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domingo, 8 de maio de 2016

Ser mãe é aceitar que você enlouqueceu...de amor!!

Ser mãe é para as loucas! Sempre pensei assim, e sempre disse durante muitos anos que nunca ia ser mãe. Brincava que ia ser freira (meu pai faz piada disso até hoje). Bom, aconteceu que conheci o pai da minha primeira filha e veio a Ísis. Eu tinha 25 anos e decidimos juntos que íamos ser pais...Alegria e desespero! Desafios! Eu não sabia nada de nada... não me via mãe, mas ela estava ali, crescendo dentro de mim...Gestação tranquila, parto tranquilo, bebê tranquila. (libriana!) A Ísis é tranquila até hoje! Ela veio equilibrar...energias, pensamentos e emoções. Começava o aprendizado... os surtos, as noites que qualquer som te acorda. O medo de quando se engasgava com leite, o desespero quando eu dormia e acordava louca na madrugada pensando (cadê meu bebê?) e ela estava ali, dormindo... Achei que tivesse aprendido tudo! E pensei, deu! Uma filha é de bom tamanho. Porque o aprendizado de ser mãe é constante, é para todo o sempre! Treze anos depois, a vida muda, o tempo, as pessoas e então veio Helena. Eita, outro aprendizado, agora com 38 anos vividos. Gestação tranquila, parto tranquila, porém Helena não é como a Ísis tranquila, é doida. Doida saudável, agitada e com personalidade forte. Novos aprendizados...
O que ninguém fala de ser mãe, o que não vemos nas redes sociais ou nas conversas entre amigas é que ser mãe é muito  difícil, porque cada ser é único! O que ninguém fala é que chegamos ao nosso limite do cansaço, do estresse, para fazer e dar o melhor pelos nossos filhos. A frase "mãe é mãe" devia ganhar uma página no livro dos recordes, porque tem coisas "papais" que vocês nunca vão entender ou fazer, e não por falta de vontade, porque nossos filhos foram gerados em nosso ventre, nossa ligação é diferente do que a que eles tem com vocês. É verdade que às vezes temos vontade de sair correndo e sumir, ou nos enfiarmos embaixo da mesa e gritarmos um "me esqueçam!". Mas ser mãe não é para qualquer pai, ser mãe é para quem tem coragem, força, persistência. Ser mãe é instinto! Abrir mão de tudo para proteger os seus, hoje e sempre! Ser mãe é saber que mesmo longe você está perto, é ter para onde correr, é ter para onde pedir ajuda e conselho, é ter para onde afogar-se num abraço ou desafogar-se!
Ser mãe é criar seus filhos para o mundo com todo o amor que houver nessa vida, sabendo que eles tem o livre arbítrio e podem nem reconhecer seu esforço, e está tudo certo, porque ser mãe é só ser e não "ter"e sempre entender.
Ser mãe é missão! E é preciso ter talento para ser mãe, porque muitas mulheres tem filhos, mas não são mães de verdade, outras não podem gerar filhos e são mães exemplares...uma complexidade umbilical que nem Freud explicaria.
Não "papais", não fiquem chateados, não estou falando mal de vocês, nossos filhos só existem graças ao amor que nos uniu e sim, vocês também tem papel fundamental em todo o processo e nunca, jamais por mais que tentássemos, seríamos "pais", porque somos mães e não nos cabe assumir o posto de vocês. O feminino e o masculino precisam se unificar para formar o sagrado! 
Creio que hoje, apesar de tudo e de tantas lições duras, tenho me esforçado bem e posso dizer de cabeça erguida, sim sou uma ótima mãe! Ainda há muito a aprender, porque nunca estamos aptos e prontas definitivamente, mas ser mãe desperta "ferramentas" em nós, mulheres, que nem sabíamos que possuímos e meus amigos, adquirimos uma força, interna e externa que é de dar medo em qualquer um que se atreva a tocar ou fazer mal a nossos "babys".
Minha homenagem hoje a todas as mães da terra ou do céu, do passado ou do futuro, de diversas crenças e religiões, das "antigas" ou "moderninhas", e meu sincero respeito aquelas que entendem o valor e significado da palavra "MÃE".
Lisiane Berti, 08 de maio de 2016 às 11h17 , filha mais velha na internet, filha mais nova tirando uma soneca, aproveitamos a pausa para escrever...




domingo, 20 de março de 2016

Sobre ser mãe de novo...


