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sábado, 27 de abril de 2013

"A Encalhada" está de volta!!


Maria do Amparo está de volta, comemorando 5 anos de sucesso e mais encalhada do que nunca! Ela retorna no Teatro Casa de Pedra, onde tudo começou, no dia 17 de maio às 20h30min. 
Ingressos antecipados: R$ 15,00 (Fundação Cultural de Canela e Locadora Star Vídeo) no local R$ 20,00.
Venha rir e comemorar com a gente!


Cenas novas, frases de "consolo" novas, muita alegria e diversão esperam você!

sábado, 20 de abril de 2013

Coisas boas estão por vir...


As pessoas sempre acham que te conhecem, que são próximas, íntimas o suficiente pra vir te "aconselhar", dizer aquelas frases feitas de solidariedade, dizer que "foi melhor assim", dizer que "já passei por isso, sei o que sente", ou dar um veredito final "esquece", "segue outro caminho". Na ânsia de ajudar esquecem de nos ouvir, esquecem que não podemos atropelar o que somos, quem somos e o que sentimos. Algumas nem fazer por mal...Outras adoram tocar no assunto para ver como você reage, se fica sem jeito e tal...
Graças a deus que somos seres únicos, capazes, fortes na essência e quando nos esquecemos disto a vida vem e nos mostra que precisamos evoluir, seguir o caminho que nos comprometemos a trilhar, a missão com a qual nos responsabilizamos. E então ela nos tira de "circulação", como seres frágeis que somos, sofremos porque nossa ignorância não nos deixa entender. E não, não temos que entender nada, temos que aceitar e seguir, porque não dá para ficar esperando que as soluções caiam do céu, que a dor vai estancar de um dia para o outro, que o amor vai acabar de um dia para o outro (apesar de já ter ouvido isso não acredito que se ele for de verdade acabe assim), que Deus não seria terrível com as criaturas que ele mesmo criou, que nada é para nosso mal...
Filosofia? Talvez...Aos pouquinhos a gente vai entendendo algumas coisas, vai sentido outras tantas, vai se desvencilhando de velhos pré-conceitos, ouve uma frase solta aqui, recebe um elogio lá e percebe que a vida só te dá aquilo que você projeta. 
Nunca me perdi da minha essência, dos meus valores, da minha sensibilidade e intuição...nunca deixei de ser quem realmente sou, sempre estive comigo, sempre! Duvidei muitas vezes de quem eu era, mas sempre me reencontrei em mim...e me amo! Me amo pelo que sou, como sou, de onde vim, tudo que já fiz, alunos que ensinei, pessoas que trabalhei, textos que escrevi (assim como este), e nunca, nunca passei por cima de ninguém, nunca tratei mal, inclusive nos relacionamentos...dos piores aos melhores, nunca mudei pra agradar, nunca deixei de dar minha opinião, nunca deixar de fazer nada do que fazia, sim, eu cedi assim como eles, mas sempre sendo EU. 
Agora me deparo em um novo momento da minha vida, com novas escolhas, algumas que fui obrigada a fazer, sozinha de novo, trabalhando sozinha, morando sozinha, vivendo sozinha, amando sozinha, atuando sozinha, escrevendo sozinha...mas não sozinha de mim. Se é que me entendem...Um momento difícil por um lado, mas tão rico de descobertas nessa introspecção toda. Tão rico de ideias, de criação, de silêncios...de chuvas...de cafés pensativos, de música alta, de dança, de poesia, de riso fácil, de lágrimas bobas que aparecem de vez em quando...Já não sofro como outrora...entendo as coisas de um outra ângulo e mesmo que todos me digam milhões de coisas, ainda escuto meu coração, afinal ele está comigo desde o dia que nasci. Ele sabe de mim, ele me conhece, ele me escuta, ele me diz...vou contra tudo e todos sim! Porque a voz do meu coração sempre falou mais alto! No trabalho, na familia, nos amores, e sei que muitas vezes isso teve um preço alto e doloroso, mas ao mesmo tempo libertador!
E eu vou assim...bem desse jeitinho, seguindo, andando, devagar, com mais calma, chorando sim quando sinto vontade, rindo de coisas bobas, sendo desastrada nos afazeres domésticos como só eu consigo ser (esses dias bati a cabeça na estante ao ligar o dvd, arroxou e ficou ridículo, não acreditei que consegui essa façanha). Minha vida! Minhas escolhas! Meu amor! Minhas dores! Minha bagagem de vida! E onde todos veem coisas ruins, fins eu vejo recomeços, inclusive de uma nova Lisi. Uma Lisi que eu sempre escondi, e sufoquei por anos...
E olha, amigos e nem tão amigos assim, num futuro bem, mas bem próximo eu vejo só coisas boas. Me desculpem, mas é o que meu coração diz, agora é só uma pausa dolorosa e estratégica para o que virá e já está a caminho...



