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sábado, 19 de novembro de 2011

UMA HISTÓRIA DIFERENTE

Amanhã às 19h no Teatro Casa de Pedra o Grupo Retrô de Teatro (meus alunos do Centro de Convivência Municipal do Idoso) apresentarão a peça "Uma História Diferente" escrita por mim em 2008.
No elenco 14 alunos recontam os contos clássicos infantis. Ingressos podem ser adquiridos no local a R$ 10,00. Antecipados R$ 5,00 com integrantes do grupo.
Prestigie! Você vai rir e se divertir muito com a mal educada da Chapeuzinho, um lobo que quer ser bonzinho, uma bruxa apaixonada, entre tantos outros personagens...

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

PASSANDO MINHA VIDA À LIMPO!!!

Sim, a vida está corrida mesmo, que tenho passado pouco por aqui. Entre projetos, sonhos e realidade, eu, meu grupo, meus amigos estamos seguindo. 
A sensação é única: passar a vida à limpo! Tirar de vez o que não serve, o que já foi, desengavetar velhos sonhos, arrumar novos projetos, não ter medo de errar, dizer sim mesmo quando tudo indica não!
Milhões de coisas acontecendo. Milhões de coisas ainda por vir até fim do ano. Respostas sendo aguardadas, outras dadas de forma brusca. Convicções de velhas decisões, que estavam acertadas.
Busca! Tempo passando, todos nós correndo, mas não mais contra o tempo, agora, JUNTO COM ELE!!!

terça-feira, 4 de outubro de 2011

GRUPO ARTIGOS NO BONECOS CANELA 2011


Dia 30 de setembro o Grupo Artigos reestreou seu espetáculo "Criança Não Faz de Conta" desta vez com Carla Ferreira, Julio Zaicoski e Julio Kraemer com a maravilhosa trilha sonora original de Allex Bessa.
Teatro Municipal lotado de crianças queridas, carismáticas e super participativas durante o espetáculo. Mais uma vez a energia "criança" contagiou todo mundo, atores e plateia fazendo uma verdadeira simbiose.
Agradecimentos especiais a : Fundação Cultural de Canela, a Lennon Ortiz nosso iluminador que se virou nos 30 com tanta função no Bonecos, a Matheus Kohler que reformou, pintou e organizou a caixa preta, a fotógrafa Nega Márcia que mesmo no meio da loucura teve tempo para nos fotografar, a Allex Bessa que de SP resolveu algumas pendengas de autorização para ECAD, à equipe técnica do teatrão que foi maravilhosa com a gente, e claro, ao meu elenco do bem,que topou remontar a peça em um mês, vestiu a camiseta e foi à luta.
Pois bem, que venham milhares de apresentações para a gente! Evoé!
Como diz Kalunga no livro que inspirou a peça:

"Criança não faz de conta
Vive a mostrar o que sente...
Chorando se está tristinha e sorrindo de está contente!

Por isso muito cuidado!
Criança não faz de conta
Ela gosta da verdade
A mentira a desaponta..."

Nossa maior verdade é nosso trabalho feito com tanto carinho e comprometimento para essa galerinha que não faz de conta e fala o que sente para a gente, inclusive no meio da peça...




domingo, 18 de setembro de 2011

Dividida entre o mar e o riacho...

