escrever sobre elas, sobre mim, sobre o mundo, sobre situações que já vi, ouvi ou vivi e transformá-las em peça de teatro. Assim transmuto!
Uma vez na quinta série, uma professora de português (nesta época eu já escrevia muito) disse-me após ler minha redação que eu tinha ideias embaralhadas. Na hora isso me deixou profundamente triste porque não concordava, depois percebi que era preciso estudar, saber escrever, escrever para teatro também requer estudo e disciplina. Anos depois a reencontrei na saída de uma das minhas peças e ela me abraçou dizendo : “Que bom que não paraste de escrever”.  Não parei mesmo!
“Dona Gorda e outras peças” , não são apenas textos teatrais, são fases, fases minhas, de amigos, de amores, de vivências, de situações. Momentos que entendi, apreciei e compartilhei em forma dramatúrgica. Sonhos que tive e anotei. Imagens que vieram e desenhei. Eis meu processo de criação. Simples e Intenso! Cada peça que escrevo tem um pouco de mim e um pouco do mundo, outras nada de mim e do mundo, como se eu pudesse me posicionar através da escrita e ser quem eu quiser. O desconforto me gerou isso. Todos os momentos mais dramáticos da minha vida foram de onde surgiram as comédias, nos momentos mais felizes, os dramas. Em momentos de rotina a doçura e sutileza de conviver e escrever textos infantis. Talvez era uma forma de fuga e refúgio. Escrever para evitar o desconforto da vida real, ao mesmo tempo que escrever é um ato que nos faz sentir-se verdadeiramente exposto aos outros. E eu sempre me exponho quando escrevo!
Não vejo melhor maneira para evitar o desconforto tratando do material que se tem à mão como uma entidade conhecida e não desconhecida. Como atriz, diretora e dramaturga, posso optar por abordar uma peça como se ela fosse pequena tela controlável ou uma tela imensa, cheia de potencial armazenado. Caso decida ter uma postura de superioridade em relação ao material, ele vai se conformar, permanecer seguro e não ameaçador. Se eu adotar a postura de que a peça é uma aventura maior do que qualquer coisa que se possa imaginar, uma entidade que vai me desafiar a encontrar um caminho instintivo através dele, possibilitarei escrevendo atuando ou dirigindo que o projeto revele sua própria magnitude. Eis minha verdade! Minhas peças, minhas caminhadas, choros sentidos e risos. Lembranças boas. Gostei de entregar as palavras ao palco. Usem-as!

Muito feliz com este momento da minha vida, com minhas escolhas, por seguir meus sonhos, por ser eu, exatamente como sou... 

Em breve informações sobre lançamento e sessão de autógrafos!

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Meus temporais internos são ricos!!!





Gratidão! Expresso minha gratidão antes de escrever qualquer coisa. Gratidão pelo que se foi e está perdido, gratidão pelo que agora foi achado. Pelo que era e pelo que realmente é. Pelas nuvens negras no caminho, quantas tempestades eu enfrentei. Nem sempre estava com "guarda-chuva", outras vezes eles nem adiantariam...Os piores momentos da minha "caminhada" foram aqueles que mais me fortaleceram, que mais me fizeram crescer, e se hoje sou algo, e acho que não sou muito, é porque lá trás vieram as turbulências, as separações bruscas, os cortes, as desilusões, os sofrimentos, as perdas sem sentido (que agora fazem todo o sentido).
Gratidão à vida! Por descobrir que é preciso ser fraco para ser forte, que é preciso chorar muito para rir de novo, que é preciso desapegar-se para receber outros presentes, que é preciso recolher-se em si mesmo para voltar aos círculos de pessoas.
A vida não tem regra! A vida não é um jogo de cartas marcadas, mas sim, a vida é curta, e estamos aqui como mero aprendizes...Que eu não precise mais aprender pela dor, que eu consiga ter discernimento, paciência, perseverança, que eu não tenha medos bobos de dar novos passos, ter ficado sozinha durante muito tempo (sozinha de familia, de amores, de amigos mas nunca sozinha de mim) me fez ser mais "gente", mais ser humano, mais verdade menos conceito, mais ar menos ruptura, mais simples menos arrogante. 
Me aproximo e recebo o que preciso. Já aceito sem discutir. Procuro tratar a todos, até mesmo os que não merecem, da mesma forma e ternura, e com o mesmo amor, não me cabe julgá-los. Aprendi a me proteger mais, a falar menos...
Agora espero as nuvens negras, elas sempre aparecem e de desfazem da mesma forma, não me assustam mais. Meus temporais internos são ricos!
Aprendi que independente de mim, ou qualquer coisa o sol sempre volta a brilhar, todos os dias, e não há nada que dure para sempre, inclusive nós! Pequenos, frágeis e tolos em nossa ambiguidade. Tolos seres humanos...perdemos tempo com o que não importa e nos perdemos nos detalhes quando tudo é muito simples e claro. Fácil, nós que complicamos. Não temos coragem de seguir e fingimos ser "flor" quando estamos em puro lodo...pior é o lodo interno! Mas esse, cada um precisa limpar a seu tempo...
Eu vou para o sol! Vou para a vida! Vou por aí rumo ao desconhecido de coração aberto e livre. Não tenho medo de ser quem sou, de dizer "eu te amo" tantas vezes eu acredite que ame mesmo, o amor é meu, dou a quem quiser, recolho, regenero e me entrego. Eis meu processo! Não quero promessas, nem admiração exagerada, quero só verdade e não precisa ser falada, por ser só sentida. Porque eu sempre sinto quem é de verdade!Sempre! Minha gratidão aos "de verdade"...

