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terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Do filme: Entre o Céu e a Terra

"Nós estamos sempre entre o Sul e o Norte...
Entre o Leste e o Oeste...
Entre a Paz e a Guerra...
É nosso destino estar entre o Céu e a Terra...
Quando resistimos ao destino,nós sofremos.
Quando o aceitamos, somos felizes.
Temos tempo em abundância...
Temos a eternidade para repetir nossos erros;
E precisamos corrigir os erros só uma única vez para ouvir a música da iluminação.
Se os mestres estiverem certos, e tudo tem um motivo, então o valor do sofrimento é aproximar-nos de DEUS, ensinando-nos a ser fortes quando somos fracos; corajosos quando temos medo; sábios em meio ao tumulto, e deixar o que não podemos mais reter."

E há tanto para não reter, tanto para não sofrer, tanto para não ser fraco, não ter medo...Em meio as lutas diárias somos empurrados a cada dia perto do abismo. Temos duas escolhas: dar o passo e aventurar-se ou estagnar...Sim, repetimos erros, padrões e sofremos absurdamente e dolorosamente por coisas já sofridas que deveriam ter sido aprendidas. Nossa ignorância talvez, seja nosso escudo. Mas agora é tempo de desarmar-se pois guerras são ganhas no coração e não de terra em terra, guerras são para fracos que lutam contra si...Nossa maior batalha e contra nós mesmos, contra nossos boicotes interiores, contra nossos sonhos...ah, como vamos contra eles...contra nossas vontades...Mas aprendemos sempre, seja com amor ou pela dor... Durante anos eu aprendi pela dor...agora comecei a ser menos inimiga de mim e aprendo com amor...Dói menos...

                                              Foto de Mário Cravo Neto (baiano maravilhoso)

sábado, 11 de dezembro de 2010

Para Sentir Seu Leve Peso

De Marina Colasanti:

"Guardava o rouxinol na caixinha. Tudo o que queria era andar com o rouxinol empoleirado no dedo. Mas se abrisse a caixinha, ah! certamente fugiria.
Então amorosamente cortou o dedo. E, através de uma mínima fresta,o enfiou na caixinha."

Eis a minha caixinha, com os meus rouxinóis...

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Cartas para não ler, para não rasgar...

Começo aqui com frases do livro "Minhas Queridas" de Clarice Lispector, onde tem cartas dela trocadas com suas irmãs, livro que ganhei do meu querido amigo e colega Mario Ballenti de amigo secreto.
Selecionei a seguinte carta: "Há pessoas que, quebradas de seu orgulho, nada mais têm. Eu sou horrivelmente difícil de se viver com. Mas não é por culpa minha, acredite. Eu bem que me controlo, mas sou tão sensível. A vida é longa...Um pouco de solidão me fará bem. "
Eu, Lisi, às vezes fico confusa sobre ser ou não difícil de viver. Meu ex marido (ex a nove anos diga-se) deve me achar horrivelmente e insuportavelmente horrível de viver, eu realmente fui no finalzinho com ele. Não consigo atuar na vida real. Sou tão transparente que às vezes dói e magoa as pessoas. Eu sei, e não consigo me segurar. Ainda e sempre! Fujo quando estou mal. Gosto da solidão, às vezes. Para criar, para dormir, ler, sentar, pensar bobagem...Gosto e desgosto!
Mas seu eu fosse me modificar, não me transformaria numa mulher normal. Não mesmo! Sei que passo longe das mulheres normais. Ser mulher já é tão difícil...Talvez eu apenas me desarmasse menos...ando sempre munida de ideias, pensamentos nem sempre nobres, bobagens, tom sobre tom...iria querer ser mais sóbria de bons pensamentos...
Ando me reecontrando. Aos poucos. Voltando a ser a Lisi de sempre. A não estressada, a que acredita que tudo sempre dá certo no final, a divertida, a guerreira, a forte super fraca, a doida, a criativa, a mãe da Ísis.
Quando me acomete alguma dor, dor de espírito, me refugio em casa, choro, depois me olho no espelho para ver o rosto gordo inchado e vermelho e começo a rir da minha própria dor. Insignificante!
Tenho sempre sonhos reveladores...Me guio por eles...presto atenção. Minha intuição agora está aguçada. Necessito voltar ao palco com algo que me faça mudar, crescer, revolucionar, transmutar...Anseios...
Pegando o gancho da Clarice lá em cima, se fosse trocar cartas com meus irmãos, acho que não daria um livro, falo pouco com eles, sinto que me jogaram de pára-quedas lá na minha familia. Amo eles, mas prefiro ficar afastada. É meu jeito de amar...de longe...
Seriam cartas, para não rasgar...seriam curtas e grossas, como sou às vezes, ou melhor, quase sempre...
Tenho que exercitar mais meu lado doce e meigo...a voz da porca da arca levantou uma voz meiga que nem eu sabia que eu tinha...talvez esteja aí o lance...agir como uma porca? Não...alô!
Já comecei a escrever merda...hora de ir dormir...adios muchachos...