Há exatamente um ano atrás, eu estava hospitalizada! Calma, era por um bom motivo, cesária marcada para a chegada de Helena. Desde do dia que soube estar grávida eu sabia que devia focar em tudo sair bem e ser forte. Trabalhei até a meia noite do dia que antecedeu a chegada dela com teatro, uma semana depois já estava de volta trabalhando. Não, não queria provar nada a ninguém , só estava bem demais para ficar em casa, sem fazer nada.
Sentada com minha madrinha que me acompanha sempre em momentos cruciais, no corredor do hospital, ouvia os gritos de uma mãe em trabalho de parto. Algo meio perturbador para se ouvir tão cedo. Logo me chamaram para colocar o soro, fiquei num quarto com mais cinco mamães, elas tinham dor por causa da cesária, uma o marido tinha que ajudar a sentar e ela se contorcia de dor. Outra chorava porque tinha passado a anestesia e doía sua cabeça. Uma cena de filme de terror para alguns, eu observava e buscava ficar tranquila. Aquilo não era novidade, há 13 anos atrás eu já tinha passado por tudo aquilo e tinha me saído muito bem, obrigada! Desta vez não seria diferente!
A moça do parto normal, aquela que gritava, atrasou a minha cesária que acabou sendo feita, passava do meio dia. Sim, fiquei a manhã inteira no hospital sentada em uma cama, esperando, logo eu, que tenho pavor de esperar.
Tão logo fui chamada, anestesiada, chegou meu médico. Conhecido da outra cesária, sim, o mesmo...conversamos sobre teatro, tudo foi muito rápido e logo Helena estava em meus braços, miúda, sujinha e chorona. Fomos encaminhadas a uma sala para "descansar". Ela nos meus braços mamando e eu bem longe de descansar, minha cabeça a mil, olhava cada canto do quarto, tinha um homem ao meu lado que também descansava. Pensava em cenas de filme de terror, se ele fosse um psicopata, se levantasse...mas nada ocorreu. Passado algum tempo fomos para o quarto, dividimos ele com outras mamães e seus barulhentos bebês. Todas as mamães com seus supostos maridos, alguns jovens demais, inexperientes e um, apenas um, extremamente carinhoso e feliz. Os homens definitivamente não foram feitos para a "maternidade". O pai da Helena, por escolha minha, não estava comigo, estava e continua em outro país. Falávamos todo dia, mas sempre soube que na hora "H" seria tudo comigo, foi assim da outra vez e olha que o pai da Ísis é bem presente.
Na mesma noite já fui sozinha ao banheiro, algumas mulheres ficaram apavoradas de como eu não sentia dor e já andava sozinha. Pensava "foco queridas","a mente comanda o corpo". Uma noite sem dormir, duas...e assim foi...e é...Helena jamais me atrapalhou em nada, não parei com a  vida, ela se adaptou a minha.
Uma criança saudável, iluminada, sorridente e tranquila. Esperta! Vivemos bem, seguimos e hoje ela completa um ano...um ano em que muito aconteceu na vidinha dela e na minha...
Mudanças, provações, descobertas, e como na música do Lulu Santos "A gente vive junto, a gente se dá bem, não desejamos mal, a quase ninguém...a gente vai a luta e conhece a dor..."
Dor, luta são palavras chaves da nossa história (minha e de Helena) porém também recheadas de muito sucesso, alegria, perseverança, amor e saúde.
Helena trouxe o melhor de mim, um melhor que há 13 anos atrás,  a Ìsis, com sua chegada, já havia começado. Sigo, eu, meu teatro, minhas meninas...seguimos muito bem, diga-se de passagem...
O pai da Helena? Todo dia quer saber dela, sem dúvida a ama muito e tenho certeza, se pudesse e eu quisesse estaria conosco. Mas a vida sempre sabe o que faz, e como faz. A última vez que estive no Peru, (sim Helena é 50% brasileira, 50% peruana) sonhei com um bebê no meu colo que me perguntava "está pronta para mim agora?" e eu respondia "agora estou". Era ela, que já estava pronta há muito tempo...
E hoje comemoramos seu um aninho entre família, amigos e dindos...Festa com tema de borboletas para lembrar que a vida precisa passar por longas e silenciosas metamorfoses, festa com teatro de bonecos (Cia Goliardos) para lembrar que ela sempre permeia nosso caminho...
Vida a vida, vida o amor, viva a minha linda Helena!!




quarta-feira, 9 de março de 2016

Eu gosto de ser mulher, mas...