A imensidão do mar, a força do mar, a obscuridade do mar, a aparência calma com profundidade que só ele tem. Tantas vezes me senti assim. Pés na areia, olhos fixos nele, linha do horizonte... Molho os pés, mexo na água, piso em falso, mergulho a cabeça , sinto o cheiro, até mesmo o gosto, volto pulando ondas. Mesmo desconhecido, me sinto em casa. Desconfortável para uns, revitalizante pra mim. Não tenho medo, me sinto parte dele. Justamente após a forte tempestade é quando ele está mais pleno e bonito. O movimento das suas ondas, que tudo levam e tanto trazem...Já tive fases como o mar...de ondas calmas, ondas turbulentas, bandeira branca, bandeira vermelha, por vezes preta. Mas não tinha nenhum salva-vidas. Era só eu e ele. Nadar ou morrer no mar...entregar-se ao seu fluxo ou estagnar na areia. 
Agora estou um pouco mais riacho...
A calmaria do riacho, a serenidade do riacho, a transparência do riacho, o fluxo do riacho.
Agora sento na pedra, molho os pés e consigo enxergar outras pedrinhas...O mesmo som...
O mesmo caminho...a diferença? Pedras com limo. Vegetação próxima. Cheiros...Não quero mergulhar, quero fechar os olhos apenas e sentir... Uma pausa estratégica para o que virá...Já sei lidar com chuvas tempestivas ou com pedrinhas lisas, já sei pular ondas ou atravessar o rio apoiando os pés na pedra...sei tanto mas que serve pouco...
As dualidades...as dúvidas...os medos...as diferenças...os ciclos...as alternativas...as milhões de perguntas...as várias respostas...os confrontos...as neuras...os balanços de vida, os recomeços...as novas ideias despertando e sobrepondo-se as velhas ideias que um dia já foram novas...mas o rio em algum ponto encontra o mar...e juntos misturam-se...unem forças, agregam-se.
Agora me vejo entre o poder e a força do mar contraponto a calma e vivacidade do riacho. Um pé lá outro cá...Não sei viver sem os dois...mas sei que juntos só no fim, e eu ainda estou no meio do caminho!
No meio em todos os sentidos, em todas as relações, humores e afetos.
Que eu saiba então me redimir do meu lado maremoto e use a força dos ventos para navegar em mares turbulentos ou que apenas eu sinta que algumas coisas simplesmente precisam seguir da mesma forma para o mesmo lugar, durante muito tempo até terminar seu curso como o riacho...

domingo, 28 de agosto de 2011

O PONTO DE PARTIDA

Hoje li em um livro que o mundo exterior é a reprodução do nosso mundo interior e que todas as respostas sempre estão dentro de nós...
Pensei: "Merda, é bem isso..."
Este ano sinto que estou sendo arremessada a um ponto de partida, quando acho que as coisas engrenam, lá estou novamente retornando, recomeçando... O que estou fazendo errado? Ou, o que não estou fazendo? O que não estou enxergando? Que padrão estou repetindo?
Novamente estou eu em um ponto de partida para o profissional, outro ponto de partida no familiar, um novo ponto nos relacionamentos...
Eu tenho força de vontade, mas talvez me falte mais determinação em algumas coisas...Após o Circuito de Humor do Sesc com a "Encalhada", que por sinal foi um sucesso, voltei pensando: "E isso! É isso que eu quero para minha vida profissional!" Agora estou focando só nos meus projetos e no meu trabalho. Este é o novo ponto de partida e seguindo o meu coração, espero realmente ter feito a escolha certa.
No relacionamento amoroso, tento esquecer coisas do passado e não ficar retornando, comparando, é um erro. É um nova pessoa, com novos sentimentos, numa situação completamente nova. Estou neste ponto de partida totalmente novo, fora da minha zona de conforto, sentido coisas que há muito tempo não ousava ou me permitia sentir...Finalmente apareceu alguém que vale a pena! Alguém merecedor de todo o meu amor...e é só isso que posso dar neste momento...e talvez seja só isso o necessário. O amor!
Na família, outro doido ponto de partida...parece que voltei a ser adolescente morando com minha mãe. 
Mas o que são pontos de partida? São situações que optamos e nos permitem retroceder e fazer novas escolhas. Eis aí o ponto!
Partir novamente, enfrentar situações desconhecidas,sofrer, rir do desconhecido e chorar deste mesmo desconhecido.Já não tenho mais medo, nem me deixo influenciar por ele. Não é esta a palavra certa.
Sinto uma angústia constante no peito, tem muito ainda o que fazer e aprender. E essa angústia não passa nunca. Meu espírito está me empurrando para todo este novo. Sinto isso!
Tenho jogado tanta coisa para o alto que há algum tempo nem cogitava jogar.Me afastado de uns, me acarinhado com outros...
Toda vez que penso bobagens, paro,respiro, deito alguns minutos e choro...aí começo a rir...penso como sou idiota e de como a vida está aí...pronta, me esperando tomar as rédeas.
Começo meu processo de eliminar desculpas. Chega delas!Agora, mais que nunca, elas não fazem sentido.
Já começo a me deslocar do meu ponto de partida, não sou do tipo que fica parada por muito tempo.
Ainda me boicoto, ainda sou minha pior inimiga,mas estou aprendendo a lidar comigo, tarefa árdua confesso, mas quero ser melhor em todos os sentidos. Ser humano com H de verdade. Íntegro!
Ainda não estou vendo minha linha de chegada, ainda há muito nebulosidade no caminho, mas sei que lá no final vai ter um sol enorme brilhando,porque se tudo que acontece é por merecimento, eu MEREÇO SER FELIZ e farei de tudo neste novo ponto. Estou indo, me deslocando por aí, nos pontos de partida.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Meu carinho ao "povo" da Escola das Artes