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

A ENCALHADA EM FLORES DA CUNHA

                                                       
Créditos: Márcia Nega

Maria do Amparo não desistiu! Ela volta a atacar, desta vez em Flores da Cunha, na Vinícola Montereale dia 10 de dezembro, sexta-feira agora.

Lá vai ela, toda alisada, esbanjando charme e simpatia, na busca incansável pela metade da laranja, pela tampa da panela, pelo homem ideal, se é que ele existe. Tudo isso regado a muito vinho tinto suave, pois o branco seco, como ela diz, dá dor de cabeça.

"A Encalhada" também foi selecionada e estará participando do Porto Verão Alegre 2011, na Casa de Cultura Mário Quintana, dias 5, 6 e 7 de fevereiro. E dale Maria do Amparo!


sábado, 4 de dezembro de 2010

Final Feliz?Sim, muito feliz!

Quatro de dezembro de 2010. Mais um ano que voou, ou eu que voei, ou o tempo passou tão rápido, mas algo passou e como passou!
Velhos e novos amigos, conquistas adquiridas outras perdidas, risos e lágrimas, dores e amores...Um ano que eu definiria como vitória e ao mesmo tempo extremamente complexo. Detalhe: ele ainda não acabou!
Tanta coisa aconteceu, tanto está acontecendo e tanto ainda pode acontecer...
Nunca acreditei em finais felizes, desde a época dos saudosos contos de fadas. Acreditei sempre no caráter das pessoas, nas metas, nas buscas, nos sonhos possíveis de realizar, assim como nunca acreditei que um dia, ouviria que o Natal Luz pudesse passar por este momento delicado de transição.
O ar está pesado!Há um tensão pois ninguém sabe realmente o que acontecerá em 2011.
Já me posicionei no jornal sobre o que eu penso disso e do afastamento da Familia Peccin. Não serei repetitiva.
Acho uma pena, tantas pessoas envolvidas, tanto conquistado para Gramado...è óbvio que ele não acabará em 2011, talvez outras pessoas o assumam e o façam, mas não será a mesma coisa...
É como quando se quebra um vaso, você vai lá, cola, passa argamaça, pinta para disfarçar o estrago, mas todo mundo vê, mesmo que seja de pertinho,não há como esconder a parte quebrada. E não adianta comprar outro vaso, nunca será igual! Nunca! Cada coisa tem seu devido peso e valor.
Saíndo do Natal e entrando na minha vida diária, muitas coisas também se quebraram, e, diferentemente do Natal, graças a deus que quebrou e se espatifou. Arregacei as mangas e joguei fora tudo aquilo ou aqueles que me faziam mal, e eu jurava que não, ou não enxergava.
Final feliz? Sim, muito feliz! Existem finais felizes para aqueles que sabem o que querem e onde querem chegar...para aqueles que sonham e lutam pelos seus sonhos, para aqueles que são comprometidos com sua arte...Começo 2011 com finais felizes e bem resolvidos, esperando e fazendo novos começos, para ter vários finais felizes...
Quanto ao Natal,agora é momento de calar, pois muito já se disse...Acredito que ele mereça também, um final muito feliz!