E pra mim...estas "grandes" são as mais simples que tanto sonhei...

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Domingo tem reestreia do "Xará-xaxá"! Não perca!

Crédito Sérgio Azevedo

Este domingo às 17h no Teatro Casa de Pedra em Canela tem a reestreia de "Xará-xaxá: Lendas do Povo de Cá" com a inserção de uma nova lenda "São Sepé" e a estreia da nova atriz Lu Benetti.
O espetáculo que circulou em 2012 pelo estado do Rio Grande do Sul, dando o ar da graça também no Rio de Janeiro, foi selecionado recentemente e participará no XXXII Festival de Teatro para Niños na cidade de Trujillo, no Peru.
A peça conta sob um olhar feminino as lendas do Umbú, Negrinho do Pastoreio, Erva Mate, Quero-quero e São Sepé. No elenco: Maiara Bertoluci, Paula Lovato, Lu Benetti, Renata Brito e Lígia Fagundes. Texto e direção de Lisiane Berti.
Os ingressos podem ser adquiridos antecipadamente na Fundação Cultural de Canela ou com o elenco por R$ 15,00, no local será R$ 20,00.
Agende-se! Leva teu chimarrão e te aprochega vivente!
Mais informações: www.xara-xaxa.blogspot.com


sábado, 9 de março de 2013

Em tempos de desmoronamento...


Desde sempre eu aprendi a lidar com a dor de duas formas: atuando ou escrevendo! Assim eu a sinto de verdade e procuro entendê-la, até que ela possa seguir seu caminho e eu o meu. A dor não é para sempre! A tristeza não é para sempre, o amor não é para sempre, nada é para sempre!
Com o passar dos anos a gente vai aprendendo a lidar um pouquinho mais com a dor, não que consigamos exterminá-la, mas a gente já consegue tomar um café olhando olho no olho sem tanto medo e tanta pressa que ela vá embora.
Em "tempos de desmoronamento", quando tudo desaba, e num piscar de olhos, o choque é tão grande que primeiro ficamos inertes, confusos, não conseguimos nos mover. Mas aos poucos, lá está ela, a dor vai tomando conta do corpo todo, rasgando suas entranhas e você se dá conta que já conhece aquela sensação, afinal já teve tantas na sua vida... 
Sabemos que existem outros caminhos, outros trabalhos, outros amores, novas perspectivas, mas precisamos nos entregar um pouco sabe, sentar no meio da caminho, respirar e chorar e sentir essa maldita dor. Sentir! Não finja que nada está acontecendo, pois está! Não tente agir  como se estivesse tudo bem, não está! E quanto mais você mentir para si mesmo, mais vai sofrer, mais vai doer e você vai se aniquilar, ao pouquinhos, como se cada parte fosse arrancada do seu coração com pequenos rasgos, que se tornam difíceis de juntar.
Lá na frente, quando você decidi seguir seu caminho novamente, guardando o que restou dos pedaços de você que se rasgaram, você sente que nada foi em vão, a dor nunca é. As lágrimas sentidas não são, as perdas, sejam elas emocionais, profissionais, familiares, nunca são por acaso. Talvez tenha que se perder tanto agora e desmoronar por completo para ganhar algo lá na frente e ser feliz.
Não sei lidar por completo com a minha dor nas horas de desmoronamento, mas já aprendi a respeitar o momento dela e o meu. Durante o dia, não deixo ela tomar conta, a noite quando ela costuma bater mais forte, eu coloco uma música triste, deixo ela vir, sinto, sofro, desligo o som, enxugo as lágrimas e sigo! Não dou mais tanto espaço como antigamente, mas também não a escondo de mim.
Agora estou desmoronando um pouco todo dia, não me permito mais cair por completo, de uma só vez. Assim, dói menos! O complicado é sempre o recomeço, sacudir a terra toda por cima de você, levantar-se e juntar cada pedaço seu que se perdeu no meio disso tudo.
Mas dá para juntar? Dá para recomeçar? Esquecer? São processos! Processos do nosso insuportável ser...
Não existem respostas mágicas, infelizmente! Minha impaciência sempre me faz pensar nelas. Seria tão mais fácil apertar um botão e PLIM, resposta recebida com sucesso! Escolhas que você tomaria com a certeza de não ter que voltar atrás quando desmoronasse tudo.
Agora a certeza que tenho no meio dos escombros que restaram de mim é quem eu sou, o que eu quero, quem eu amo e para onde vou...Já é algo, não? Não sou do tipo de se lamentar demais, não vou ficar muito tempo parada limpando "restos". Vou! Coração partido, é verdade, mas com a certeza de que lá na frente, algo melhor me espera!