A arte nos conduz a um processo de inspiração criativa, o ser humano mergulha em um sonho de prazer, imaginação e enriquecimento de sua existência. A arte tem vários significados, mas o que ser arte para uns, poderá não ser para outros.
Na Escola das Artes, respiramos sim, por três anos, arte. Seja na Escultura, no Teatro, na Dança, no Circo, no teatro de Bonecos, na Música.
Aqui começamos a controlar nossas emoções e transformá-las em criação.
Arte é sempre criação!
Nós, artistas, somos intensos!
Amamos mais que os outros.
Criamos mais!
Vivemos mais!
E, claro, sofremos mais!
Estamos sempre á flor da pele!
Nas últimas semanas, tiraram nosso ‘’chão’’ e não nos ensinaram ainda a andar no vazio.
Ouvimos que agora ‘’os caminhos estão abertos’’.
Mas se estão abertos, que direção devemos seguir?
Confusão. Medo. Desapego.
Tiramos força de onde nem sabíamos que tínhamos.
E que força!
Choramos! Um choro sofrido...
Recebemos abraços apertados de amigos que nem lembrávamos mais, mas também nos decepcionamos com comentários de outros tão íntimos.
Nos reunimos enquanto professores, falamos, pensamos, buscando soluções.
Mas artista não é burocrático, artista é bicho estranho!
Não gosta de ficar parado.
Não pode ficar parado!
Artista tem uma válvula interna instigante. Uma bomba relógio de idéias.
Artista nunca se dá por vencido, não tem medo do desconhecido, não tem medo de recomeçar.
Tiraram nosso chão sim, mas não nosso talento e nossa capacidade de criação, ou seria regeneração?
O momento é difícil? É! Tanto para professores, alunos, amigos da escola, mas é justamente nos momentos de maiores adversidades que crescemos.
Colegas professores, usem sua arte, acreditem em vocês e em tudo que batalharam para chegar até aqui. E tem tanto ainda para vir...
Alunos, não deixem o poder de criação estancar em vocês!
Arte é contagiosa e não existe prescrição médica. Abusem dela!
Pais, continuem apoiando seus filhos como faziam, agora eles precisam disso mais do que nunca. E não lamentem!
Não somos vítimas! Somos seres plenos, capazes de seguir mesmo quando tudo nos põe na estaca zero.
Que a arte nos dê o Norte!
Quando a escolhemos como filosofia de vida, sabíamos que não ia ser cômodo.
Que ela, a arte, nos impulsione pelos palcos da vida, que nos coloque à frente de outros desafios, que nos faça cada vez mais GENTE!
Fecharam a nossa escola, mas ela estará sempre viva aqui, em nossos corações! MERDAAAAAAAAAAAA!!!