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domingo, 12 de julho de 2009

A PERDA DE UM ENTE QUERIDO


Essa semana que passou um grande amigo, companheiro de grupo, perdeu a mãe que estava hospitalizada após um transplante e acabou falecendo... Foi tão difícil vê-lo arrasado, tão triste, perdido, sem saber o que fazer. Ter que olhar para ele naquele estado e tentar falar algo, se é que há algo que possa ser falado nesse momento,foi muito difícil e doloroso...

Outra amiga querida está com o pai com câncer e parece que o estado dele está piorando. Vi nela a esperança de vê-lo bem ser trasnformada em grandes olheiras, olhos cheio d'agua a tocar no assunto e o medo de perdê-lo a qualquer momento.

A morte existe, e só lembramos dela quando ela nos pega de surpresa. Existe por algo maior que ainda não sei ao certo, uma provação talvez,uma lembrança de quanto somos frágeis e iguais e que estamos aqui de passagem mesmo... Longa ou rápida, mas de passagem!

Deveria haver um meio de não sofrermos tanto com isso, enterrar pessoas é algo que me dilacera, acabamos numa caixa embaixo da terra, apodrecemos!!Fim!!

A última pessoa querida que perdi e senti muito foram meus avós, pois tinha um laço amoroso forte com todos eles... Era difícil engolir o choro, difícil esquecer,horrível tocar aqueles rostos frios no caixão e saber que nunca mais ia vê-los, pelo menos não em matéria.

A perda de um ente querido é uma cicatriz que fica para sempre, profunda, dolorosa que fica na eterna saudade...

Sempre penso em como será perder um ente querido, não quero atrair isso, mas penso em me preparar para isso... Minha mãe, por exemplo, seria algo avassalador pra mim, ela é meu suporte, meu alicerce. Mesmo não morando com ela há anos, meu contato com ela é diário, fora que ela é a segunda mãe da minha filha. Nunca fomos de segredos, um olhar e pronto. Tudo resolvido. Nunca brigamos, e se brigamos era rápido e bobo. Somos diretas e não toleramos falsidades...

Discordamos em uma única coisa: ela preferiu tolerar um marido desagradável por causa da familia, viver infeliz e levar uma vida "cinza", triste...eu quebrei o padrão e resolvi que não ia permancer ao lado de um homem só por causa da minha filha, e quando ela tinha um ano me separei. Enfrentei o mundo, as críticas, a dor, encarei uma casa sozinha, contas, responsabilidades e o "ser mãe" em tempo integral, sozinha, também. Me orgulho disso hoje e do quanto cresci!!!

Aos amigos que compartilho da dor, porque são meus amigos e dói vê-los assim, só pode dizer que nesta vida, cada segundo é importante e cada momento que perdemos lá no fim pode mesmo fazer a diferença toda.

Vivam ao máximo!!!

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