sábado, 23 de fevereiro de 2013

A vida passa...será que já estou "passada"?


Se me perguntassem como estou hoje e como estaria vendo as coisas, seria mais ou menos como a figura acima. Chuva, porque a chuva sempre me atraiu ( e acalmou!). Sei que há luzes, há uma estrada, tem gente na minha frente, mas ainda está tudo meio embassado. O tempo está passando, cada vez mais depressa, cada vez mais prepotente e sem piedade e eu já não acompanho mais tanta mudança.
Eu tento! Juro que tento!. Eu vou lá corro, realizo, busco, retorno, erro, acerto, mas quem é que estou tentando enganar? Já foi meu tempo de  "dançar na chuva" pensando que amanhã pode ser diferente. Já aprendi dolorosamente que não vai. Trabalhos perdidos não retornam, amores que vão não voltam, pessoas que se perderam não ressurgem, minutos perdidos não retornam, oportunidades questionadas foram lançadas na mão de outros...
Deprimida? Não! Só estou triste hoje e quem sabe amanhã não esteja. Por que estar triste é um estado, e nem sempre tem motivo, é meio assim como gripe, sabe? Vem de repente e daqui a pouco passa, mas acaba nos "derrubando".
Talvez eu esteja "passada", sabe fruta que não é colhida e passa do ponto? Talvez eu tenha perdido tempo, me preocupando com quem não devia, perdendo tempo com quem não merecia e aí quando me olhei no espelho...onde eu fui parar? Onde estou? Aonde cheguei? Para onde quero ir realmente?
Qual minha meta? São tantas, eu ainda tenho tantos planos, mas ninguém mais acredita. Eu sonho todo dia, tenho ideias, invento moda, crio, escrevo, busco, sou uma insatisfeita positiva, mas acho que caí no descrédito. No meu próprio descrédito. Paulo Coelho, que há muito deixei de ler, dizia que todo guerreiro da luz tem que duvidar às vezes do seu caminho para não pecar por orgulho. Não sou orgulhosa mas sempre estou em dúvida. Sempre! Em todos os sentidos, e disfarço bem, pois ninguém percebe. Será que receberei minha espadinha de guerreira da luz?
Tem gente que acha que sou uma líder, outros super determinada e decidida, serena (rárárá), e tantas outras coisas...eu rio por dentro. Se soubessem...se sentissem tudo o que eu sinto todo dia...mas aprendi a lidar com a emoção, não guardo nada, falo sempre, hoje em dia sem tanto impulso, mais pensado, mais ponderado, mas falo.
E escrevo! Terapia funcional, principalmente nos abençoados dias de chuva...
Tento ser autêntica, mas descobri que isso incomoda muito. De alguma forma ou outra, eu sempre incomodo. 
Que chova então! Pelo menos da minha janela, mesmo embassada, ainda vejo luzes coloridas e sei que meu caminho está lá, mesmo que eu o tenha perdido de vista.
O que é meu, virá!


segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Palavra-chave: VERDADE!

Após o intensivo "O Ator e Sua Verdade", ministrei uma oficina de clown, a pedido para um grupo de Taquara, a "Oficina de Clown - Uma Experiência da Nobre Arte de ser Palhaço". Novamente jogamos com a verdade em cena, a pureza, a inocência e eu vi e ouvi tanta coisa maravilhosa. Pessoas disponíveis, entregues ao processo de expor seu ridículo e fraquezas.