Passado o "dia internacional da mulher" fiz algumas reflexões acerca da data e meu momento como mulher.
Eu gosto, gosto mesmo de ser mulher, mas estou cansada temporariamente de "ser" mulher. Cansada da liberdade adquirida cheia de cobranças, cansada das piadas machistas, cansada da violência seja ela inclusive verbal, cansada de carregar nas costas um fardo histórico que não é meu. Queria poder ser apenas mulher, simplesmente mulher... mas anda difícil, sobretudo na nossa sociedade que vive a era do excesso de informação e compartilha opinião de tudo sobre tudo, sem ao menos verificar o conteúdo. Apavorante! Meu cérebro com neurônios polivalentes não aguenta tanta agressão verborrágica.
Cleópatras, Carlotas Joaquina, Joanas D Arc, Maries Curies, Anas Bolena, Virgínias Wolff, Carmens Miranda, Anitas Garibaldi, Irmãs Dulce, Madres Tereza de Calcutá, Marilyns Monroe, Ediths Piaf, minha mãe, minhas avós, minhas colegas e tantas outras mulheres que admiro.
Não gosto do termo "guerreira", me sinto na pré-história com uma lança pronta a atacar com unhas e dentes o primeiro que atravessar meu caminho, também não gosto de flores, essa simbologia me desgasta. Mulher não é enigmática, não é difícil, não é complexa, mulher é em primeiro lugar uma fêmea e como tal, cheia de carinho, desejos e fome. Fome de amor, de vida, de abrigo, de apoio, de afeto, fome de silêncio. Gostamos de partilhar dele, mas não nos compreendem.
Realizamos diversas funções em questão de minutos, porque somos práticas e aprendemos, com aquela "tal independência" a nos virar desde sempre e tomar decisões rápidas em momentos difíceis. Sabemos lidar com a dor, com o desespero e com o abandono melhor que os "machos" e eles sabem disso, mesmo os hipócritas discursivos. 
Dar a luz, amamentar, engordar são apenas detalhes, quando você engole as lágrimas e sabe que precisa ser forte, quando já não sabe mais de onde tirar força. Quando olha-se no espelho e vê que seu corpo mudou, passou por transformações que você não teve como evitar, quando seus olhos às vezes inexpressivos possuem tanta história, quando cada ruga foi uma virada de página que o destino fez você alçar... Ser mulher é para quem escolhe vir ao mundo assim, de forma evoluída, é quem sabe que desde pequena vai enfrentar enormes desafios, é quem sabe que terá muitas vezes de engolir o grito e forçar um sorriso porque sabe dosar sua raiva.
Então homens, não me venham com florzinhas, abracinhos, lembrancinhas...honestamente não precisamos disso (aqui falo só por mim, porque há as mulheres que gostam e respeito!)precisamos que vocês sejam HOMENS, que assumam a sua parte, que assumam a responsabilidade pelas suas vidas, que assumam a essência de vocês e aprendam a compartilhar, a ajudar, a apoiar, a abraçar e calar a boca, a fazer amor sem pensar somente no bel prazer de vocês, que beijem mais na boca e encham nossa boca de amor e saliva, de desejo e ternura, que nos tomem nos braços não quando perdirmos, mas que nos surpreendam, que não discutam quando estivermos descontroladas, vai passar e vamos nos desculpar quando exagerarmos e sobretudo, quando formos mãe, levantem de madrugada com a gente, ajudem a organizar a casa, troquem fraldas, fiquem com o bebê para tomarmos um banho demoradamente, nos convidem para sair quando estiver horrorosas (vai nos incentivar a melhorar) e por favor, parem de nos cobrar! Parem de nos pedir para carregar o mundo nas costas, cresçam conosco, mutuamente!Ou carreguem o mundo ao nosso lado, vai ficar mais fácil com vocês, somos seres humanos, lembram?
Não precisamos de um dia só para nós, precisamos que nos respeitem todos os dias!
Eu gosto de ser mulher, mas... talvez ser homem torne algumas coisas mais fáceis às vezes. Mesmo assim, se ainda puder escolher, quero voltar quantas vezes for preciso como mulher (preferencialmente negra e cantora ok???)
Por hora, seguimos...como MULHER!
Lisiane Berti, 39 anos exercendo seu papel bravamente como mulher, mãe da Ísis e da Helena, atriz, diretora, dona de casa, dramaturga, professora, preparadora de elenco, motivadora empresarial, cozinheira casual, escorpiana, verdadeira, amiga, ativista cultural, adoradora de máscaras, polivalente, simples, louca e sempre de fé e com fé.


terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

CURSOS DE TEATRO EM CANELA E GRAMADO

OFICINAS COM INSCRIÇÕES ABERTAS

1.    “O Trabalho do Ator: da teoria à prática” (Gramado)

Este curso é voltado para atores com experiência ou iniciantes, onde vamos  redescobrir o corpo cênico do ator (a dinâmica do movimento e espaço), o corpo sonoro (a voz, fala, sonoridade) e o corpo poético          ( treinamento e composição de partituras físicas) embasado na origem e fundamentos de propostas sugeridas  por Stanislavsky (Memória emotiva), Brecht (Teoria do Distanciamento), Artaud (Ideias sobre a estética da Crueldade), Grotowski (Ator Santo), Boal (Teatro do Oprimido), Eugênio Barba (Antropologia Teatral) entre outros.
O objetivo do curso é aliar teoria e prática para a criação individual ou coletiva do trabalho do ator estimulando o comprometimento intelectual e artístico no campo teatral encorajando os participantes a saírem de sua zona de conforto e a correrem “riscos” criativos para exercerem sua autonomia artística.
Lisiane Berti é atriz, diretora, dramaturga e professora de teatro. Dirige a Cia Lisi Berti há 12 anos, atualmente preparadora de elenco dos espetáculos “Korvatunturi a Origem do Natal” e “Bellepoqueshow – Porque a Vida é um Cabaret” e diretora do Departamento de Artes Cênicas da Fundação Cultural de Canela.
Local: Centro de Cultural Arno Michaelsen Gramado
Dias: quintas-feiras
Horário: 17h30min às 19h30min
Duração: de março a outubro
Início: 03/03/2016
Público alvo: adultos com experiência ou não no fazer teatral
Investimento: R$ 100,00 (sem taxa de inscrição pago no primeiro dia de aula)
Mais informações e inscrições: lisiberti@gmail.com

2.    “Grandes Autores Teatrais” (Canela)

Este curso é voltado para amantes do teatro e da literatura, onde vamos estudar alguns dos maiores escritores do mundo ocidental, das antigas tragédias gregas até as obras dos melhores dramaturgos contemporâneos. (na teoria e na prática) como: Tennessee Willians, Calderón de La Barca, Federico Garcia Lorca, Shakespeare, Beckett, Ibsen, Strindberg, Goldoni, Aristófanes entre outros.
Este curso em 2015 teve como encerramento a montagem do espetáculo “Auto da Barca do Inferno” no Grande Hotel Canela com cinco sessões realizadas a meia noite com 18 alunos em cena.
Local: D’arte Multiarte
Dias: segundas-feiras
Horário: 19h ás 21h
Duração: de março a outubro
Início: 29/02/2016
Público alvo: atores, professores de literatura, interessados em geral
Investimento: R$ 100,00 (sem taxa de inscrição pago no primeiro dia de aula)
Mais informações e inscrições: lisiberti@gmail.com






