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domingo, 3 de maio de 2015

Retorno das Leituras Dramatizadas

Em parceria com a Aroma Literário - Livros em Café a Cia Lisi Berti retomou o projeto Ciclo de Leituras Dramatizadas que não acontecia desde 2011.
Culminando com o Curso Grandes Autores Teatrais Módulo II que acontece desde março na D'arte em Canela, ministrado por Lisiane Berti, ao final de cada autor, toda última quarta do mês, estaremos realizando uma leitura dramatizada feita pelos alunos do curso.
A nossa primeira leitura do ano aconteceu dia 29 de abril com o texto "As Cadeiras" de Ionesco. No elenco Paula Lovatto (a velha), Ronaldo Almeida (o velho), Núbia Gallas (orador), Odarlan Mapelli (entrelinhas).

O velho e a velha

O orador

Entrelinhas

Público participativo
A aluna Isabel Scheid, explanou um pouco sobre o autor Ionesco antes do início da leitura. Segue um breve relato:
Eugene Ionesco é o máximo expoente do teatro do absurdo, junto com Samuel Beckett. O Teatro do Absurdo é incoerente por natureza. O humor sempre está presente neste tipo de texto, que muitas vezes apresenta elementos como vazio, frustração e personagens perdidos no mundo. Nasceu na Romênia em 1909 e morreu em Paris em 1994. Filho de pai romeno e mãe francesa, passou a maior parte da infância na França mas no princípio da adolescência regressou para a Romênia, onde se formou como professor de francês. Voltou à França em 1938 para concluir sua tese de doutoramento. Apanhado pela eclosão da guerra, em 39, Ionesco permaneceu na França e revelou-se como escritor de talento. Também incursionou no cinema, tendo dirigido nos anos 60 um dos episódios do filme Os sete pecados capitais,ao lado de nomes como Roger Vadim, Godard, e Jean Louis Trintignan. Morreu aos 85 anos de idade, e está enterrado no cemitério de Montparnasse.
Ionesco não queria que suas peças fossem categorizadas como Teatro do Absurdo, preferindo em vez de absurdo, a palavra insólito – um aspecto ao mesmo tempo pavoroso e maravilhoso diante da estranheza do mundo. O Rinoceronte, A Lição e As Cadeiras são obras significativas na vasta produção teatral e literária deste autor. Para lá de ridicularizar as situações mais banais, retratam de forma tangível a solidão do ser humano e a insignificância de sua existência.

Na peça As Cadeiras, escrita em 1952, um casal de idosos, ele com 95 e ela com 93 anos, tenta encurtar os momentos solitários e aborrecidos da velhice que insiste em manter-se. Apesar de estarem juntos, sentem-se sós. Estes momentos parecem-lhes eternos, e decidem, reviver histórias do passado. Agora que estão no final de suas vidas, tentam perpetuar vivências reais misturadas com delírios. Em delírio, convidam desde as mais ilustres figuras às mais modestas para preencher as cadeiras da platéia que vai receber a tão esperada mensagem do idoso. No final... as cadeiras revelam-se vazias. As suas vidas continuam vazias. A impossibilidade de comunicação, desolação e destruição são os sentimentos finais desta farsa trágica.
"Mergulhar, sem limites, no espanto e na estupefação; deste modo podes ser sem limites, assim podes ser infinitamente." 

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