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sábado, 7 de dezembro de 2013

Então você tem medo de amar? Me poupe...


Então você tem medo de amar? É daquelas pessoas que sempre "enche a boca" para dizer que é melhor estar sozinho, que sabe viver melhor sozinho, que não quer compromisso, afinal  comprometer-se dá trabalho e de "trabalho" você está cheio. Isole-se! Mas isole-se logo! Preferencialmente bem longe, ou finja estar bem pelas redes sociais onde todo mundo "sabe e conhece" todo mundo e na verdade não reconhece-se mais como pessoa. Ah, não é bem assim você vai argumentar...afinal, de argumentos e desculpas você entende, há anos usa as mesmas para fugir das relações, das emoções, das complicações...É assim, sim! Você sabe muito bem disso e por isso teme tanto...Medo! Palavra pequena, significado amplo...percebe que sempre temos medo do que nos deixa feliz? Pensa comigo: medo de mudar de escola, medo de um novo emprego, medo de uma grande decisão, e geralmente sair da nossa zona de conforto é mesmo difícil, mas permanecer nela é absolutamente desagradável. 
Chega uma hora, ou melhor uma certa idade em que nos damos conta dos amores perdidos, das oportunidades doadas a outros, dos medos que nos fizerem perder e dos medos que nos fizeram brilhar...Amar...falar disso em tempos modernos chega a ser quase irônico. Por trás da "vida em um click" da internet, das relações fáceis que começam e acabam em uma noite, dos beijos trocados sem gosto por aí, da afogada de mágoas no primeiro drink, amar ainda pode dar certo e pode ser sim a melhor opção para você, ser pensante, ser contemporâneo, ser super decidido, ser amadurecido, ser que filosofa frases feitas, que sempre tem um conselho interessante para os outros, mas nunca age para o próprio bem. Quem é você? O que você quer afinal? Cabeça cheia de ideias ou coração pulsante de emoção? O que te preenche mais? Dinheiro no bolso ou abraço apertado em dia de chuva? Cá para nós, você já está bem crescidinho para esses "joguinhos", não acha que já pode partir de verdade para uma relação. Não importa quanto tempo ela dure, jogue-se, vá em frente, alimente seu coração, sua alma, viva o instante da vida! Uma porta abre outra, coisas boas atraem outras melhores ainda, talvez este não seja o amor da sua vida, talvez não dê certo, talvez...talvez...mas você só vai saber se tentar. Não tenha medo! Saia do casulo, aprenda a acreditar que as pessoas não são iguais, não compare relações passadas com as futuras, desapegue-se para apegar-se quantas vezes achar necessário...ir e vir...SENTIR! Sinta e sinta muito! Sinta amor, sinta raiva, sinta solidão, sinta abrangência, mas sinta...sinta algo, sinta logo, sinta-se cheio!
Não espere mais! Não perca tempo com posicionamentos mesquinhos e egoístas, aposte em você! Primeiro na relação linda de amor de você para você, ame-se e depois vá de encontro ao outro, mas sem nunca perder você de vista, sem nunca deixar de comprometer-se com você, seus valores, seus sonhos...porque se você souber fazer isso, nunca vai estar sozinho, nunca vai estar isolado.
Gente "cheia" e senhora de si nunca está sozinha!

domingo, 17 de novembro de 2013

Começando bem os 37...

