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sexta-feira, 6 de março de 2009

"O Casamento" foi um SUCESSO!!!







Iniciou ontem no Restaurante Boccatta o "Ciclo de Leituras Dramatizadas" em comemoração aos 15 anos do Grupo Teatral Artigos. O primeiro texto lido foi "O Casamento Suspeitoso" de Ariano Suassuna com direção de Julio Zaicoski e no elenco:
Carla Reis como Lucia Renata, Carla Ferreira como Gaspar, Julio Dias como Roberto Flávio, Julio Zaicoski como Cancão, Leticia Dias como Frei Roque, Lisiane Berti como Suzana Cláudia, Maria Cristina da Silva como Dona Guida, Valério Donini como Geraldo e o convidado especial Tito Martins como Juiz Nunes.
O público compareceu em peso e divertiu-se com a comédia de costumes. O grupo contou com o apoio de:
- Central de Cópias
- Terra Turismo
- Programa Turismo e Negócios
- Boccatta
A próxima leitura será dia 02 de abril e no dia 04 a grande festa de aniversário do grupo, a festa CELEBRIDADES no Bar Positive. Venda de ingresso com os integrantes do grupo:
Masculino : R$ 10,00
Feminino: R$ 8,00
Visite também o orkut do grupo: grupo teatral artigos e entre na comunidade...

terça-feira, 3 de março de 2009

O NOVO ACORDO EM "DESACORDO" ORTOGRÁFICO



Para quem ainda não sabe, entrou em vigor a partir de janeiro de 2009 o novo acordo ortográfico, as mudanças no idioma visam universalizar a língua portuguesa (Que piada!). Falar sobre o novo acordo ortográfico implica saber que em termos históricos já se fizeram várias tentativas de unificação da ortografia da língua portuguesa, sendo que a primeira data de 1911, que culminou em Portugal na primeira grande reforma. Depois existiram várias tentativas, sendo a mais importante a de 1990 que é a que está por trás de todo o celeuma (barulho, algazarra) levantado atualmente sobre esta questão.


Unificar!!Com tantos problemas sérios, eles querem unificar os países que falam português desrespeitando por exemplo a etmologia das palavras!!Uau! É o que eu chamo de revolução de idéias! Opa, agora ideia perdeu seu acento, porque ditongo aberto em (ei,oi) não são mais acentuadas em paroxítonas! Ideias sem acentos! Elas vão ficar no ar,imagino...


Tudo muda e ocorre um grande impacto destas alterações que não serão sentidas agora, mas futuramente.Fora isso, serão as novas publicações e reedições (ai, será que escreve assim...to confusa!!!) dos livros didáticos por exemplo, fora a reaprendizagem de alunos e professores. Imaginem as crianças que foram alfabetizadas recentemente e que terão que, de certa forma , passar por uma lavagem "alfabetal".


Sem este acordo ridículo, os países poderiam seguir um processo natural de evolução, dinamizando a língua uma vez que as variantes escritas da língua são perfeitamente compreensíveis por todos os leitores de todos os países da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa). Será um período de adaptação de 6 anos, podendo ser usada as duas grafias. Quanta sensatez! Imaginem se ratificam o acordo neste tempo, teríamos a CPOP (Comunidade dos Países Obsoletos de Língua Portuguesa). Ninguém parou para pensar sequer nas consequências (agora não existe mais o trema na nossa malígna língua).


Todos nós, além de um novo dicionário, precisaremos de autoajuda (que perdeu o hífen). As novas regras deviam vir em embalagens com contraindicação (sem hífen também, meus caros)assim poderíamos no precaver contra os efeitos colaterais, podendo inclusive nos tratarmos em tempo.A médica aqui, imagino, seria a Doutora Gramática, depois passaríamos pela consultório psiquiátrico do Senhor Aurélio e teríamos como enfermeiras "K", "W" ou "Y", sim, porque agora nossas amigas estrangeiras fazem parte do nosso alfabeto, que é formado por 26 letras!!