domingo, 21 de fevereiro de 2016

Saíndo da escuridão de mim




Definitivamente, as coisas nem sempre saem como planejadas. São assim os amores, os trabalhos, as viagens, e quando achamos que temos domínio de uma determinada situação, vem a vida e nos mostra o quão frágeis somos e que na verdade, somos seres dominados e não dominantes.
E de repente, você se vê no escuro e prefere se manter no escuro. Sozinho no meio do nada, esperando que talvez alguém lhe estenda a mão, ou simplesmente acenda a luz.
É hora de crescer, de enfrentar seus próprios medos, aqueles que você finge que domina, aqueles que se repetem constantemente porque você continua errando. Então você se mantém no escuro. Pela primeira vez totalmente sozinho. Respira fundo. Chora um choro sofrido! Tateando começa a se locomover, esbarra em móveis, pisa em falso, mas se move. De repente lembra que aquele lugar não é desconhecido, você já esteve ali. Aquele lugar é você!.
Você começa a acordar e vê que não há muito tempo, a única coisa real é a dor, aquela criada por você, pelo seu escuro, pelos medos que você gerou e deixou tomar conta.
Por um minuto você prende a respiração e deseja morrer... uma morte rápida e sem dor, porque você já está cansado de tanto sentir dor.
Aos poucos dá-se conta que antes de acender a luz, precisa  encontrar-se na sua própria escuridão, lembrar de como você era, de como você é de verdade e de quem é. O que realmente gosta? O que realmente quer para você.  Reconhece seu maior inimigo: VOCÊ!
Você continua se boicotando, busca nas pessoas erradas coisas certas, coloca no outro o que está ali, dentro de você, busca encaixar-se em perfis que de longe, não tem perfil algum com você...
Ajoelha, reza e sem medo e sem vergonha pede ajuda. Fé, isso sim, você sempre teve. Força, coragem de recomeçar. Humildade de saber que você estava errada e não o outro. Levanta-se! Lembrou de onde fica o interruptor que acende a luz. Depara-se com sua bagunça interna! É como se você nunca estivesse saído do lugar, afinal se você não resolve velhos problemas eles te impedem de progredir. 
Tanta roupa que já não serve mais, tantas outras que nunca usou. Tudo e nada!
Velhas fotografias em novos momentos, ou novos momentos em velhas fotografias?
Amigos, amores, laços e nós...
Um emaranhado de nós...
E assim é você! Que te aceitem assim, que te lembrem assim, que te engulam assim...não é preciso mudar é preciso primeiro aceitar. O que é e quem é. Aceitar seus desejos mais profundos, aceitar seus sonhos, aceitar que tem medo de coisas bobas, que chora vendo cenas comuns, que é feliz com coisas simples e que no fundo é uma pessoa extremamente interessante. Não é difícil desvendar você, mas durante muito tempo acercou-se de mistérios para afastar pessoas achando que assim não sofreria. Enganou-se e sofreu mais!
Hora de reassumir o controle de si, entender-se, amar-se, viver-se, divertir-se, sorrir mais e lamentar menos, ser mais água e menos fogo, mais açúcar e menos sal (só grosso para proteção).
Você é o que é, não tente fugir disso...
Inteligentemente o destino te colocará as pessoas certas nas horas certas... com os desafios certos.
Estou voltando de um tempo de profunda escuridão, aprendendo a andar no escuro...olhando para o lado e descobrindo que nunca estive sozinha, alguns, os "meus" sempre estiveram comigo e ainda estão, exatamente como os deixei...
Complicamos coisas simples e gastamos tempo precioso para descomplicar. Burrice!
Por mais dias de abraços carinhosos, beijos silenciosos cheios de ternura e amizade. Só preciso disso por ora...
Simples!


quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Sobre a alegria de dirigir o "Auto da Barca do Inferno"



Mais um ano de aulas, de encerramento de curso de teatro com alunos e o "normal" seria fazer uma montagem simples, com uma apresentação. Mas com 16 alunos da Turma Grandes Autores Teatrais Módulo II que durante o ano, além da aulas fizeram leituras dramatizadas mensais no Aroma Café Literário, não podia ser assim Tinha que ser diferente, num espaço diferente, num horário diferente. Eis que nos vem Gil Vicente, autor português, com seu "Auto da Barca do Inferno" peça que há muitos anos queria dirigir, mas não surgia aquela ânsia criadora...
Decidimos então montar no Grande Hotel Canela, com cinco sessões a meia noite e não é que deu certo?

Ficha Técnica:
Texto: Gil Vicente (adaptação )
Direção: Lisiane Berti
Cenário: Lisiane Berti
Sonoplastia: Erick Bolt e
Preparação Corporal: Luana Serrão
Figurinos: Lu Benetti
Máscaras: Kira Luá
Iluminação: Márcio Holloff
Produção: Giovane Nunes, Isabel Scheid, Rosane Warken e Edel Ramos
Programação Visual: Charle Oliveira

