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sábado, 3 de maio de 2014

O Amor se quebra ou rompe barreiras?

Ouvi de uma amiga querida que a distância sempre aumenta tudo...a dor...a saudade...o amor... ela também me disse que não escuto o que ela diz porque só dou ouvidos ao "que quero escutar" e pensando cá com meus botões, ela tem razão...
Então poderia definir a "distância" como uma personagem melodramática, exagerada, que sofre com tudo no contexto e lá no final, terá um final feliz...
Eu já acreditei bastante em finais felizes, não aqueles dos contos de fadas porque na prática a gente sabe que o "felizes para sempre" não existe, mas aqueles em que tudo de certa forma se encaminha para o melhor, mesmo que esse melhor não seja "o melhor" para a gente no momento.
A mesma amiga me disse também uma vez, que eu era muito corajosa, porque ela jamais teria a coragem de dar seguimento em alguns relacionamentos como eu dou...às vezes acho mesmo que seja coragem outra vez acredito que beiro à loucura. A loucura de acreditar...acreditar que nada nos acontece por acaso, acreditar que mesmo que lá atrás deu errado, não significa que tudo vai se repetir, a não ser que não tenhamos aprendido a lição.
Tenho prestado atenção na letra de uma música, aqui do Sul mesmo, chamada "Os Cardeais" de Cézar Passarinho que diz:

Não chora, menina, não chora por que foram-se os cardeais (Desculpa aí, mas eu choro sim quando tenho vontade)
Se cantavam, na prisão campo a fora cantam mais (será mesmo que cantam mais?)
Tanta gente, anda vagando sem saber onde pousar (ah isso eu concordo!)
Mas as aves, só voando é que podem se encontrar (então...acho que preciso "voar")
(Você ainda não sabe o que cabe nesta paz
Quando a gente, abre as asas nunca mais, nunca mais) Bis (verdade...nunca mais...)
Era tão triste menina não tinha aceno este cais
Na despedida eram dois depois, depois serão mais (que assim seja!)
A gaiola abriu as asas por que até a prisão se trai
E o campo se fez casa para o canto dos cardeais
Então vejo o quanto sinto falta de pequenas coisas, o quanto o menos é mais...enquanto as pessoas se prendem a "fuxicos" e detalhes supérfluos, meu foco e minha preocupação está em outras coisas, bem longe daqui, muito além daqui... Ando ultimamente tentando simplificar mais a vida e entendê-la sem filosofar tanto, mas quem disse que sou capaz disso? Quem disse que a vida foi feita para entender? Vive-se para viver, aprender...quantos aprendizados ultimamente. Trocando de pele...novo ciclo, nova forma de pensar e agir...por sinal tenho ficado mais quieta, mais "off" que "on", obviamente isso desperta a curiosidade de alguns, o espanto de outros e comentários inúteis dos "sempre maldosos de plantão" ...mas não me importo mais...assim como os cardeais, preciso sair "campo afora", cantar mais...e amar...bem...amar me deixa em estados...estados que por ora me energizam, por ora me desestruturam... Eu não consigo fingir não ser, fingir não querer, fingir não gostar...busco o controle, mas como todos, me descontrolo. Tenho ânsias absurdas de mim, do outro, de nós...mas logo passam...
Minha filha me diz que quero tudo para ontem...que estou sempre em estado de "urgente" e nem sempre é tão urgente assim...respiro! Leio, ouço músicas até riscar os cds (somente as preferidas), trabalho, sigo, sonho...sonho muito...
Em mim agora repousa uma mistura de amor e solidão, de vontades e desejos, de medos e desafios...uma outra etapa passou. Seguiu. Outra nova começa. Uma atrás da outra e tenho tido tempo de respirar. Falando com meus alunos adultos estes dias, brinquei com eles se quando choravam já se olharam no espelho pensando em um personagem que estivesse naquele estado...incrivelmente logo a vontade de chorar passa...quando não vem seguida de uma risada...
Sei que tenho de ser paciente, respirar, esperar...mesmo que isto me dê calafrios é o que se tem... mas isso não significa que esperarei inerte, que ficarei à disposição, eu não sou assim. Por isso questiono: Amor se quebra ou rompe barreiras? Amor é tudo ou nada? Maldita distância que corrói...palavras não ditas podem ser mal interpretadas, palavras ditas secamente passam a ser questionadas, na ausência celebra-se a presença mas e quando se está perto?  O que é estar perto realmente? É estar ao lado o dentro da pessoa? Sentimentalismo a parte sem nem de longe estar em TPM, divago aqui...para mim...cá com meus "botões" no meu blog onde não corro o risco de "querer dizer algo a alguém"...só estou escrevendo, porque amo escrever e isso sempre me fez bem...talvez outros leiam e se identifiquem ou detestem...honestamente não importa porque não estou no momento para me preocupar com opiniões alheias...sabe quando não interessa? Então...não interessa!
Sigo amando...do meu jeito...atropelamentos a parte, acho que amo bem, amo com vontade e autenticidade, amo com verdade, amo com entrega mesmo querendo urgência. Sem muito romantismo, mais realista, mais questionadora, mais presente... e se meu amor não serve, me deixem ir com os cardeais, afinal, depois que a gente ama e abre as asas...nunca mais...nunca mais!

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