Mudanças meu ilustres colegas! Sou adepta a elas, mas convenhamos que estas vem com uma bagagem de regras intoleráveis, como se já não bastasse as regras antigas, que demoramos anos para aprender,se é que ninguém nunca colou ou chutou numa prova de vestibular, agora temos que "engolir" o novo acordo guela abaixo (güela com trema eu achava mais bonitinho). Me desculpem os que defendem o novo acordo, mas ou eu sou um ser desprovido de inteligência e este novo acordo nos trará grandes discussões, muitas dores de cabeça e pilhas de regras e seres em colápso ortográfico ou o mundo está mergulhado numa contraordem (também sem hífen).


Salve-se quem puder!! Enquanto isso, navegamos no mar do novo acordo ortográfico, batendo nos "icebergs" da língua portuguesa e sua novas regras , aportando Deus sabe como!!!Uma situação suprassensível (sem hífen também porque é uma palavra formada por prefixo e terminada por vogal e iniciada por "s" que neste caso, deve ser dobrado)SOCORRO!!!



domingo, 1 de março de 2009

O PAPEL DA PLATÉIA


Olhando no youtube uma entrevista da Drica Moraes de seu monólogo "A Ordem do Mundo" ela diz uma frase muito interessante: "Não temos que dar a platéia o que ela quer, temos que dar a platéia o que nós queremos dar". Aí começou a minha pulga atrás da orelha...

Já fiz quatro monólogos na minha constante vida de atriz. Três cômicos e um drama. Já tive platéias de todas as cores, de várias idades, de muito amores...(salve Martinho da Vila!) e muitas vezes recebi elogios da platéia quando pra mim a apresentação tinha sido horrorosa, ou outras vezes o contrário, gostei e ouvi críticas... Sempre me interessou muito a reação da platéia quando estou em cena, consigo estar ali, com meu personagem, mas com a Lisiane Berti atenta, a qualquer mosquito que seja...não sei se isso é bom ou ruim...mas comigo sempre foi assim. Com a idade chegando, o conhecimento aumentando e prática constante, começo a repensar a função da platéia num espetáculo...ela é o termômetro mesmo...ou é inerte...Não, platéia inerte,não existe!

Dar a ela o que queremos dar...acho que os atores acostumaram muito mal a platéia...ouço sempre coisas do tipo: "Infantil vende mais", "Comédia é mais fácil..." e não concordo em suma.

Comédia é difícil pra caramba! Fazer o público rir, falo aqui de humor inteligente, não de caricaturas humorísticas, não é fácil não...Quando você pensa que tem a platéia ali na mão, ela escapa por entre os dedos...pensa que eles vão rir na piada "tal" e aí eles surpreendem rindo de coisas que ninguém nunca riu até aquele momento...Estranho!

Concordo com a Drica! Temos que nos sentir bem fazendo o "ato", a "cena", o " personagem" primeiro, para depois darmos a platéia o que ela quer...senão corremos o risco de sair do palco desprovidos do óssio, da polpa, da navalha na carne, da origem.

Agradar não é nosso objetivo, até porque não somos animadores de festa ou algo do gênero, mas concordo que fazer coisas bizarras, sem sentido, só pra contrariar, também não me "desce".

Dar e receber...dou em cena o que a platéia me oferece primeiro...respiro com eles, soluço com eles e quando posso rio com eles também...hoje, quando entro em cena, minhas maiores preocupações são: "estar no tom", "emoção verdadeira" e "personagem"! E quando eles não estão em sintonia saio do palco com aquela sensação de "FIZ MERDA HOJE E DAS GRANDES",mas sorrio, aceno e cumprimento, por que sou ATRIZ!!!E depois, olho pro diretor que não me diz nada na hora, mas os olhos me dizem tudo e ai...lá vamos nós outra vez, né Julio Zaicoski...

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