Páginas

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

INFINITO CAOS DA MINHA VIDA


Em meio ao caos e a desordem do mundo, em meio as lutas diárias seja para pagar uma conta ou simplesmente ter tempo para tomar um banho, vive-se! Derradeiramente e burlescamente! Vive-se da pior forma possível! Nossos ancestrais envergonham-se do cotidiano que criamos e pobre de nós, seres humanos, achamos que somos seres muito melhores, na escala evolutiva.

Passamos o tempo em função do relógio, brigamos por causas perdidas, amamos por tão pouco e sofremos tanto que não sabemos onde isso tudo começou. Fingimos que temos o controle das situações quando não sabemos o que fazer, como fazer e onde fazer... Tolos!

Dormimos mal, quando dormimos! Pouco nos irrita e perdemos a crença em quase tudo. Nossos sonhos, outrora brilhantes, apagaram-se por completo e nem lembramos quando foi que isso aconteceu. Imitamos formas, recriamos carmas, emitimos ruídos, exalamos aparência. Elitizamos a carne e destroçamos a essência. Verdades...ah quanto tempo, não falamos algumas ou recebemos...e quando elas aparecem tornam-se chagas! Dóem!

Ainda acredito no ser humano, como ser incompleto, pequeno, dilacerado pela tecnologia que rasga seu tempo, joga fora eu diria.! Acredito no ser impuro,incoerente, aquele que enfia os pés pelas mãos, os politicamente incorretos, os imaturos, os adolescentes (adoro a rebeldia), os sem teses, os sem mestres, os que não sabem o que são, os que sabem o que buscam mas vivem calmamente...

A vida! Sempre me pergunto porque me deixaram aqui neste planetinha confuso, doido,onde tudo gira ao contrário, o que faz sucesso me incomoda, os poderosos roubam, os astros envolvidos em escândalos são capas enquanto os talentosos ralam diariamente. É moda ser caridoso, é moda trair, é moda ser homosexual (não sou preconceituosa não!!!), tudo é moda, mas ninguém sabe defini-la...

Mas será que me deixaram ou escolhi, eu mesma, aportar aqui...enquanto não acho respostas, enquanto meus sonhos me revelam tanto mas me confundem...faço arte, porque ela não se acaba, ela fica suspensa, seja num quadro na parede, seja ao som de uma boa música... na epiderme!!!Meu leme ainda segue este rumo...talvez por pouco tempo, ou muito...mas ainda quero muito, quero realizar algumas coisas que me faltam realizar.

Tenho tentado ser mais complacente e diplomática em alguns aspectos...falho sempre! Mas tento! Tento fechar a boca quando ela disseca situações e não se cala... E que boca!Não me peçam conselhos, falo sempre o que as pessoas odeiam ouvir. Não se aproximem-se só quando precisam, eu sempre sei disso, e cansei de ser boazinha...Virada de jogo! Virada de mesa! Cheque mate!

Não falem de mim se não conviverem comigo mais de 5 horas por dia, nem meus amigos mais chegados me conhecem verdadeiramente. Me deixem quando quero ficar só, me escutem quando escrevo um texto novo,riam quando eu falar bobagem. Aproveitem-me mais , como um corpo pronto para autópsia. Tirem de mim o que puderem, mas relacionado somente a conhecimento. Me deletem se não for para isso. Se me amarem que seja por COMPLETO!! Não tolero meio termo, nõa tolero a indecisão, não tolero a indiferença, não tolero a falta de atitude!

Egoísmo...não! Cansei do fútil,do pobre de espírito,do fofoqueiro, do aproveitador,dos sinicos,dos falsos,dos invejosos quero distância absoluta, cansei dos fracos,dos reprimidos, dos tímidos, dos sem noção, cansei de mim, da vidinha, da falta de vidinha, da vidinha calma. MOVIMENTO!!

Já não participo dos movimentos que não acredito, não me venham falar em todo, o "todo" não existe, existe eu, você, nós dois, três, quatro,mas sempre divergindo em opinião. Como bons e maus seres humanos que somos!Saudade da távola redonda, saudade dos cavalheiros de verdade, saudade das guerras por causas justas e nobres, saudades das sábias bruxas, saudades dos séculos passados, das vidas passadas!

E seguimos! Como diria Jacinto Benavante "Pensar em fazer grandes coisas é pretexto para não fazer as pequenas."

Muito bem, agora irei dormir! Sonhar!BOA NOITE SERES EM EVOLUÇÃO!!!




quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

OFICINA DO METRO COM GRUPO ARTIGOS


Estamos na reta de remontagem de um dos nossos melhores espetáculos infantis "Criança não faz de Conta" inspirado do livro de poemas infantis de Kalunga, uma grande escritor e parceiro do grupo, que novamente liberou o texto. Do elenco original tem apenas a Carla Ferreira que permanecerá nesta remontagem. Os outros dois atores serão Julio Zaicoski e Maria Cristina da Silva. Quero colocar outros poemas que não foram usados na primeira montagem e se não for sonhar demais, estreiar em março de 2009.