    

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Na solidão da garrafa jogada ao mar


Das profundezas do seu ser chega um chamado que diz que é preciso partir, mudar, trocar, modificar. Mas você ainda não tem coragem de lançar-se no desconhecido, você ainda hesita e perde tempo, perde noites de sono, perde vida. Na solidão da garrafa lançada ao mar, apenas uma carta, poucos dizeres e não se sabe se chegará ao seu destino. Existe destino afinal? Palavras lançadas ao vento! Num mar de mistérios, sobre uma calma fingida.
Me reergo de novo, depois de outra queda, depois de outras dores e são tantas...mas as dores já não me bloqueiam, aprendi a tirar proveito delas...sigo no meu porto solidão. Não! 
Não quero fingir, ser quem não sou, mas também não procuro entendimento. Só , quero estar só e desfrutar a maldita solidão. Que as ondas se encarreguem de levar e trazer o que tiver de vir. Cá estou, pronta, pés descalços na areia, mirando o horizonte. Sei que algo está por vir...só não consigo identificar se é bom ou ruim...desta vez não temo, me entrego ao meu destino...Existe destino, afinal?...

terça-feira, 25 de junho de 2013

Está chegando mais uma Maratona de Monólogos


Mais uma maratona chegando! 28 monólogos concorrentes! Oficinas! Espetáculo Convidados!
Atrações internacionais! Vai ficar de fora desta? Garanta já seu ingresso. Agende-se!
De 08 a 12 de julho!
Mais informações: www.maratonamonologos.blogspot.com

Atração Internacional Alindor Estrella Figueroa
Será jurado, ministrará uma oficina de Expressão Corporal e
apresentará " A Lenda de Ayayamama- um Conto Peruano"
De Trujillo/ Peru


sábado, 27 de abril de 2013

"A Encalhada" está de volta!!


Maria do Amparo está de volta, comemorando 5 anos de sucesso e mais encalhada do que nunca! Ela retorna no Teatro Casa de Pedra, onde tudo começou, no dia 17 de maio às 20h30min. 
Ingressos antecipados: R$ 15,00 (Fundação Cultural de Canela e Locadora Star Vídeo) no local R$ 20,00.
Venha rir e comemorar com a gente!


Cenas novas, frases de "consolo" novas, muita alegria e diversão esperam você!

sábado, 20 de abril de 2013

Coisas boas estão por vir...