Eu não podia começar meu novo ciclo de 37 anos sem refletir e claro, escrever...Começo no ano passado, dia 16 de novembro, quando fiz 36. Era apresentação da minha filha, voltei para casa e recebi uma festa surpresa do meu então, marido, dos amigos. Mesmo sem gostar muito de festas surpresas, foi interessante, porque hoje entendo que era uma despedida, de uma Lisi para uma outra Lisi, mais segura, mais forte, mais comprometida consigo. De lá para cá, veio a busca por uma saúde melhor, dieta acompanhada com nutricionista, não para os outros ou pelos outros, mas para mim, o desengavetar do projeto do meu primeiro livro, a separação dolorosa mas crucial para encontrar o que sempre pedi, amor calmo, tranquilo e com profundidade alicerçado na arte, a certeza da minha melhor amiga, minha filha linda que sempre posso contar, o trabalho escolhido e feito com amor, o teatro que sempre está comigo em todos os momentos, as pessoas que vieram, as pessoas que se foram, os aprendizados, as batalhas pessoais, as dores sofridas no meu pobre e velho travesseiro. Tanta coisa...tanta coisa...tantos acontecimentos...e agora com 37, olha a minha estrada percorrida e vejo que não tenho nada para me envergonhar, sempre segui meu coração, sempre busquei tratar bem toda as pessoas com quem trabalho, sempre fui fiel aos meus princípios, nada do tenho (e não tenho muito) veio sem suor, sem batalha, portanto valorizo cada minuto do meu trabalho.
E não como não ter gratidão, à vida, ao universo que tem sido genereso comigo, aos amigos, a família que mesmo não estando tão presente, está presente quando preciso...que bom que a vida dá voltas, que bom que existe os "nós", as "tempestades", a fases "ruins", as "perdas", as "dores", as "angústias", os "medos", elas nos fortalecem para o próximo dia, é dela que vem os preciosos aprendizados. OBRIGADO!
Eu quero! Eu posso! Eu consigo! Este é meu lema!
Um brinde à vida e aos meus 37 que começam com muita saúde, trabalho, amor, família e projetos...que assim seja!


Minha filha amada, Ísis que completou 12 anos...









         

                  Um dos sonhos "desengavetado"...eu disse "um dos"










A chegada inesperada do amor...






Um novo trabalho...um presente pra mim...

Gracias a la vida...que me ha dado tanto...

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Estreia de "Cartas de Além Mar"


“Cartas Portuguesas”, autoria atribuída à freira Mariana Alcoforado (1640-1723) e destinadas ao Cavalheiro De Chamilly, oficial do exército francês, que serviu em terras lusas, são um dos mais ardentes escritos de que se tem notícia sobre a solidão e agonia amorosa, o retrato de um romance mal-aventurado que atravessou gerações.
Adaptado e interpretado por Lisiane Berti , “Cartas de Além Mar” nos remete a uma paixão devastadora, uma entrega sem exigências a um amor desesperado cheio de solidão e ansiedade, onde as dores da ausência vão se transformando em inúmeras cartas como uma forma de aliviar a dor.  Apenas uma mulher, vivendo distâncias absurdas de si mesma...

Texto: adaptação de Lisiane Berti das “Cartas Portuguesas” de Mariana Alcoforado
Direção: Eduardo Lucas
Iluminação: Lennon Ortiz
Trilha Sonora Original: Alindor Estrella Figueroa, Flavio Martinez Beltran e Sergio Eli Vela Ioung
Gravações: Garun Estúdio Trujillo/ Peru
Figurinos: Fabrício Ghomes
Cenários: Lisiane Berti
Programação Visual: Tiago Melo
Fotos: Sérgio Azevedo
Produção e Realização: Cia Lisi Berti

ESTREIA 
25 e 27 de outubro às 21h 
na D'arte Espaço Multicultural (Praça da Matriz, 40 - 2º andar)
Ingressos: R$ 15,00 (antecipado na Fundação Cultural e D'arte), no local R$ 20,00




domingo, 29 de setembro de 2013

Escolher...escolher...colher!