Sonhar não custa nada, e o meu sonho é tão real!!!

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

O CASAMENTO SUSPEITOSO

A primeira leitura do nosso ciclo de leituras dramatizadas no Boccatta será dia 05/03/09 às 21h e o primeiro texto a ser dramatizado será do grande autor brasileiro Ariano Suassuna, o cômico "O casamento suspeitoso" com direção de Julio Zaicoski e no elenco todo o grupo artigos: Carla Reis, Carla Ferreira, Gustavo Freitas, Julio Dias, Leticia Dias, Lisiane Berti, Maria Cristina da Silva, Mário Valério Donini e o próprio diretor Julio Zaicoski.
Os ingressos serão vendidos pelos integrantes do grupo no valor de
R$ 5,00.
Este é um dos projetos em comemoração aos 15 anos do Grupo Artigos.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Agora, crítica do meu outro texto "RAINHA DO LAR"

Outra Crítica:
Sunday, February 15, 2009
Parabéns minha Rainha

Fui convidada para assistir a peça Rainha do Lar hoje à noite. Tenho mais de 40 anos, ou seja, este título chega a me dar arrepios. Mesmo depois de já ter refletido tantas vezes sobre o tema. De saber que este lance da mulher ir para rua e trabalhar também foi meio imposto por uma época de guerra, pela necessidade de mão-de-obra, etc. De pensar muito sobre quão complexa é a atividade de uma dona de casa que precisa saber executar tantas tarefas braçais e ainda ter cabeça para administrar funcionários e tratar de questões financeiras. Com certeza, não é tarefa para principiantes.
De tarde, ligo a tv e vejo Marília Gabriela entrevistando Cecília Troiano sobre o livro Vida de Equilibrista – dores e delícias da mãe da mulher que trabalha. Fico sabendo que 50% das mulheres já pensaram em abandonar a carreira pelo menos uma vez, que dispensam apenas 1h20 para a própria vida. Os homens apenas “ajudam” na tarefa de cuidar dos filhos.

Bem, mas, voltando ao espetáculo, cheguei pensando que não havia nada de novo que pudesse ser dito sobre este tema e, no entanto, mesmo que eu tivesse razão, por que não usufruir do prazer da identificação? No entanto, foram muitos prazeres mais. O texto de Lisiane Berti é ótimo. Na boca de Lucia Bendati ganha vida, forma, cheiro e gosto. Dá até vontade de comer o nhoque que ela prepara em cena. Ainda bem que a receita foi entregue junto com um imã de geladeira na entrada.
Nota-se que a atriz se sente à vontade naquele personagem, naquele lugar e isso se transmite para o público. A Rainha do lar, dirigida por Paulo Guerra, lava o chão, passa roupa, fala no telefone e conosco e, como se não bastasse, ainda canta com uma voz límpida, suave, gostosa de ouvir. Tudo isso no cenário criativo, funcional e esteticamente interessante de Cláudio Benevenga que também é o responsável pelos figurinos que dão o tom certo a esta mulher, dona de casa e mãe em todos os seus momentos. Com destaque para a cena final que salienta o talento desta atriz que consegue nos fazer ver o que ela vê, sentir o que ela sente e diria até pensar o que ela pensa: não é fácil ser uma Rainha do Lar, mesmo no dia do aniversário. Agora, uma coisa é certa: Lucia reina naquele palco.
Obs: Estranhei um pouco a participação em off do marido e dos filhos no início que me parece um tanto artificial. Mas, nada que prejudicasse o todo que, sem dúvida, vale a pena assistir.