sábado, 27 de novembro de 2010

ARCA DE NOEL

Estreou ontem dia 26 às 17h a Arca de Noel dentro da programação do XXV Natal Luz de Gramado. A direção é do Mário Balentti, eu faço a assistência de direção e direção de palco (e um monte de outras funções,voz da porca...). Elenco bacana, alguns mais comprometidos, outros nem tanto, mas o importante é que o "filho nasceu".
Não estava nos meus planos fazer Arca e sinceramente nunca tinha pensado nisso, mas tem sido uma grata experiência trabalhar com o Mário que é um exímio diretor e extremamente paciente (coisa que eu devo aprender a ter). Um colega do bem!
Enfim, seguimos com a programação intensa do Natal.
Mais informações no site: www.natalluzdegramado.com.br
Entra lá e espia fotos e programação geral...Tem muitas atrações acontecendo! Vale a pena conferir!

sábado, 20 de novembro de 2010

Era uma vez...

Era uma vez uma menininha, ela tinha um sonho...e o sonho aconteceu. Mas o sonho cresceu e a menininha não conseguiu crescer junto...a menininha sentou na beira da calçada e começou a chorar...chorou porque não entendia como um sonho que começou pequeninho podia ter crescido tanto e escapado de suas mãos...Enxugando as lágrimas a menininha levantou, pensou em uma forma de pegar o seu sonho de volta, mas aí deu-se conta que não era preciso resgatá-lo, era necessário deixa-lo livre e criar novos sonhos...Então a menininha cresceu, chorava menos agora e projetava sonhos todos os dias...Aproximaram-se dela pessoas que também sonhavam, assim como ela...A fábrica de sonhos cresceu! As pessoas começaram a comprar sonhos, a pedir sonhos, a pagar sonhos...A menininha, agora quase adulta, gostava da ideia e se divertia, vendia os sonhos e isto a deixava imensamente feliz...O tempo passou, e as pessoas que aproximaram-se da menininha e que também tinham sonhos,começaram a sonhar coisas diferentes, e estes sonhos diferentes, começaram a deixar a menininha triste novamente. Mas ela preferiu engolir as lágrimas e continuar, afinal o grande sonho, era sonhar juntos,e parecia, que todos na sua fábrica faziam isso.
Ah,mas ela estava tão enganada!
Cada um na sua fábrica tinha um sonho diferente,muito diferente do dela que cresceu lá no inicio e foi embora. Triste a meninha, decidiu fechar a fábrica e recomeçar tudo de novo. Lá estava ela de volta, na calçada chorando,sozinha...
De repente, numa árvore próxima a menina reconheceu seu sonho antigo, todo enredado na árvore, velho, mas ali, o tempo todo perto dela.Ele nunca tinha ido embora,ela é que não o enxergava mais...Passava todo dia por aquela árvore para ir a fábrica e nunca tinha parado para observar com calma.
E a menininha riu...riu como a muito não ria...subiu na árvore e agarrou seu sonho nos braços...
O sonho inicial estava ali e era preciso agarrá-lo, amá-lo, cuidá-lo, mesmo sozinha...
Feliz a menininha foi correndo para casa, pulando amarelinha, cumprimentando todos por quem passava. As pessoas não entendiam o que uma menina com um monte de "tralhas" nas mãos podia deixar escapar tamanha felicidade.
Aquela noite a meniniha dormiu tranquila,tão tranquila com seu sonho antigo do ladinho da sua cama que novos sonhos começaram a aparecer...E eram tantos...

A menininha? A menininha sou eu, Lisi Berti.