 



Uma das frases mais marcantes que ouvi em minha vida, foi num momento muito delicado, de muita dúvida a meu respeito e de meu trabalho e quem uma pessoa até então muito próxima me disse: " Estamos plantando coisas diferentes. Eu sei o que plantei e o que vou colher e a minha plantação não igual a sua. " mais ou menos assim, complementando ainda que eu tinha péssima energia e por aí vai, tendo se afastado de mim. Lembro-me que na época foi uma grande dor, eu chorava e buscava respostas: "como assim?", Será mesmo que tenho uma energia ruim que afasta pessoas?", "quais são meus sonhos?", "quem sou eu afinal?" e durante muito tempo fique mal... Um amigo me visitou em casa e me disse: "Lisi não tenta entender, apenas aceita e vira a página!". E quanta dificuldade em virar aquela página, quanta dor, afinal amigos meus de anos que se ima sem se despedir, sem me olhar no olho, sem me dizer o que realmente ocorria...laços rompidos! Seleção natural. Dor e aprendizado!
Mas continue "plantando" e minha colheita realmente é diferente, porque sei exatamente cada semente que joguei na terra, cada passo que dei, cada luta que travei, cada dia da minha vida que trabalhei, e minha colheita deu frutos, e os frutos eram bons...vieram as respostas e vieram rápidas...trabalho, amor, família...repostas que nem lembro de ter pedido...mas vieram.
Hoje olho para trás e sem rancor, entendi agora o porque de tudo isso e agradeço. Agradeço por que graças a isso e a essas pessoas que hoje não tenho contato nenhum, estou travando minhas batalhas pessoais, afinal depois de "colher" é preciso "adubar e cuidar da terra" pensando nas colheitas futuras. Um ciclo atrás do outro.
Eu precisei cair, sofrer, colocar meu trabalho em dúvida, colocar quem eu era em dúvida, para colher tudo que estou colhendo hoje. E sim, também fiz escolhas, continuo fazendo, me responsabilizando pelo meu destino, sabendo que cada passo dado tem um efeito, e que mais cedo ou mais tarde vou senti-lo.
Hoje sou de poucos amigos, muitos conhecidos é verdade, mas pouquíssimos amigos, raros. Escolho quem entra e sai da minha casa, escolho com quem saio para festas, escolho com que falo de projetos, com quem falo de amores, escrevo, tomo café, saio de casa sempre e quase nunca (sempre porque trabalho muito, quase nunca nos poucos tempos de folgas e feliz solidão caseira que tenho). Muitos pensam que me conhecem bem, mas meu mundo é o encanto do mundo das ideias, troco qualquer coisa por um bom momento inspirado escrevendo. Sou do grupo da insônia criativa...não faço versos é verdade, nem sou poetisa mas me arrisco a brincar de...
Agora acredito no amor, agora e sempre, mesmo que me decepcione mil vezes, mil e uma vezes acreditarei nele e na força infinita que ele move dentro de mim, a inspiração que me dá, o bem que me faz, e nem que chore mil vezes e me descabele mil e quinhentas, vale a pena sentir poucas vezes essa grandeza toda.
Não sou de meias palavras, meios amores, meios amigos, sou toda, sempre! Não suporto gente pela metade, gente que não se posiciona, gente "neutra". Sempre tomo partido e há um tempo atrás decidi tomar partido de mim...sei que entrei e sairei deste mundo sozinha...trabalho agora o desapego me apegando, sou simples, sou livre, sou ondas no mar a navegar, sou vento que passa calmaria, sou tempestade em copo dágua, sou neurótica às vezes, mas quem não é...
Sou coração! 
Sou...escolho e colho as páginas que quero escrever na minha vida.
E nunca mais, nunca mais vou deixar alguém me fazer duvidar de quem eu sou!



domingo, 1 de setembro de 2013

Meu livro...meu recomeço...