Crítica ao meu texto "Dona Gorda" no Porto Verão Alegre

"À mesa, não se pensemos em números
Não consigo. Já tentei. E lembro que, na primeira vez em que eu vi, aconteceu a mesma coisa. Gravações de programas de rádio e comerciais de TV vendendo produtos para emagrecer sem esforço. Um após o outro. Depoimentos, telefones, receitas, remédios, máquinas, conselhos, apelos. Lúcia Bendati entra já como a personagem Claudinha. Entra correndo, de malha, fazendo ginástica. Pega uma revista e depois outra e troca de exercícios. Começa a falar com a gente. A peça começa, mas as gravações não param. Claudinha experimenta roupas que lhe entram. (Tenho um armário cheio de calças que não me entram e camisas que ficam curtas.) A história com o ex-namorado, relacionamento de um mês de trinta e um dias (Já tive meus namoros de mês também, buá buá buá), começa a ser lembrada. Droga! Perdi! Não vi a gravação parar. Me escapuliu de novo. Fiquei preso na história e me esqueci. É como a gente nunca consegue ver que dormiu. Quando a gente está vendo, não estamos dormindo. Quando estamos dormindo, não conseguimos ver. Em “
Dona Gorda”, a gente entra na história e não vê que isso aconteceu.E que sonho bom! Daqueles perfeitinhos, sabe? Não é dos do tipo felizes. É daqueles que, quando você levanta, diz: “Nossa! Parecia real!” E, no caso da peça escrita por Lisiane Berti, é: “Parece eu!” Não tem como você não se identificar. Não há pessoa no mundo que, um dia, não se achou acima do peso. Sejam 100 gramas ou 30 quilos, todo mundo, em algum momento, se olhou no espelho e disse: “maldita sobremesa!” Mas não é só pela fácil identificação que a dramaturgia é boa: é porque preenche o espaço de tempo de uma forma tão cativante que cria outra linha de tempo, paralela, auxiliar, opcional, NARRATIVA. A gente embarca nessa linha motivados, sim, pela identificação, mas fica nela porque ela nos traz aventuras (o não resistir à geladeira), raiva (as piadinhas na balada) e emoção (o choro no táxi), além de elevar nosso espírito e nos devolver ao tempo real renovados, almas cheias, espírito forte.A Claudinha de Lúcia é ágil, é carismática, é bonita, é uma criança que precisa de cuidados, mas que gosta de se sentir adulta para fazer o que quer e atingir seus próprios desafios. Provoca na gente um sentimento tão humano de não querer que ela sofra, desperta vontade de protegimento, requer nossa compaixão. A atriz tem noção de ritmo, é sensível à platéia (seja a de mais de 700 pessoas que lotaram o Auditório Pe. Werner da Unisinos na primeira vez em que eu vi, ou a Álvaro Moreyra.), tem um trabalho de personagem tão forte que lhe permite improvisar com elegância, e, acima de tudo, vive a peça em todos os sentidos exibindo um prazer em estar ali que é raro encontrar mesmo em monólogos.Essa história de dizer que gordo come qualquer coisa é desmentida em “Dona Gorda” de Paulo Guerra. Nossa gorda Claudinha, não vive de qualquer coisa. O cenário (Tânia Castro) é uma das melhores coisas numa produção que só tem o melhor. Os ambientes trazem surpresas, promovem o clima e preenchem o espaço de um jeito a ocupar o vazio com sentidos que convertam para o centro. A forração dos móveis trazem sentidos. A decoração da rua traz sentido. A manequim traz sentido. Nada é desperdiçado, nem mesmo uma migalha de pizza. O mesmo para o figurino (Luciana Éboli), para a trilha (Jean Presser) e para a luz (Anilton Souza). Cada caloria existente, cada centavo empregado, cada minuto gasto é muito bem utilizado nessa comédia tão deliciosa da Cia. Halarde que nos faz rir e nos permite enternecer.Alguém poderia dizer que a culpa por eu não ter notado o exatamente onde a gravação inicial desapareceu é do Zé Mário Storino, operador de som, que foi diminuindo o volume cada vez mais. Eu prefiro lembrar que, quando a comida é boa, por mais calórica que a gente saiba que ela seja, à mesa, dá indigestão pensar em números. "


teatropoa.blogspot.com
Crítica Teatral de Rodrigo Monteiro
14/02/2009

sábado, 7 de fevereiro de 2009

CICLO DE LEITURAS DRAMATIZADAS NO BOCCATTA


O Ciclo de Leituras Dramatizadas que acontecerá no Boccatta é uma realização do Grupo Teatral Artigos que em 2009 completou 15 anos de estrada, tendo por objetivo principal propiciar uma aproximação prazerosa nos interessados em teatro com a oportunidade de conhecer textos de variados gêneros teatrais.
As leituras são feitas em espaço aberto iniciando por uma breve explanação sobre o autor em questão. A Leitura Dramatizada, é um recurso dramatúrgico utilizado por atores e diretores, para iniciar os trabalhos de criação de personagens.
Comprometidos com o desenvolvimento cultural da cidade, acreditamos ser este evento, mais uma forma de valorizarmos a arte dramática, levando o público a criar o hábito de freqüentar espetáculos teatrais de qualidade.

A primeira leitura será em fevereiro, sempre na última quinta-feira do mês, às 21h e acreditamos que a primeira será do célebre Ariano Suassuana "O Casamento Suspeitoso" (a confirmar). Aguardem nova notícias!!!

sábado, 31 de janeiro de 2009

Dias Melhores Virão e Já CHEGARAM!!!


NO MOMENTO POSSO APENAS ALERTAR OS LEITORES DESTE BLOG, SE É QUE EXISTEM, QUE DAQUI A UMA SEMANA EU ESTAREI CHEIA DE NOVIDADES QUENTINHAS PRA VOCÊS RELACIONADA A TEATRO. ELAS ESTÃO ENCAMINHADAS MAS NÃO QUERO COMENTAR ANTES DE SE CONCRETIZAREM!!!

Aguardem!!!!