As pessoas sempre acham que te conhecem, que são próximas, íntimas o suficiente pra vir te "aconselhar", dizer aquelas frases feitas de solidariedade, dizer que "foi melhor assim", dizer que "já passei por isso, sei o que sente", ou dar um veredito final "esquece", "segue outro caminho". Na ânsia de ajudar esquecem de nos ouvir, esquecem que não podemos atropelar o que somos, quem somos e o que sentimos. Algumas nem fazer por mal...Outras adoram tocar no assunto para ver como você reage, se fica sem jeito e tal...
Graças a deus que somos seres únicos, capazes, fortes na essência e quando nos esquecemos disto a vida vem e nos mostra que precisamos evoluir, seguir o caminho que nos comprometemos a trilhar, a missão com a qual nos responsabilizamos. E então ela nos tira de "circulação", como seres frágeis que somos, sofremos porque nossa ignorância não nos deixa entender. E não, não temos que entender nada, temos que aceitar e seguir, porque não dá para ficar esperando que as soluções caiam do céu, que a dor vai estancar de um dia para o outro, que o amor vai acabar de um dia para o outro (apesar de já ter ouvido isso não acredito que se ele for de verdade acabe assim), que Deus não seria terrível com as criaturas que ele mesmo criou, que nada é para nosso mal...
Filosofia? Talvez...Aos pouquinhos a gente vai entendendo algumas coisas, vai sentido outras tantas, vai se desvencilhando de velhos pré-conceitos, ouve uma frase solta aqui, recebe um elogio lá e percebe que a vida só te dá aquilo que você projeta. 
Nunca me perdi da minha essência, dos meus valores, da minha sensibilidade e intuição...nunca deixei de ser quem realmente sou, sempre estive comigo, sempre! Duvidei muitas vezes de quem eu era, mas sempre me reencontrei em mim...e me amo! Me amo pelo que sou, como sou, de onde vim, tudo que já fiz, alunos que ensinei, pessoas que trabalhei, textos que escrevi (assim como este), e nunca, nunca passei por cima de ninguém, nunca tratei mal, inclusive nos relacionamentos...dos piores aos melhores, nunca mudei pra agradar, nunca deixei de dar minha opinião, nunca deixar de fazer nada do que fazia, sim, eu cedi assim como eles, mas sempre sendo EU. 
Agora me deparo em um novo momento da minha vida, com novas escolhas, algumas que fui obrigada a fazer, sozinha de novo, trabalhando sozinha, morando sozinha, vivendo sozinha, amando sozinha, atuando sozinha, escrevendo sozinha...mas não sozinha de mim. Se é que me entendem...Um momento difícil por um lado, mas tão rico de descobertas nessa introspecção toda. Tão rico de ideias, de criação, de silêncios...de chuvas...de cafés pensativos, de música alta, de dança, de poesia, de riso fácil, de lágrimas bobas que aparecem de vez em quando...Já não sofro como outrora...entendo as coisas de um outra ângulo e mesmo que todos me digam milhões de coisas, ainda escuto meu coração, afinal ele está comigo desde o dia que nasci. Ele sabe de mim, ele me conhece, ele me escuta, ele me diz...vou contra tudo e todos sim! Porque a voz do meu coração sempre falou mais alto! No trabalho, na familia, nos amores, e sei que muitas vezes isso teve um preço alto e doloroso, mas ao mesmo tempo libertador!
E eu vou assim...bem desse jeitinho, seguindo, andando, devagar, com mais calma, chorando sim quando sinto vontade, rindo de coisas bobas, sendo desastrada nos afazeres domésticos como só eu consigo ser (esses dias bati a cabeça na estante ao ligar o dvd, arroxou e ficou ridículo, não acreditei que consegui essa façanha). Minha vida! Minhas escolhas! Meu amor! Minhas dores! Minha bagagem de vida! E onde todos veem coisas ruins, fins eu vejo recomeços, inclusive de uma nova Lisi. Uma Lisi que eu sempre escondi, e sufoquei por anos...
E olha, amigos e nem tão amigos assim, num futuro bem, mas bem próximo eu vejo só coisas boas. Me desculpem, mas é o que meu coração diz, agora é só uma pausa dolorosa e estratégica para o que virá e já está a caminho...



E pra mim...estas "grandes" são as mais simples que tanto sonhei...

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Domingo tem reestreia do "Xará-xaxá"! Não perca!

Crédito Sérgio Azevedo

Este domingo às 17h no Teatro Casa de Pedra em Canela tem a reestreia de "Xará-xaxá: Lendas do Povo de Cá" com a inserção de uma nova lenda "São Sepé" e a estreia da nova atriz Lu Benetti.
O espetáculo que circulou em 2012 pelo estado do Rio Grande do Sul, dando o ar da graça também no Rio de Janeiro, foi selecionado recentemente e participará no XXXII Festival de Teatro para Niños na cidade de Trujillo, no Peru.
A peça conta sob um olhar feminino as lendas do Umbú, Negrinho do Pastoreio, Erva Mate, Quero-quero e São Sepé. No elenco: Maiara Bertoluci, Paula Lovato, Lu Benetti, Renata Brito e Lígia Fagundes. Texto e direção de Lisiane Berti.
Os ingressos podem ser adquiridos antecipadamente na Fundação Cultural de Canela ou com o elenco por R$ 15,00, no local será R$ 20,00.
Agende-se! Leva teu chimarrão e te aprochega vivente!
Mais informações: www.xara-xaxa.blogspot.com


sábado, 9 de março de 2013

Em tempos de desmoronamento...