E ele chegou! Tímido, sem fazer muito alvoroço, ainda sem lançamento oficial previsto para outubro, mas chegou!
A sensação de pegá-lo, toca-lo, e ver todas as minhas peças é única! Eis o que escrevi na introdução:

Desde sempre eu aprendi a lidar com a dor de duas formas: escrevendo ou atuando! Assim eu a sinto de verdade, procuro entende-la, até que ela possa seguir o seu caminho e eu o meu. A dor não é para sempre, a tristeza não é para sempre, o amor não é para sempre! Nada é para sempre!
Desde que me conheço por gente escrevia, depois comecei a atuar no que escrevia, depois chamando pessoas para ler e atuar o que escrevia e assim sucessivamente. Sabe o tipo de pessoa que tem caderninho ao lado da cama para anotar os sonhos, que sai com amigos pega guardanapo e rabisca, que ouve uma frase e diz  “essa frase vai virar peça de teatro”, essa sou eu!
Escrever é orgânico, é simples, é uma companhia agradável numa tarde chuvosa e uma boa xícara de café. Não consigo me imaginar fazendo outra coisa. Demorei para entender isso, é verdade, mas nunca abandonei de fato o ato em si de escrever. Nos últimos anos tenho aprendido a não confiar cegamente nos métodos que sempre deram certo, um dia eles realmente podem não dar. Não deram! Ter planos de contingência, preparar alternativas para situações imprevistas...só escrevendo!
Gosto de estudar, gosto de olhar, gosto de conhecer pessoas, escrever sobre elas, sobre mim, sobre o mundo, sobre situações que já vi, ouvi ou vivi e transformá-las em peça de teatro. Assim transmuto!
Uma vez na quinta série, uma professora de português (nesta época eu já escrevia muito) disse-me após ler minha redação que eu tinha ideias embaralhadas. Na hora isso me deixou profundamente triste porque não concordava, depois percebi que era preciso estudar, saber escrever, escrever para teatro também requer estudo e disciplina. Anos depois a reencontrei na saída de uma das minhas peças e ela me abraçou dizendo : “Que bom que não paraste de escrever”.  Não parei mesmo!
“Dona Gorda e outras peças” , não são apenas textos teatrais, são fases, fases minhas, de amigos, de amores, de vivências, de situações. Momentos que entendi, apreciei e compartilhei em forma dramatúrgica. Sonhos que tive e anotei. Imagens que vieram e desenhei. Eis meu processo de criação. Simples e Intenso! Cada peça que escrevo tem um pouco de mim e um pouco do mundo, outras nada de mim e do mundo, como se eu pudesse me posicionar através da escrita e ser quem eu quiser. O desconforto me gerou isso. Todos os momentos mais dramáticos da minha vida foram de onde surgiram as comédias, nos momentos mais felizes, os dramas. Em momentos de rotina a doçura e sutileza de conviver e escrever textos infantis. Talvez era uma forma de fuga e refúgio. Escrever para evitar o desconforto da vida real, ao mesmo tempo que escrever é um ato que nos faz sentir-se verdadeiramente exposto aos outros. E eu sempre me exponho quando escrevo!
Não vejo melhor maneira para evitar o desconforto tratando do material que se tem à mão como uma entidade conhecida e não desconhecida. Como atriz, diretora e dramaturga, posso optar por abordar uma peça como se ela fosse pequena tela controlável ou uma tela imensa, cheia de potencial armazenado. Caso decida ter uma postura de superioridade em relação ao material, ele vai se conformar, permanecer seguro e não ameaçador. Se eu adotar a postura de que a peça é uma aventura maior do que qualquer coisa que se possa imaginar, uma entidade que vai me desafiar a encontrar um caminho instintivo através dele, possibilitarei escrevendo atuando ou dirigindo que o projeto revele sua própria magnitude. Eis minha verdade! Minhas peças, minhas caminhadas, choros sentidos e risos. Lembranças boas. Gostei de entregar as palavras ao palco. Usem-as!

Muito feliz com este momento da minha vida, com minhas escolhas, por seguir meus sonhos, por ser eu, exatamente como sou... 

Em breve informações sobre lançamento e sessão de autógrafos!

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Meus temporais internos são ricos!!!





