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terça-feira, 9 de junho de 2009

Leitura Dramatizadas - Textos de Tennessee Willians


Quando projetamos o Ciclo de Leituras Dramatizadas nunca imaginamos que ao escolher autores para estudar, além de conhecer suas obras, estaríamos entrando em contato com suas energias. E diga-se de passagem, que energias!!! Cada leitura tem transformado, instigado, "mexido" com cada um em especial...

Tennessee Willians que foi o escolhido da última leitura, tinha uma família muito problemática o que lhe serviu de inspiração para suas obras (até parece alguém que eu conheço). Ainda criança e teve difteria e ficou um ano fora da escola, tornando-se um menino introspectivo e que passava todo o tempo só em volta dos livros. Segundo ele mesmo declarou em uma entrevista concedida na década de 70: "Descobri na escrita uma fuga de um mundo real no qual me sentia profundamente desconfortável". Aos 26 anos ele escolheu o nome de Tennessee em função dos dois anos felizes que passou em Nashville.

Sua obra é forte, com diálogos cortantes, climas densos, que despem os personagens de suas roupagens de normalidade para mostrar suas angústias, medos, desejos, culpas e pecados. Diálogos estes que também revelam o contorno psicológico que o autor desenha meticulosamente para cada personagem.

Tennessee Williams escreveu cerca de 90 peças ao longo da carreira e foi um dos dramaturgos mais adaptados para o cinema em toda a história de Hollywood. Apesar do reconhecimento, não escapou das vicissitudes a que muitos gênios estão sujeitos (capaz!!!), e a certo ostracismo nos anos de 1970. Além disso, episódios envolvendo drogas, álcool e a vida amorosa(maldita vida amorosa...) pontuaram às suas muitas glórias. O dramaturgo e roteirista morreu em 1983 de forma tão banal que chega a ofender sua genialidade: engasgou-se com uma tampinha de garrafa, bêbado em um hotel e de Nova York.
No Boccattta dia 04 utilizamos três pequenos textos dele: "A Dama de Bergamota" (com Carla Reis, Maria Cristina da Silva e Bento Donini e direção de Carla Ferreira), "Essa Propriedade está Condenada"(com Paula Lovatto e Cristiano Silveira e direção de Lisi Berti) e "Fala comigo doce como a chuva" (com Catina Basei e Julio Zaicsoki e direção de Carla Ferreira).

Tivemos também a sonora participação do saxofone de Eric Hannel e um público fiel mesmo com o frio.

O que dizer...O teatro age como um bálsamo trasnformador, mas às vezes ele age intensamente, no corte e sem anestesia...

Sofram para crescer!!! Cresçam para sofrer" (Lisi Clair)

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