Desde sempre eu aprendi a lidar com a dor de duas formas: atuando ou escrevendo! Assim eu a sinto de verdade e procuro entendê-la, até que ela possa seguir seu caminho e eu o meu. A dor não é para sempre! A tristeza não é para sempre, o amor não é para sempre, nada é para sempre!
Com o passar dos anos a gente vai aprendendo a lidar um pouquinho mais com a dor, não que consigamos exterminá-la, mas a gente já consegue tomar um café olhando olho no olho sem tanto medo e tanta pressa que ela vá embora.
Em "tempos de desmoronamento", quando tudo desaba, e num piscar de olhos, o choque é tão grande que primeiro ficamos inertes, confusos, não conseguimos nos mover. Mas aos poucos, lá está ela, a dor vai tomando conta do corpo todo, rasgando suas entranhas e você se dá conta que já conhece aquela sensação, afinal já teve tantas na sua vida... 
Sabemos que existem outros caminhos, outros trabalhos, outros amores, novas perspectivas, mas precisamos nos entregar um pouco sabe, sentar no meio da caminho, respirar e chorar e sentir essa maldita dor. Sentir! Não finja que nada está acontecendo, pois está! Não tente agir  como se estivesse tudo bem, não está! E quanto mais você mentir para si mesmo, mais vai sofrer, mais vai doer e você vai se aniquilar, ao pouquinhos, como se cada parte fosse arrancada do seu coração com pequenos rasgos, que se tornam difíceis de juntar.
Lá na frente, quando você decidi seguir seu caminho novamente, guardando o que restou dos pedaços de você que se rasgaram, você sente que nada foi em vão, a dor nunca é. As lágrimas sentidas não são, as perdas, sejam elas emocionais, profissionais, familiares, nunca são por acaso. Talvez tenha que se perder tanto agora e desmoronar por completo para ganhar algo lá na frente e ser feliz.
Não sei lidar por completo com a minha dor nas horas de desmoronamento, mas já aprendi a respeitar o momento dela e o meu. Durante o dia, não deixo ela tomar conta, a noite quando ela costuma bater mais forte, eu coloco uma música triste, deixo ela vir, sinto, sofro, desligo o som, enxugo as lágrimas e sigo! Não dou mais tanto espaço como antigamente, mas também não a escondo de mim.
Agora estou desmoronando um pouco todo dia, não me permito mais cair por completo, de uma só vez. Assim, dói menos! O complicado é sempre o recomeço, sacudir a terra toda por cima de você, levantar-se e juntar cada pedaço seu que se perdeu no meio disso tudo.
Mas dá para juntar? Dá para recomeçar? Esquecer? São processos! Processos do nosso insuportável ser...
Não existem respostas mágicas, infelizmente! Minha impaciência sempre me faz pensar nelas. Seria tão mais fácil apertar um botão e PLIM, resposta recebida com sucesso! Escolhas que você tomaria com a certeza de não ter que voltar atrás quando desmoronasse tudo.
Agora a certeza que tenho no meio dos escombros que restaram de mim é quem eu sou, o que eu quero, quem eu amo e para onde vou...Já é algo, não? Não sou do tipo de se lamentar demais, não vou ficar muito tempo parada limpando "restos". Vou! Coração partido, é verdade, mas com a certeza de que lá na frente, algo melhor me espera!






sábado, 23 de fevereiro de 2013

A vida passa...será que já estou "passada"?