Encerramento do Curso de Clown no Alpen Park

Ambos os cursos foram permeados pela questão da verdade em cena, da verdade do ator e eu me vi questionando a minha verdade. A minha verdade enquanto diretora, atriz, professora...não consegui mais parar de pensar nisso, pois não posso ir contra minha natureza e contra os princípios que eu mesma "prego". Afinal, qual é minha verdade agora? A minha verdade é que ando trabalhando com um bando de gente hipócrita, que me tem como "mão-de-obra barata e qualificada", porque não me valorizam, não falo da questão financeira, mas de respeito mesmo. Agem conforme convém, e não são justos como deviam, não mesmo. Me questiono diversas vezes sobre o que adianta estudar pra caramba, pesquisar, tratar as pessoas com respeito, ser honesta comigo e com os outros, trabalhar com disciplina, com verdade, se pessoas a minha volta fazem exatamente o oposto e são muito mais valorizadas e "ovacionadas" do que eu? Sempre digo que artista gosta de carinho, antes de qualquer coisa, então quando nos magoam, isto tem um efeito colateral inimaginável...somos muito mais sensíveis que os seres "ditos normais", sofremos mais...erramos mais!
Tenho procurado seguir uma linha de pensamento lógico, com boas ações, entre elas, mas às vezes, acho que não tenho saído do lugar. Por que eu não puxo saco dos diretores como a maioria dos meus colegas fazem? (detalhe, eles acabam conseguindo mesmo o que querem com isso...pasmem!)Por que eu não baixo a cabeça e concordo, apenas? Por que eu não levanto bandeiras de partidos, siglas ou compro guerras pessoais, só pra fingir que me importo como tanta gente faz...Assim como palhaço, devo ser uma fracassada! Uma ridícula por acreditar nas coisas quem ninguém mais dá bola! E sinto que é chegada a hora de seguir outras verdades minhas, que ando deixando de lado. Não consigo disfarçar, fingir ou ignorar. 
Tenho aprendido importantes lições com todos que tenho trabalhado, desde o segurança ao coordenador geral, desde a faxineira a produtora executiva e por aí vai...
Só peço mais respeito, sabe? Respeito pelo meu trabalho, por quem sou, pela minha história...não sou melhor do que ninguém, mas coloco sempre verdade e coração nas coisas que faço, mesmo que muitos achem insignificante ou atropelem o que pra mim era um ato cênico especial. Tenho muita "estrada", mas não faço questão de ficar falando nas rodas sociais, ou nas redes sociais postando fotos, para me gabar como vejo os meus "colegas" com um toque de "sinta-se um lixo sei mais que você" fazer. Pobres criaturas desalmadas!Desalmadas de sutilezas e sensibilidades, inerente aos VERDADEIROS artistas.
Então, eu sou palhaça, vivo de instantes...
E apesar de tudo isso, também tem gente muito boa e especial que tenho convivido em mágicos instantes que a arte sempre me proporciona! E isso, caríssimos "empreendedores do meio artístico", "leiloeiros do entretenimento", isso vocês NUNCA vão entender, e NUNCA vão comprar. De mim, jamais!


domingo, 13 de janeiro de 2013

Encerramento do Intensivo de Verão



Turma do Intensivo 2013 "O Ator e Sua Verdade"


O que dizer? Tanta verdade sentida...tanta verdade revelada...A semana do Intensivo 2013 foi visceral. Atores disponíveis, dispostos a saírem da sua zona de conforto. E como é difícil e doloroso sair da zona de conforto.
A ideia era uma intensiva vivência de 20 horas, trabalhando sobre si mesmo, onde o ator distancia-se do “representar” para aproximar-se do “apresentar”. O programa aborda provocações para transformar a verdade do ator em concepção cênica. Intensidade entre lugar e conflito. Anseios e Desejos. Dramaturgia da minha verdade, condição do aqui e agora do corpo cênico numa perspectiva de unidade entre arte e vida.
O processo tem como objetivo potencializar a presença do ator e sua dramaturgia cênica, partindo da sua própria verdade, emocional e física, exercendo uma boa visão das ferramentas e decisões a tomar. Permitir-se desequilibrar é altamente criativo para o ato de criação. É nesses momentos de crise que a inteligência inata e a imaginação intuitiva entram em campo. O desequilíbrio é mais frutífero que a estabilidade. 
Seguem algumas fotos deste grupo intenso:
Processos de Auto descoberta

Exercício dos elásticos


 Eu, meu corpo, o espaço, o outro...a minha verdade

Local: Teatro Casa de Pedra Canela (janeiro de 2013)
Fotos: Sérgio Azevedo
Ministrante e Pesquisadora: Lisiane Berti