Elenco:
Anjo – Aline Collet
Demônio – Rita Reis
Fidalgo – Odarlan Mapelli
Onzeneiro – Rosane Warken
Sapateiro – Eduardo Rohden
Parvo – Jeovane Fraga
Frade – Raymundo Dantas
Brísida Vaz – Edel Ramos
Judeu – Erick Bolt
Corregedora – Silvana Grade
Procuradora – Nataly Hackenhaar
Enforcada – Núbia Gallas
Cavaleiro – Giovane Nunes
Demônios – Amallia Brandolff e Giu Chiodi
Anjo – Giulia Sironi

Ingressos:
     R$ 30,00 (Aroma Literário, Empório Canela e no local)
     Você pode escolher sentar no céu ou no inferno (há somente 100 lugares)
     Mais informações e reservas de ingressos: (54) 8104.4404
  Datas das apresentações:
Dias 07, 14, 21, 22 e 28 de dezembro

O Inferno

A recepcionista

O onzeneiro

A Procuradora

Demônio e enforcada

Cavaleiro Templário

O Parvo

O anjo

O frade

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Leitura de junho: Édipo Rei


Elenco da leitura de junho

No dia 24 de junho nos reunimos novamente no Aroma Café e Literatura para desta vez lermos "Édipo Rei" de Sófocles.
Sófocles foi um dramaturgo grego, um dos mais importantes escritores de tragédia ao lado de Ésquilo, dentre aqueles cujo trabalho sobreviveu. Suas peças retratam personagens nobres e da realeza. Filho de um rico mercador, Sofilos era dono de uma fábrica de armas e armaduras, nasceu em Colono, perto de Atenas.
Sófocles escreveu 123 peças durante sua vida, mas apenas sete sobreviveram em uma forma completa. Por quase 50 anos, Sófocles foi o mais celebrado dos dramaturgos nos concursos dramáticos da cidade-estado de Atenas, que aconteciam durante as festas religiosa Dionísia. Sófocles competiu em cerca de 30 concursos, venceu 24 e, talvez, nunca ficou abaixo do segundo lugar; em comparação, Ésquilo venceu 14 concursos e foi derrotado por Sófocles várias vezes.
Também trabalhou como ator. Foi ordenado sacerdote de Asclépio, o deus da medicina, e eleito duas vezes para a Junta de Generais, que administrava os negócios civis e militares de Atenas. Dirigiu o departamento do Tesouro, que controlava os fundos da Confederação de Delos.
Vida
Nasceu por volta de 496 a.C., em Colono, cidadezinha dos arredores de Atenas, e ali morreu por volta do ano 406 a.C., aos 90 anos de idade. Teve dois filhos: Iofon de sua esposa Nicostrata e Ariston, de uma concubina. Durante sua vida, foi ator e autor de peças trágicas e sarcásticas. As 7 peças que sobreviveram por inteiras são:
Ajax (450 a.C.) – Historia do segundo melhor soldado grego, Aquiles
Antígona (442 a.C.) – Historia da filha de Edipo com Jocasta
Édipo Rei (430 a.C.) 
Electra (425 a.C.)
Traquinianas (entre 420 a.C. e 410 a.C.) – Historia que conta sobre a mulher de Hercolis... 12 trabalhos
Filoctetes (409 a.C.)
Édipo em Colono (401 a.C.) – Historia de Édipo após os acontecimentos de Édipo rei
Sofocles morreu aos 90 anos, mas como icônico foi durante sua vida, sua morte não poderias ser diferente. Alguns dizem que morreu sem folego após declamar um verso muito extenso de Antigona, sem pausas para respirar, outros dizem que morreu sufacado com uma uva em um festival em Atenas e outros dizem que morreu de felicidade ao ser premiado novamente em uma competição.

Édipo Rei é uma peça de teatro grega, em particular uma tragédia, considerada esta obra o mais perfeito exemplo de tragédia grega.
Édipo Rei centra-se na família de Édipo, descrevendo eventos com mais de 8000 anos. A história desta família é determinada por uma profecia que Édipo irá matar o seu pai e casar com a sua mãe. Sua leitura será feita por:
Édipo - Odarlan Mapelli
Sacerdote - Erick Bolt
Creonte - Jeovane Fraga
Coro - Edel Ramos e Rita Reis
Jocasta - Aline Collet
Mensageiro – Rita Reis
Servos – Edel Ramos
Lacaio - Eduardo Rohden
Corifeu - Giovane Nunes
Tirésias - Amallia Brandolff

O Coro

Plateia prestigiando

Sófocles, café e frio
Próxima leitura: "O Inspetor Geral" de Tolstói