Se me perguntassem como estou hoje e como estaria vendo as coisas, seria mais ou menos como a figura acima. Chuva, porque a chuva sempre me atraiu ( e acalmou!). Sei que há luzes, há uma estrada, tem gente na minha frente, mas ainda está tudo meio embassado. O tempo está passando, cada vez mais depressa, cada vez mais prepotente e sem piedade e eu já não acompanho mais tanta mudança.
Eu tento! Juro que tento!. Eu vou lá corro, realizo, busco, retorno, erro, acerto, mas quem é que estou tentando enganar? Já foi meu tempo de  "dançar na chuva" pensando que amanhã pode ser diferente. Já aprendi dolorosamente que não vai. Trabalhos perdidos não retornam, amores que vão não voltam, pessoas que se perderam não ressurgem, minutos perdidos não retornam, oportunidades questionadas foram lançadas na mão de outros...
Deprimida? Não! Só estou triste hoje e quem sabe amanhã não esteja. Por que estar triste é um estado, e nem sempre tem motivo, é meio assim como gripe, sabe? Vem de repente e daqui a pouco passa, mas acaba nos "derrubando".
Talvez eu esteja "passada", sabe fruta que não é colhida e passa do ponto? Talvez eu tenha perdido tempo, me preocupando com quem não devia, perdendo tempo com quem não merecia e aí quando me olhei no espelho...onde eu fui parar? Onde estou? Aonde cheguei? Para onde quero ir realmente?
Qual minha meta? São tantas, eu ainda tenho tantos planos, mas ninguém mais acredita. Eu sonho todo dia, tenho ideias, invento moda, crio, escrevo, busco, sou uma insatisfeita positiva, mas acho que caí no descrédito. No meu próprio descrédito. Paulo Coelho, que há muito deixei de ler, dizia que todo guerreiro da luz tem que duvidar às vezes do seu caminho para não pecar por orgulho. Não sou orgulhosa mas sempre estou em dúvida. Sempre! Em todos os sentidos, e disfarço bem, pois ninguém percebe. Será que receberei minha espadinha de guerreira da luz?
Tem gente que acha que sou uma líder, outros super determinada e decidida, serena (rárárá), e tantas outras coisas...eu rio por dentro. Se soubessem...se sentissem tudo o que eu sinto todo dia...mas aprendi a lidar com a emoção, não guardo nada, falo sempre, hoje em dia sem tanto impulso, mais pensado, mais ponderado, mas falo.
E escrevo! Terapia funcional, principalmente nos abençoados dias de chuva...
Tento ser autêntica, mas descobri que isso incomoda muito. De alguma forma ou outra, eu sempre incomodo. 
Que chova então! Pelo menos da minha janela, mesmo embassada, ainda vejo luzes coloridas e sei que meu caminho está lá, mesmo que eu o tenha perdido de vista.
O que é meu, virá!


segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Palavra-chave: VERDADE!

Após o intensivo "O Ator e Sua Verdade", ministrei uma oficina de clown, a pedido para um grupo de Taquara, a "Oficina de Clown - Uma Experiência da Nobre Arte de ser Palhaço". Novamente jogamos com a verdade em cena, a pureza, a inocência e eu vi e ouvi tanta coisa maravilhosa. Pessoas disponíveis, entregues ao processo de expor seu ridículo e fraquezas.

Encerramento do Curso de Clown no Alpen Park

Ambos os cursos foram permeados pela questão da verdade em cena, da verdade do ator e eu me vi questionando a minha verdade. A minha verdade enquanto diretora, atriz, professora...não consegui mais parar de pensar nisso, pois não posso ir contra minha natureza e contra os princípios que eu mesma "prego". Afinal, qual é minha verdade agora? A minha verdade é que ando trabalhando com um bando de gente hipócrita, que me tem como "mão-de-obra barata e qualificada", porque não me valorizam, não falo da questão financeira, mas de respeito mesmo. Agem conforme convém, e não são justos como deviam, não mesmo. Me questiono diversas vezes sobre o que adianta estudar pra caramba, pesquisar, tratar as pessoas com respeito, ser honesta comigo e com os outros, trabalhar com disciplina, com verdade, se pessoas a minha volta fazem exatamente o oposto e são muito mais valorizadas e "ovacionadas" do que eu? Sempre digo que artista gosta de carinho, antes de qualquer coisa, então quando nos magoam, isto tem um efeito colateral inimaginável...somos muito mais sensíveis que os seres "ditos normais", sofremos mais...erramos mais!
Tenho procurado seguir uma linha de pensamento lógico, com boas ações, entre elas, mas às vezes, acho que não tenho saído do lugar. Por que eu não puxo saco dos diretores como a maioria dos meus colegas fazem? (detalhe, eles acabam conseguindo mesmo o que querem com isso...pasmem!)Por que eu não baixo a cabeça e concordo, apenas? Por que eu não levanto bandeiras de partidos, siglas ou compro guerras pessoais, só pra fingir que me importo como tanta gente faz...Assim como palhaço, devo ser uma fracassada! Uma ridícula por acreditar nas coisas quem ninguém mais dá bola! E sinto que é chegada a hora de seguir outras verdades minhas, que ando deixando de lado. Não consigo disfarçar, fingir ou ignorar. 
Tenho aprendido importantes lições com todos que tenho trabalhado, desde o segurança ao coordenador geral, desde a faxineira a produtora executiva e por aí vai...
Só peço mais respeito, sabe? Respeito pelo meu trabalho, por quem sou, pela minha história...não sou melhor do que ninguém, mas coloco sempre verdade e coração nas coisas que faço, mesmo que muitos achem insignificante ou atropelem o que pra mim era um ato cênico especial. Tenho muita "estrada", mas não faço questão de ficar falando nas rodas sociais, ou nas redes sociais postando fotos, para me gabar como vejo os meus "colegas" com um toque de "sinta-se um lixo sei mais que você" fazer. Pobres criaturas desalmadas!Desalmadas de sutilezas e sensibilidades, inerente aos VERDADEIROS artistas.
Então, eu sou palhaça, vivo de instantes...
E apesar de tudo isso, também tem gente muito boa e especial que tenho convivido em mágicos instantes que a arte sempre me proporciona! E isso, caríssimos "empreendedores do meio artístico", "leiloeiros do entretenimento", isso vocês NUNCA vão entender, e NUNCA vão comprar. De mim, jamais!