Gratidão! Expresso minha gratidão antes de escrever qualquer coisa. Gratidão pelo que se foi e está perdido, gratidão pelo que agora foi achado. Pelo que era e pelo que realmente é. Pelas nuvens negras no caminho, quantas tempestades eu enfrentei. Nem sempre estava com "guarda-chuva", outras vezes eles nem adiantariam...Os piores momentos da minha "caminhada" foram aqueles que mais me fortaleceram, que mais me fizeram crescer, e se hoje sou algo, e acho que não sou muito, é porque lá trás vieram as turbulências, as separações bruscas, os cortes, as desilusões, os sofrimentos, as perdas sem sentido (que agora fazem todo o sentido).
Gratidão à vida! Por descobrir que é preciso ser fraco para ser forte, que é preciso chorar muito para rir de novo, que é preciso desapegar-se para receber outros presentes, que é preciso recolher-se em si mesmo para voltar aos círculos de pessoas.
A vida não tem regra! A vida não é um jogo de cartas marcadas, mas sim, a vida é curta, e estamos aqui como mero aprendizes...Que eu não precise mais aprender pela dor, que eu consiga ter discernimento, paciência, perseverança, que eu não tenha medos bobos de dar novos passos, ter ficado sozinha durante muito tempo (sozinha de familia, de amores, de amigos mas nunca sozinha de mim) me fez ser mais "gente", mais ser humano, mais verdade menos conceito, mais ar menos ruptura, mais simples menos arrogante. 
Me aproximo e recebo o que preciso. Já aceito sem discutir. Procuro tratar a todos, até mesmo os que não merecem, da mesma forma e ternura, e com o mesmo amor, não me cabe julgá-los. Aprendi a me proteger mais, a falar menos...
Agora espero as nuvens negras, elas sempre aparecem e de desfazem da mesma forma, não me assustam mais. Meus temporais internos são ricos!
Aprendi que independente de mim, ou qualquer coisa o sol sempre volta a brilhar, todos os dias, e não há nada que dure para sempre, inclusive nós! Pequenos, frágeis e tolos em nossa ambiguidade. Tolos seres humanos...perdemos tempo com o que não importa e nos perdemos nos detalhes quando tudo é muito simples e claro. Fácil, nós que complicamos. Não temos coragem de seguir e fingimos ser "flor" quando estamos em puro lodo...pior é o lodo interno! Mas esse, cada um precisa limpar a seu tempo...
Eu vou para o sol! Vou para a vida! Vou por aí rumo ao desconhecido de coração aberto e livre. Não tenho medo de ser quem sou, de dizer "eu te amo" tantas vezes eu acredite que ame mesmo, o amor é meu, dou a quem quiser, recolho, regenero e me entrego. Eis meu processo! Não quero promessas, nem admiração exagerada, quero só verdade e não precisa ser falada, por ser só sentida. Porque eu sempre sinto quem é de verdade!Sempre! Minha gratidão aos "de verdade"...

    

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Na solidão da garrafa jogada ao mar


Das profundezas do seu ser chega um chamado que diz que é preciso partir, mudar, trocar, modificar. Mas você ainda não tem coragem de lançar-se no desconhecido, você ainda hesita e perde tempo, perde noites de sono, perde vida. Na solidão da garrafa lançada ao mar, apenas uma carta, poucos dizeres e não se sabe se chegará ao seu destino. Existe destino afinal? Palavras lançadas ao vento! Num mar de mistérios, sobre uma calma fingida.
Me reergo de novo, depois de outra queda, depois de outras dores e são tantas...mas as dores já não me bloqueiam, aprendi a tirar proveito delas...sigo no meu porto solidão. Não! 
Não quero fingir, ser quem não sou, mas também não procuro entendimento. Só , quero estar só e desfrutar a maldita solidão. Que as ondas se encarreguem de levar e trazer o que tiver de vir. Cá estou, pronta, pés descalços na areia, mirando o horizonte. Sei que algo está por vir...só não consigo identificar se é bom ou ruim...desta vez não temo, me entrego ao meu destino...Existe destino, afinal?...