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quarta-feira, 9 de setembro de 2009

O clown e eu

A turma clownesca
Nossa trilha: lá...lá...lá...

Bolota Pipa

Já tinha assistido vários espetáculos de clowns, falei com gente que fez cursos, mas nunca me imaginei como tal. Confesso que tinha um certo medo pelo que ouvia sobre as formas de humilhação e etc...Aí, veio o curso com a Ana Elvira Wuo em Canela, que o Grupo Artigos em parceria com a Dart'e trouxe nos dias 06 e 07 de setembro e desconstruiu tudo o que eu temia, ou pensava que sabia.

Dezenove pessoas,leigas como eu, se lançaram neste mundo. Foram 12 horas de trabalho corporal, iniciação, nascimento e convivencia com o clown. O encerramento aconteceu no Oásis Santa Angela.

É difícil traduzir em palavras o que vivenciei, senti e vi. Mas foi uma experiência e tanto! Compartilhar este momento com amigos queridos e colegas de teatro foi verdadeiramente fantástico.

Segundo a Ana Wuo:

"Para construir o clown é necessário sair da lógica preestabelecida da sociedade e abrir um espaço para a criatividade clownesca. Essa lógica diferenciada traz a alegria de ser criança novamente, o retorno às nossas ingenuidades, à criança interior que, no picadeiro, se torna arte, através da exposição de nossas emoções primárias.
O participante do Worshop penetra no mundo de atos ingênuos, de alegria, de descobertas, de ações fora da lógica preestabelecida, enfim o mundo da pureza de coração propiciado pelo processo de criação do clown em cada um.
O mundo do clown só passa a ter vida a partir do momento em que ele não mais tenta fazer as coisas serem engraçadas, mas as coisas engraçadas são parte dele e de suas atitudes, pois ele leva tudo a sério. O engraçado é olhar como ele faz as coisas, se pedirmos para ele nos passar o arroz numa mesa de jantar, provavelmente vai buscar um ferro de passar roupa, para tentar passar o arroz. A graça e a poesia estão no corpo do clown, a alegria, a tristeza, e outros sentimentos inerentes ao ser humano, também toda a sua afetividade está na sua presença, nas suas emoções que, no corpo do clown, adquirem a dimensão do espaço, do corpo inteiro. As emoções passeiam pelas ações corpóreas do clown, como o sangue que corre em suas veias."

E deste curso "nasceu" a Bolota Pipa, minha clown!!




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