domingo, 13 de janeiro de 2013

Encerramento do Intensivo de Verão



Turma do Intensivo 2013 "O Ator e Sua Verdade"


O que dizer? Tanta verdade sentida...tanta verdade revelada...A semana do Intensivo 2013 foi visceral. Atores disponíveis, dispostos a saírem da sua zona de conforto. E como é difícil e doloroso sair da zona de conforto.
A ideia era uma intensiva vivência de 20 horas, trabalhando sobre si mesmo, onde o ator distancia-se do “representar” para aproximar-se do “apresentar”. O programa aborda provocações para transformar a verdade do ator em concepção cênica. Intensidade entre lugar e conflito. Anseios e Desejos. Dramaturgia da minha verdade, condição do aqui e agora do corpo cênico numa perspectiva de unidade entre arte e vida.
O processo tem como objetivo potencializar a presença do ator e sua dramaturgia cênica, partindo da sua própria verdade, emocional e física, exercendo uma boa visão das ferramentas e decisões a tomar. Permitir-se desequilibrar é altamente criativo para o ato de criação. É nesses momentos de crise que a inteligência inata e a imaginação intuitiva entram em campo. O desequilíbrio é mais frutífero que a estabilidade. 
Seguem algumas fotos deste grupo intenso:
Processos de Auto descoberta

Exercício dos elásticos


 Eu, meu corpo, o espaço, o outro...a minha verdade

Local: Teatro Casa de Pedra Canela (janeiro de 2013)
Fotos: Sérgio Azevedo
Ministrante e Pesquisadora: Lisiane Berti





quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Currículo Lisi Berti



Lisiane Berti


Nascimento:                       16 de novembro de 1976
Naturalidade:                      Canela – RS

Endereço:                           Rua Borges de Medeiros, 1267
                                               Centro – Canela – RS
                                               95680-000

Telefones:                           Celular: VIVO (54) 9679.0422
                                                              TIM (54) 8104.4404
E-mails:                   
                                               lisiberti@gmail.com
                                               grupoartigos@yahoo.com.br

RG:                                        9054693016
CPF:                                     921971750-68

ESCOLARIDADE:              Ensino Fundamental (Escola Marista em Canela)
                                               Ensino Médio ( Magistério na Escola Danton Correa)
                                               Ensino Superior (Curso de Formação do Ator – UCS-
                                               Núcleo de Canela com duração de um ano e meio)
                                               Atual Acadêmica de Artes Visuais UFRGS


CURSOS, OFICINAS,        1993- Interpretação com Daniel Herz do RJ
SEMINÁRIOS DE               1993 – Workshop “O Corpo em cena” com Magda
ARTES CÊNICAS:             Oliveira no VII Festival de Teatro de Canela
                                               1994- Técnicas circenses com “Parlapatões, patifes
                                               E paspalhões” no VIII Festival de Teatro de Canela
                                               1994 – Interpretação com Rubens Francisco de
                                               Oliveira de Bagé
                                               1995 – Iniciação Teatral com Julio Ziegelmann
                                               1995 – Interpretação com Nilton Filho de POA
                                               1997 – Oficina de iniciação e reciclagem  para
                                               Cenotécnicos e luminotécnicos no RJ
                                               1998 – Maquiagem teatral com Vanja de POA
                                               2002 – Oficina de Voz: pessoa e personagem no                                                      Paraná no IV Fetaca
                                               2003 – Oficina com Carl Smith do Stomp de Nova York
                                               2004 – Maquiagem Teatral com Sandra Loureiro
                                               2004 – Educação e Técnica Vocal com a fono
                                               Fernanda Mariotto de POA
                                               2007 – Direção Teatral com Luiz Paulo Vasconcellos
                        2007- Curso de Cerimonial e Protocolo com Airton    Vargas
                       2009 - Iniciação ao Clown com Ana Elvira Wuo de Campinas
                  2010 – Curso o Ator Performer – Dramaturgia do Desejo com Silvana Abreu – SP
                        2010 – Comicidade do Ator com Fernando Vieira - SP


PARTICIPAÇÕES COMO 1991- “O Rapto das Cebolinhas”
            ATRIZ:                      1992 – “Acampamento Meio Sinistro”
                                               1993 – “A História de um Boneco” e “O Seqüestro de                                               Laurinha”
                                               1994 – “O Monólogo de Um Velório”
                                               1995 – “A Linguagem das Flores”
                                               1996- “O Etéreo” e “Buraco Quente Plaza Hotel”
                                               1997 – “Ano Novo...Vida Nova”
                                               1999 – “Vidas Paralelas” e “Dona Gorda”
                                               2000 – “Você me ama...”
                                               2002 – “Decote” e “Rainha do Lar”
                                               2005 – “O Canto das Fadas”
                                               2007 – “A Bela e a Fera”
                                               2007 – Branca de Neve
                                                2008 – “Alice no País das Maravilhas”
                                               2008 – “No olho da Rua” (espetáculo de palhaços para rua contratado pelo SESC – RS para a temporada de Inverno de Gramado 2008)
                                               2008 – “Fantástica Fábrica de Natal” dentro do 23º Natal Luz de Gramado           
                                               2008 a 2012 – “A Encalhada”
                                               2012 - Korvatunturi - a origem do Natal


PARTICIPAÇÔES COMO 1997 – “Eu, Você, com muito amor...”
         DIRETORA:                1998 – “Autópsia”
                                               1999 – “Duendes”, “Corações de Galinha” e “Vidas
                                               Paralelas”
                                               2000 – “A Idade das Flores” e “A Revolta das Bruxas
                                               2001 – “A Tempestade” e “Fábulas da Minha Vida”
                                               2001 a 2005 – “Auto de Natal” na Catedral de Pedra            
                                               2002, 2003,2004 e 2005- “Paixão de Cristo”  nas
                                               Ruínas do Cassino em Canela
                                               2003,2004 e 2005 – “Auto de Natal” na frente da Igreja Matriz em Canela apresentado para mais de 5.000 pessoas de 30 a 50 atores.
                                               2006 – “O Paradoxo das Paixões” com o Grupo
                                               Gramado em Cena
                                               2006 – “Os Fofoqueiros”do Grupo Oscarito
                                               2006 – “Auto do Rei” espetáculo de rua dentro da
                                               Programação do Sonho de Natal de Canela
                                               2007- “A Revolta das Bruxas” e “Viúva, porém
                                               Honesta” em Gramado
                                               2007 – “A Revolta das Bruxas” do Grupo Oscarito
                                               2008 – “O Menino do Dedo Verde” – Grupo Artigos
                                               2008 – “Alice no País das Maravilhas” – G. Artigos
                                               2008 – “A Palhaçada dos Relacionamentos” – G. Oscarito
                                               2008 – “Médico à Força” – encerramento turma adulta de Canela
                                               2008 – Encerramento Turma Adulta de Gramado
                                               2010- Criança Não Faz de Conta
                                               2010 – Auto da Compadecida (alunos de teatro)
                                               2011 – O Doente Imaginário (alunos de teatro)
                                               2011 – Criança não Faz de Conta (remontagem)
                                               2012 – Xará-xaxá: Lendas do Povo de Cá
                                               2012 – Esperando Noel


                                                1992 – “Acampamento meio Sinistro”
PARTICIPAÇÕES              1994- “O Monólogo de Um Velório”
COMO AUTORA:               1996 -  “O Etéreo” e “Buraco Quente Plaza Hotel”
                                               1997 – “A Revolta das Bruxas”
                                               1998 – “Autópsia” e “Corações de Galinha”
                                               1999 – “Vidas Paralelas” e “Dona Gorda” (montada em POA pela Cia Halarde de Teatro)
                                               2000- “A Idade das Flores” e “Você me ama...”
                                               2001- “ A Tempestade” e “Fábulas da Minha Vida”
                                               2002- Adaptação de “Decote” de Daniel Herz , “Uma História diferente” e “Rainha do Lar” também montada pela Cia Halarde de Teatro, estreiando dia 22.02 na Sala Carlos Carvalho dentro da programação do Porto Verão Alegre
                                               2003- “Entre Nós”
                                               2004- “Por que me crucificas...”
                                               2005 – “Paixão de Cristo” e “Auto de Natal”
                                               2006- “O Canto das Fadas” e “O Paradoxo das Paixões”
                                               2007 – “Nós” , adaptação de “Viúva,porém honesta” de Nelson Rodrigues e a “Via Sacra” (encenada no Largo da Igreja)
                                               2008 – “A Encalhada”
                                               2009- “A Princesa Feiosa”
                                               2011– “Um Lugar Onde as Pessoas não Dormem Nunca”
                                               2011 – “Os Boticários do Natal”
                                              2012 – “Esperando Noel”
                                              



PRÊMIOS COMO               Com “O Monólogo de um Velório”:
ATRIZ:                            1994 – Melhor atriz no 8º Festival de Teatro  de Canela
                                               1995 – Melhor atriz no IV Festival do Vale dos Sinos em Novo Hamburgo
                                               1996 – Melhor atriz no III Festivale em Rolante

                                                Com “O Pássaro Azul” da Cia Palco Meu:
                                               1996 – Melhor atriz coadjuvante infantil no VII Festival Gaúcho de Teatro Amador- Fase Regional em Lajeado

                                               Com “Decote”:
                                               2002 – Melhor atriz adulto no Festival de Teatro de Canela
                                               2003 – Melhor atriz no IV Fetacam (Festival de   Teatro de Campo Mourão – PR)
                                               2000 – Melhor atriz adulto no 14º Festival de Teatro de Canela com “Você me ama...”

                                               2006 – Melhor atriz voto popular e melhor atriz júri oficial pelo curta “Presente de Natal” na 58º mostra de vídeos independentes exibido na Casa de Cultura Mário Quintana
                                               2007 – Melhor atriz infantil por “Branca de Neve” no 20º Festival de Teatro de Canela


PREMIOS COMO               1997 – No 11º Festival de Teatro de Canela , melhor
    DIRETORA:                     direção adulta por “Eu, Você, com muito amor...”
1998 – Melhor direção do espetáculo adulto “Autópsia” no 12º Festival de Teatro de Canela
2001 – Melhor direção por “Fábulas da Minha Vida” no 15º Festival de Teatro de Canela
2001 – Melhor direção adulto por “Você me ama...” no Festivale em Rolante
2003 – Melhor direção por “Criança não faz de Conta” no 14º Festival Gaúcho de Teatro Amador
2006 – Mlehor direção adulto por “O Pardoxo das Paixões”no 19º Festival de Teatro de Canela
2007 – Melhor direção por “O Paradoxo das Paixões”no Festivale em Rolante
2007 – Melhor direção por “O Paradoxo das Paixões” no IV FETEBE em Bento Gonçalves


SITUAÇÃO
   ATUAL:                              De 2003 a 2010 trabalhou junto do Centro de Cultura
                                                Gramado, dentro do Projeto Escola de
                                               Teatro Gratuita (ministrando aulas de teatro aos        
                                               alunos da rede municipal e pública gratuitamente).

                                        
                                                 De 2003 a 2009 foi coordenadora  do Festival de
 Esquetes Escolar de Gramado (agora a nível estadual).

Ministra oficinas de Teatro Adulto particular em       Gramado e Canela.

Responsável e criadora do Grupo Artigos de Canela desde 1994 que encerrou seus trabalhos em 2011.

Criadora da Maratona de Monólogos de Canela e Gramado (2011 e 2012)

Atualmente ministra oficinas a adolescentes, adultos e terceira idade nas cidades de Canela e Gramado.

Trabalha também na UCS - Canela com curso de Desinibição Teatral aos universitários de diversas áreas.


                                              


VideoBar

Este conteúdo ainda não está disponível por conexões criptografadas.